top of page
equipe técnica
som | transporte |palco| faxina | segurança | caixa | logística

Nilson Mathias de Oliveira
Nilson Mathias de Oliveira
Cidade em que nasceu: São Paulo/SP
Cidade onde vive: São Paulo/SP
Data de Nascimento: 30/04/1967
Profissão: Técnico de som, músico, produtor
Empresa: Nilson Mathias sonorização e eventos
Hábitos Forrozeiros: Gosto de ir de bermuda e camiseta bem à vontade chinelo
“O Forró é uma lição de vida, eu aprendi muito com o Forró, tenho muito a agradecer sou esta pessoa conhecida no mundo artístico por conta do Forró. Durante muitos anos eu vivi o Forró na veia. Me apaixonei pelo Forró desde a primeira noite que operei para o Tio Crispiniano depois disso são mais de 30 anos no Forró de São Paulo. Se eu pudesse trabalhar só com Forró, eu trabalharia. Se eu danço, faz bem, se eu curto faz bem. O Forró é saúde, é inexplicável para gente que vive no Forró. Meus melhores momentos da vida passei no Forró. Comecei no Remelexo, depois Projeto, DAnado e KVA. Tem o Remelexo, o Canto da Ema sobrevivendo. Mas quem lembra a quantidade de pessoas que entrava no Projeto Equilíbrio.”
Minha vida me marcou muito, ter trabalhado com todos os ícones do Forró, dos mais antigos aos mais atuais. Sou grato por terem me convidado. Minha vida profissional começou no Forró, passei de músico para ser técnico e tudo começou no Remelexo às quartas-feiras com som do Trio Xamego e a partir daí nunca mais me separei do Forró.
Abriu o Remelexo da Lapa, o Danado de Bom, o Canto depois. Os pioneiros já eram o KVA, o Projeto que foi o pai do Forró. A História começa com o Professor Wagner (organizador do Projeto Equilíbrio), o Edinei (dono do Remelexo), o Elismar, que produzia Forró no Projeto Equilíbrio.
Meus mestres de sempre foram Dominguinhos, Enock Virgílio com todo seu vigor, também adorava ver a inteligência das músicas do Tato Falamansa , sem contar com a banda Boi de Lata que mudava toda a forma de se escutar Forró, era muito legal. E Tio Crispiniano com a criatividade e a gozação colocadas nas músicas mais tradicionais, o que tornava o Forró mais divertido ainda. A galera curtia demais e ver as pessoas dançando Forró de terça a domingo era maravilhoso.
O Forró me traz o sentimento de gratidão por tudo o que proporcionou para mim. Eu tenho uma amiga cantora que faz uma regressão e ela diz assim. Lá na infância você teve um pensamento do que você queria fazer no futuro, o que vc pensou lá. Eu fui para os EUA, fiz um trabalho fora.Participei de grandes vários shows com o Falamansa, dentre eles os grandes encontros de Forró, Via Funchal no Credicard Hall, no Anhembi. O Falamansa me proporcionou vários shows e eu sou grato pelas várias chances que me deram de mostrar meu trabalho e aprender. Sou eternamente grato.
Desde o primeiro dia que pisei no Remelexo, eu pensava nesta época que o Forró era mais brega com teclado, sabe?! Daí eu vi o povo chegando, médicos, advogados, eu não esperava, esperava coroas, nordestinos. E foi entrando aquela galera universitária, um público bonito. O Forró me trouxe muitas alegrias, conquistas financeiras, pessoais, amorosas, profissionais. Eu praticamente minha vida toda estou dentro do Forró, são 35 anos ou mais.
O Forró me trouxe conhecimento de shows, do áudio, aprender a trabalhar dentro de eventos grandes de grande porte, sou um técnico reconhecido, conceituado dentro do Forró e fora do Forró, no Sertanejo, Axé
Fui convidado pelo Nakai dono do som do Remelexo, comecei minha história aprendendo a operar o som, a chance foi dada pelo Edinei, eu não tinha muito conhecimento. Eu sou músico, cantor, eu tinha parado com banda, o Aparecido Nakai falou, deixa de tocar e vai ser técnico, é melhor. eu fiz tanto por banda e sempre tomei pé na bunda. E decidi ser técnico, os músicos estão sob meu comando. Fui contrabaixista, tive banda de sertanejo, toco viola, violão. Meu pai também é músico, já fizemos rádio, TV, participamos do Canta Viola, Rádio Mulher de São Paulo, TV Aparecida, antes de ser técnico. Comecei a operar som pra minha banda. Depois que fui aprendendo mais coisas. Minha infância sempre foi envolvida pela música. Meu pai foi músico profissional, meu tio tinha banda de baile, meu avô tocava sanfona. Eu tive uma dupla mirim que foi para três programas de televisão, participei de shows para mais de.10000 pessoas em Aparecida do Norte, minha mãe também era cantora e nos incentivava muito a cantar.
Desde minha infância sou envolvido com a música. Mas quando entrei no Remelexo nessa época tinha parado de tocar em uma banda e comecei a operar o som das bandas que tocavam lá. A vontade de participar era enorme. Foi aí que me apaixonei pelo Forró ritmo quente. Olhava de cima do palco e era impressionante como os casais dançavam. Era lindo de ver jovens pessoas de mais idade, todos dançando muito e a cada dia me encantava mais ver aquilo
Depois de 16 anos de Remelexo, fui convidado para ser o técnico de monitor do Falamansa. Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Fui operar no primeiro show no Aramaçã, para 7 mil pessoas, aquilo ali foi uma história assim, ver meus amigos fazendo aquele sucesso todo,aqueles galera gritando, foi emocionante, imagina olhar aquela galera de cima pra baixo, você olhando todo mundo curtindo o som dos seus amigos. Eu fui o primeiro a colocar o Falamansa no palco do remelexo. O Tato tinha um violão que não tinha nem captação, a gente jogou o microfone dentro do violão para ver se captava. A formação deles era nem essa, era: violão, flauta, triângulo, zabumba e só. Depois passou para dois violões, triângulo, zabumba e depois veio o Valdir que deu muita sorte, já chegou com o Falamansa praticamente explodindo.
A gente saía, eu e o Valdir do show toda terça e sentava para comer um filé com maionese, com pão. Era a coisa que a gente mais fazia, a gente curtia.do show do Falamansa eu e Valdir mais fazia. E ele sempre falava: mano, hoje eu ganhei dinheiro, Ele agradecia porque muitas vezes ele tocou e não ganhou. Eu também sou muito grato. Ele sempre cogitou meu nome dentro do Falamansa.
Daí tem várias histórias, nos EUA, por exemplo, deu um desencontro, um embate por conta de overbooking, fui eu o Valdir, junto com outros músicos que iam tocar lá, a gente ia tocar com o Frank Aguiar. Se o Valdir não falava nada de inglês, imagina eu também não. A gente quase ficou preso na área de imigração porque o Vladir fez o vautier de entrada em vermelho, né?! e ficamos travados lá na imigração. Eu tive que escrever tudo em azul no formulário sem saber nada de inglês, foi uma sorte. A gente não sabia pra onde ia e por coincidência uma pessoa veio buscar o Frank Aguiar e quase levou a gente para Boston, que fica há 10.000 km de distância de onde a gente precisava ir. O equipamento lá nos EUA também não tava legal. O Falamansa já tinha 1 milhão de cópias, mas os caras não colocaram um equipamento legal para a gente trabalhar. Tanto é que no final do show as caixas queimaram tudo. Tinha mil pessoas para assistir o Falamansa num ingresso de 25 dólares, então os caras faturaram 25 mil dólares, mas não colocaram um som legal.
A gente foi pra Boston depois também, lá é tudo muito rígido, não pode fazer fila, não pode ficar dentro da casa depois do horário, então os caras praticamente colocaram nosso equipamento na rua pra gente carregar. Mas deu tudo certo, os dois shows foram bons e trouxeram bastante retorno para o Falamansa.
Com o Trio Virgulino também a gente viajava muito, de Van, nesta época, era bem cansativo, mas cada show do Virgulino era maravilhoso.
Para fechar com chave de ouro fiz 5 shows do Dominguinhos. A gente passou pelo Rio de Janeiro, por Poços de Caldas, aqui em São Paulo. E todos os shows com ele foram uma tranquilidade e uma lição de vida. Ele era muito educado e um músico fora de sério. Não dá nem pra contar, era demais.
Cidade em que nasceu: São Paulo/SP
Cidade onde vive: São Paulo/SP
Data de Nascimento: 30/04/1967
Profissão: Técnico de som, músico, produtor
Empresa: Nilson Mathias sonorização e eventos
Hábitos Forrozeiros: Gosto de ir de bermuda e camiseta bem à vontade chinelo
“O Forró é uma lição de vida, eu aprendi muito com o Forró, tenho muito a agradecer sou esta pessoa conhecida no mundo artístico por conta do Forró. Durante muitos anos eu vivi o Forró na veia. Me apaixonei pelo Forró desde a primeira noite que operei para o Tio Crispiniano depois disso são mais de 30 anos no Forró de São Paulo. Se eu pudesse trabalhar só com Forró, eu trabalharia. Se eu danço, faz bem, se eu curto faz bem. O Forró é saúde, é inexplicável para gente que vive no Forró. Meus melhores momentos da vida passei no Forró. Comecei no Remelexo, depois Projeto, DAnado e KVA. Tem o Remelexo, o Canto da Ema sobrevivendo. Mas quem lembra a quantidade de pessoas que entrava no Projeto Equilíbrio.”
Minha vida me marcou muito, ter trabalhado com todos os ícones do Forró, dos mais antigos aos mais atuais. Sou grato por terem me convidado. Minha vida profissional começou no Forró, passei de músico para ser técnico e tudo começou no Remelexo às quartas-feiras com som do Trio Xamego e a partir daí nunca mais me separei do Forró.
Abriu o Remelexo da Lapa, o Danado de Bom, o Canto depois. Os pioneiros já eram o KVA, o Projeto que foi o pai do Forró. A História começa com o Professor Wagner (organizador do Projeto Equilíbrio), o Edinei (dono do Remelexo), o Elismar, que produzia Forró no Projeto Equilíbrio.
Meus mestres de sempre foram Dominguinhos, Enock Virgílio com todo seu vigor, também adorava ver a inteligência das músicas do Tato Falamansa , sem contar com a banda Boi de Lata que mudava toda a forma de se escutar Forró, era muito legal. E Tio Crispiniano com a criatividade e a gozação colocadas nas músicas mais tradicionais, o que tornava o Forró mais divertido ainda. A galera curtia demais e ver as pessoas dançando Forró de terça a domingo era maravilhoso.
O Forró me traz o sentimento de gratidão por tudo o que proporcionou para mim. Eu tenho uma amiga cantora que faz uma regressão e ela diz assim. Lá na infância você teve um pensamento do que você queria fazer no futuro, o que vc pensou lá. Eu fui para os EUA, fiz um trabalho fora.Participei de grandes vários shows com o Falamansa, dentre eles os grandes encontros de Forró, Via Funchal no Credicard Hall, no Anhembi. O Falamansa me proporcionou vários shows e eu sou grato pelas várias chances que me deram de mostrar meu trabalho e aprender. Sou eternamente grato.
Desde o primeiro dia que pisei no Remelexo, eu pensava nesta época que o Forró era mais brega com teclado, sabe?! Daí eu vi o povo chegando, médicos, advogados, eu não esperava, esperava coroas, nordestinos. E foi entrando aquela galera universitária, um público bonito. O Forró me trouxe muitas alegrias, conquistas financeiras, pessoais, amorosas, profissionais. Eu praticamente minha vida toda estou dentro do Forró, são 35 anos ou mais.
O Forró me trouxe conhecimento de shows, do áudio, aprender a trabalhar dentro de eventos grandes de grande porte, sou um técnico reconhecido, conceituado dentro do Forró e fora do Forró, no Sertanejo, Axé
Fui convidado pelo Nakai dono do som do Remelexo, comecei minha história aprendendo a operar o som, a chance foi dada pelo Edinei, eu não tinha muito conhecimento. Eu sou músico, cantor, eu tinha parado com banda, o Aparecido Nakai falou, deixa de tocar e vai ser técnico, é melhor. eu fiz tanto por banda e sempre tomei pé na bunda. E decidi ser técnico, os músicos estão sob meu comando. Fui contrabaixista, tive banda de sertanejo, toco viola, violão. Meu pai também é músico, já fizemos rádio, TV, participamos do Canta Viola, Rádio Mulher de São Paulo, TV Aparecida, antes de ser técnico. Comecei a operar som pra minha banda. Depois que fui aprendendo mais coisas. Minha infância sempre foi envolvida pela música. Meu pai foi músico profissional, meu tio tinha banda de baile, meu avô tocava sanfona. Eu tive uma dupla mirim que foi para três programas de televisão, participei de shows para mais de.10000 pessoas em Aparecida do Norte, minha mãe também era cantora e nos incentivava muito a cantar.
Desde minha infância sou envolvido com a música. Mas quando entrei no Remelexo nessa época tinha parado de tocar em uma banda e comecei a operar o som das bandas que tocavam lá. A vontade de participar era enorme. Foi aí que me apaixonei pelo Forró ritmo quente. Olhava de cima do palco e era impressionante como os casais dançavam. Era lindo de ver jovens pessoas de mais idade, todos dançando muito e a cada dia me encantava mais ver aquilo
Depois de 16 anos de Remelexo, fui convidado para ser o técnico de monitor do Falamansa. Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Fui operar no primeiro show no Aramaçã, para 7 mil pessoas, aquilo ali foi uma história assim, ver meus amigos fazendo aquele sucesso todo,aqueles galera gritando, foi emocionante, imagina olhar aquela galera de cima pra baixo, você olhando todo mundo curtindo o som dos seus amigos. Eu fui o primeiro a colocar o Falamansa no palco do remelexo. O Tato tinha um violão que não tinha nem captação, a gente jogou o microfone dentro do violão para ver se captava. A formação deles era nem essa, era: violão, flauta, triângulo, zabumba e só. Depois passou para dois violões, triângulo, zabumba e depois veio o Valdir que deu muita sorte, já chegou com o Falamansa praticamente explodindo.
A gente saía, eu e o Valdir do show toda terça e sentava para comer um filé com maionese, com pão. Era a coisa que a gente mais fazia, a gente curtia.do show do Falamansa eu e Valdir mais fazia. E ele sempre falava: mano, hoje eu ganhei dinheiro, Ele agradecia porque muitas vezes ele tocou e não ganhou. Eu também sou muito grato. Ele sempre cogitou meu nome dentro do Falamansa.
Daí tem várias histórias, nos EUA, por exemplo, deu um desencontro, um embate por conta de overbooking, fui eu o Valdir, junto com outros músicos que iam tocar lá, a gente ia tocar com o Frank Aguiar. Se o Valdir não falava nada de inglês, imagina eu também não. A gente quase ficou preso na área de imigração porque o Vladir fez o vautier de entrada em vermelho, né?! e ficamos travados lá na imigração. Eu tive que escrever tudo em azul no formulário sem saber nada de inglês, foi uma sorte. A gente não sabia pra onde ia e por coincidência uma pessoa veio buscar o Frank Aguiar e quase levou a gente para Boston, que fica há 10.000 km de distância de onde a gente precisava ir. O equipamento lá nos EUA também não tava legal. O Falamansa já tinha 1 milhão de cópias, mas os caras não colocaram um equipamento legal para a gente trabalhar. Tanto é que no final do show as caixas queimaram tudo. Tinha mil pessoas para assistir o Falamansa num ingresso de 25 dólares, então os caras faturaram 25 mil dólares, mas não colocaram um som legal.
A gente foi pra Boston depois também, lá é tudo muito rígido, não pode fazer fila, não pode ficar dentro da casa depois do horário, então os caras praticamente colocaram nosso equipamento na rua pra gente carregar. Mas deu tudo certo, os dois shows foram bons e trouxeram bastante retorno para o Falamansa.
Com o Trio Virgulino também a gente viajava muito, de Van, nesta época, era bem cansativo, mas cada show do Virgulino era maravilhoso.
Para fechar com chave de ouro fiz 5 shows do Dominguinhos. A gente passou pelo Rio de Janeiro, por Poços de Caldas, aqui em São Paulo. E todos os shows com ele foram uma tranquilidade e uma lição de vida. Ele era muito educado e um músico fora de sério. Não dá nem pra contar, era demais.

Robson Brito
Robson Brito Remelexinho
Hoje também é integrante do Forró Duart, mas na época que este trabalho foi realizado ele fazia transporte para músicos do Forró, especialmente Seu Edson Duarte, também foi sócio do Remelexinho Bar, por três anos, na famosa esquina da Paes Leme com a Ferreira de Araújo.
“Minha mãe é baiana, de Jequié, mas de criança ela já foi para Minas, e veio para São Paulo, como vários outros, Veio à procura de uma melhoria de vida, estudou pouco, veio trabalhou a vida inteira, praticamente, meu pai também, conheci o meu pai em Minas, Eu nasci aqui, mas a raiz é meu destino. Meu pai tinha o que chamava de vitrola, era um móvel, mais ou menos, sei lá, um metro e meio, dividido, um lado era o rádio, de AM, e o outro lado tinha a vitrolinha lá, com bracinho, tomei muito choque, mas era um barato,, meu pai ouvia muito Forró,música sertaneja, raiz mesmo, cantei muito Tonico Tinoco, Luiz Gonzaga. Chegava da escola, e meu pai colocava pra rodar lá, os guinés dele lá, pra mim era tarde, mas não era, sete horas da noite, sete e pouco.
De 13 pra 14 anos comecei a estudar um pouquinho de música e tal, mas muito superficial, assim, gostava muito da farra, de ficar viajando, concurso estadual, nacional, esse negócio de plantar. Daí que vem essa coisa de ficar muito na rua, viajando desde cedo, junto com isso, fui pro lado do esporte também, futebol. Depois joguei de cabeça no esporte.
Eu comecei a ouvir muito falar do Falamansa, eu acho que foi 99, alguma coisa assim, né, que teve o boom, e aí o povo começou, (falando, vamos, vamos, vamos no Remelexo, ver o pessoal tocar lá e tal. Foi quando eu fui a primeira vez numa casa noturna. Depois tive dois namoros e não ia para o Forró, até que voltei, Mas, um poste, cara, eu não sabia dançar, tinha uma vergonha, teve um dia que eu tava meio da pá virada, até que sabia, eu vou sozinho. Dali pra cá, mudou tudo, porque fui, inclusive, se eu não me engano, foi uma aula sua (Evandro Paz) Eu falei, não é que esse negócio é legal mesmo? E aí, juntou com música, juntou com dança, com ambiente, com pessoas, e eu lembro que comecei a fazer minhas aulinhas com vergonha, e não sabia fazer nada,
Desestressar, ambiente bacana, comecei a conhecer muita gente. Eu sempre fui muito de grupo, assim, de turma, sabe? De consideração por amigo,amigo é amigo, eu quero sair, quero sair com todo mundo junto, a ponto de ir lá atrás, quando eu comprava carro, queria comprar carro grande pra estar com todo mundo, levar todo mundo, sabe?
No meu circuito, que era ir, voltar, ir, voltar, bem, peguei um pouquinho de confiança, fui pra Itaúnas, via muito pessoal falar de Itaúnas, com a turminha do Remelexo lá, a gente combinou de ir, acho que em 2014, eu fui a primeira vez, experiência fantástica. Em 2015, acho que em 2016 também, o pessoal começou a falar mais de dezembro, fui uma vez em dezembro também, eu acho melhor em julho.
Depois que eu saí do trabalho no banco, eu comecei a empreender, caí na área do transporte, comecei a trabalhar com ônibus, montei uma empresa com três colegas do banco. Depois comprei uma franquiazinha de tapioca, no Itaim, de 2015 pra 16, começou a cair muito movimento, e a gente foi atrás, começou a pesquisar, (17:47) pesquisar, um grupo chinês comprou o prédio. E aí foi quando, se não me engano, o Jah tava naprodução do Remelexo e tocou o restaurante. E restaurante é um negócio assim que é dedicação 24 horas por dia, segunda a segunda, o bicho pega. No Remelexo A gente tinha as aulas lá (de Forró Dança) e a balada. Na esquina, também tem o bar anexo, o Remelexinho. (19:03) Nesse momento, quem tava fazendo o gerenciamento lá era o nosso colega que fazia o Nata Forrozeira, Jah Araújo. E eu fazia uma espécie de tapiocaria dentro do Remelexão, a gente ficou exatamente seis meses na balada, durante o Forró, do lado daquele barzinho, do lado do palco, o barzinho que tinha ontem e lá, até hoje. E aí foi quando o Jah saiu do restaurante, e aí o Cláudio convidou de novo. Falou assim, ó, o restaurante vai ser desocupado, o Jah vai largar. E aí quer encarar? Eu tive essa oportunidade de sair de uma coisa mínima, pequena lá, que a gente ficava na sexta, sábado no (Remelexão) e fomos pro restaurante (Remelexinho).
E aí foi outra pancada na orelha, né? Porque ele ficava exatamente, cara, vinte horas lá dentro. Então éramos eu, Cláudio e mais um primo meu de segunda a segunda, vinte horas por dia, todo dia, e de cabeça, e de novo, voltou pressão, pressão, pressão .A gente conseguiu dar uma repaginada lá, tinha aquela coisa da esquina mais populosa e bacana lá do Forró de São Paulo. Então o pessoal colocava lá um triozinho pra tocar, vendia muita cerveja,portas abertas, domingo comia lá dentro.
A gente acabou estando lá quase três anos.E aí quando a gente tava na iminência de começar a fazer um pouquinho de dinheiro, Mas por quê também? porque a gente entrou com essa parte estrutural, com uma tarefa de documentação, com uma tarefa de cardápio, com nutricionista, o almoço lá era muito forte, né? (22:36) Uma coisa é o que entra, outra coisa é o que fica de lucro, né? Exatamente, reinvestindo em material, a gente chegou a comprar quase oitenta mesas com cadeiras, ar-condicionado, a gente fez a parceria com o Ednei lá, trocou todos os os ar-condicionados lá que tinha na balada,) inclusive, parte elétrica, a gente reformou, cozinha reformou, a gente fez a coisa realmente acontecer do jeito que tinha que ser. Mas com a pandemia, em 2020, a gente ainda conseguiu segurar o restaurante até dezembro, a gente teve que parar, mas valeu a pena, nós mudamos o conceito do restaurante de um lugar de perrengue para um lugar que tratava bem os clientes e tinha infraestrutura.
Então, nesse universo do Forró, fui frequentador, dançarino da balada, vendedo, administrador do restaurante e também das festinhas que aconteciam. Conseguimos fazer alguns eventos também lá, corporativos que nunca ninguém tinha feito, fizemos evento pro Itaú, pra Lacta, que é uma das maiores indústrias de lácteos, né, do Brasil, aqui da América Latina.
Depois voltei pra outra parte do transporte , comecei a transportar o músico Seu Edson Duarte. O Seu Edson é quem me colocou na vida e eu acabei conhecendo, acho que em Itaúnas, o Pablo, que hoje é um dos da nova geração (do Forró): Pablo Moura, fera, estudioso, responsável demais. A Melina, muito carismática e tal, me apresentou o Pablo, ele virou meu amigão nessa época, ele estava tocando com o Seu Edson Duarte.
Seu Edson já é um senhorzinho, não tinha automóvel, e aí eu comecei a fazer uns servicinhos pra ele e para Oswaldinho, do Acordeon. Acabei conhecendo o Izídio também,, na época queo Pablo me chamou para levar o Oswaldinho num show no interior, no Sesc, Quem estava produzindo era justamente o Izídio.
Llá atrás, antes da tapiocaria, que eu estava mexendo com sucos funcionais, (28:19) eu acabei, o Oswaldinho tinha ou tem, uns probleminhas de saúde, e esse suco que a gente vendia, realmente era muito bom, eu ofereci pra ele, mas não queria vender nem nada, que eu estava com alguns e eu ofereci pra ele umas garrafinhas de suco, ele gostou pra caramba.
E aí o que acontece, o Izídio me ligou e falou assim, olha, o que é aquilo que você estava dando pra o Oswaldinho? Eu expliquei toda a história, o que era,o que não era, falei,, gostei. E ele tem vários braços aí, ele tem muitos anos de estrada, além de produtor, é um cara super bem relacionado e queria fazer a representação de suco também. Hoje é um irmãozão que eu tenho.
Voltando pro seu Edson, comecei a levar seu Edson pros shows, a rodar pro Rio, fazer o transporte, a gente ficou muito próximo, a ponto de ele me tratar praticamente como filho, a Mayra também né, minha namorada. E às vezes quando a gente ia viajar, ele queria aquela força também, porque ele costumava falar que ela era brava. Eu sou o legalzinho, a gente fina, e ela é mais durona em algumas situações."
bottom of page
.jpg)