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iris De franco . MULHERES QUE CONDUZEM . FORRÓ URBANO
iris De franco é artevista, professora e pesquisadora de Forró Urbano, desde 1997 no movimento, ministrou cursos de Forró Dança, Histórias do Forró e conduziu rodas de conversa sobre gênero e sexualidade no Forró em festivais e espaços pelo mundo todo. Autora do Método de Ensino de Forró Feminista, Decolonial e Desierarquizante: Mulheres que Conduzem e co-autora do Método de Ensino Forró Urbano. iris sente o Forró como arte, cultura e ferramenta político-terapêutica para transformação individual e da sociedade.
Promovendo vivências de percepção, descoberta e fortalecimento dos potenciais da mulher na dança e na vida através de aulas de Forró exclusivas para mulheres, Formação de Professoras, rodas de conversa e mostras do projeto Mulheres que Conduzem, desde 2014 fomenta a equidade de gênero dentro do Forró.
Uma das fundadoras da produtora cultural Casa do Forró Urbano, foi contemplada com o Prêmio Anastácia de Forró em 2022, 2o Edital da Lei do Forró de SP ambos pela SMCSP e Prêmio SP Forró 2024. Colaborando com o movimento Forró Patrimônio, iris participou de mesas no I e II Fórum de Forró de Raiz de SP e de BH, no plano de salvaguarda do Forró junto ao IPHAN e CONDEPHAAAT.
Coreógrafa, diretora artística, pintora, poetisa e meditadora, seu atual espetáculo chama-se Forró:Terreiro de Mulher, uma mostra de dança e música que conecta o Forró a sua ancestralidade religiosa afro-indígena.
iris acredita que cozinhar, plantar, meditar, produzir arte e desacelerar são formas de revolucionar o mundo, voltando às raízes e ao que é primordial, por isso cultiva estas atividades e este modo de vida.
Promovendo vivências de percepção, descoberta e fortalecimento dos potenciais da mulher na dança e na vida através de aulas de Forró exclusivas para mulheres, Formação de Professoras, rodas de conversa e mostras do projeto Mulheres que Conduzem, desde 2014 fomenta a equidade de gênero dentro do Forró.
Uma das fundadoras da produtora cultural Casa do Forró Urbano, foi contemplada com o Prêmio Anastácia de Forró em 2022, 2o Edital da Lei do Forró de SP ambos pela SMCSP e Prêmio SP Forró 2024. Colaborando com o movimento Forró Patrimônio, iris participou de mesas no I e II Fórum de Forró de Raiz de SP e de BH, no plano de salvaguarda do Forró junto ao IPHAN e CONDEPHAAAT.
Coreógrafa, diretora artística, pintora, poetisa e meditadora, seu atual espetáculo chama-se Forró:Terreiro de Mulher, uma mostra de dança e música que conecta o Forró a sua ancestralidade religiosa afro-indígena.
iris acredita que cozinhar, plantar, meditar, produzir arte e desacelerar são formas de revolucionar o mundo, voltando às raízes e ao que é primordial, por isso cultiva estas atividades e este modo de vida.

Evandro Paz . FORRÓ URBANO
31 anos de carreira como professor de Forró formando dançarinas/os e professoras/es pelo mundo, autor do Método de ensino Forró Urbano, graduando em Dança e Movimento, contemplado com os Prêmios Anastácia, LPG-SP e Sérgio Mamberti como mestre da cultura popular, Paulo Gustavo como mestre e Prêmio SP Forró, ministrou aulas de Forró nos principais festivais e escolas de Forró pelo mundo

Mayra Kreisy . DANÇARINA
Eu nasci aqui em São Paulo, a minha infância, na verdade, é... meu pai incentivava muito a gente... a música, né? Desde pequena, tipo, ele ouvia muito MPB. Ele é apaixonado, gosta de tocar no violão essas músicas. Então, ele incentivava a gente tocando... Música chilena ele não escutava? Sim, eu ia muito em férias. A gente tem o 18 Chico, né? Que é um evento que tem aqui em setembro. Que, se eu não me engano, é dia 18. É que depende, né? Eles fazem... Nas datas, tipo, feriado, né? Aliás, final de semana. Então, em setembro, eles têm o 18 Chico, que é uma festa grande. Na verdade, todo mês tem alguma festa chilena, né? Aqui em São Paulo, que reúnem todos os chilenos, ( meu pai é chileno), eles tocam lá, eu cresci indo em festas chilenas, mas em casa, meu pai colocava só quando tinha churrasco em família.
Então, o que mais ele ouvia aqui, acabou sendo o MPB, né? Que interessante. Meu pai, ele sempre tiveram lojas, teve uma vidraçaria. Então, a gente sempre morou e trabalhou em casa. Eu vivia na rua. As minhas brincadeiras eram esconde-esconde com os amigos. Então, eu juntava uma galera. Naquela época, era mais fácil acontecer isso, né? De reunir uma turma grande e sair pra brincar. De esconde-esconde. Essas brincadeiras que hoje em dia a gente não vê as crianças brincando, né? É mais difícil. Então, eu sempre fui muito moleca, assim, de jogar videogame. Eu nunca gostei de boneca, por exemplo. Eu nunca fui uma menina que gostava de coisas de menina, assim. Naquela época, eu era totalmente fora da curva. Quando eu fui crescendo, eu gostava muito de fingir que tava cantando, brincando, né? Eu aprendia muito rápido as músicas, né? Gostava de brincar, de cantar, assim, de dançar, mas eu lembro que era muito mais particular, sabe? Era uma coisa nas minha, não pros outros. Porque eu era muito tímida. Eu lembro que eu ouvia muito Balão Mágico, por exemplo, as músicas, eu sabia de cor. Tinha algumas músicas da Eliana. E depois, tinha Chiquititas. Eu lembro que, a gente se juntava, as minhas amigas, e fazia as coreografias de Chiquititas, a gente sabia todas. E eu lembro que eu tinha uns doze anos.
Então, o Forró, eu conheci, na verdade, na minha... adolescência. O primeiro contato que eu tive com o forró, na verdade, eu acho que eu tinha, sei lá, uns treze anos. Eu era novinha, porque eu ia pra casa da minha prima, que já tinha uns dezesseis anos, a minha prima. Ela é três anos mais velha que eu. Então... Ela já... Eu lembro que, na época... quando eu ia pra casa da minha prima, ela colocava, na época, o Falamansa. Ela dançava e sempre me pegava pra dançar. Assim, quando eu ia pra casa dela, era só nós duas de criança e o resto era tudo adulto. Às vezes aparecia uma outra criança. Então, eu ficava só nós duas. Ela colocava o Falamansa e a gente ficava dançando. Esse foi o primeiro contato que eu tive. Naquela época, não tinha YouTube. Não tinha YouTube. Você tinha que ir atrás de fita cassete.
Peraí. Eu lembro o ano. Foi em 2014.
Eu dançava outras coisas, mas em 2014 eu fui atrás do Forró. O meu interesse pela dança em si. Já vem... Bem antes de eu começar a dançar. Eu assistia muito clipe da Shakira e queria fazer dança do ventre. Eu lembro que eu via ela dançando e ficava apaixonada assistindo. Então, uma das minhas metas era fazer um dia aula de dança. Aí eu fui atrás. Eu achei uma escola. Dança do ventre e na época eu tava namorando. Eu gostei. E aí eu lembro que foi bem na época do... Do São João. Festa de São João. E aí a gente foi pra uma festa. E... A gente tava nessa festa. E eu lembro que meu ex-namorado se interessou. Ele achou legal a... sabe? Essa parte da condução. Essa parte de você conduzir. Eu perguntei: Vamos fazer uma aula juntos? E ele não queria. De jeito nenhum. Eu sou, na verdade. Um pouco roqueira. Gosto muito de rock. Então... Eu dançava rock, na verdade. Você dança rockmais sozinho. Não precisa dançar com ninguém. E o meu namorado era do rock. Eu falei, quer saber? Eu vou... Eu vou propor uma coisa para ele. Por que a gente não faz uma aula experimental? De dança de salão? Que tem Forró, né? Aí ele topou e a gente foi. Nesses seis meses, foi que eu aprendi um pouco de Forró. Mas aquele Forró de Dança de Salão. Eu me apaixonei também muito pela gafieira e pela Salsa. A escola era aqui na Rua Cardoso de Almeida. Era focada na dança do ventre. e a proprietária resolveu colocar um pouco de coisa diferente lá. O professor chamava Edson Cruz, se eu não me engano. A gente não saía para dançar. A única coisa que a gente fazia era isso. Ia para a aula de dança e ia embora.
E quando chegou no final do ano ele deixou a gente.
O Edson, ele gostava mais da aula de gafieira. Eu era apaixonada porque eu acho muito legal a jogada de perna. Então eu acho que ele também via que eu gostava, que a gente gostava. Então eu acho que ele também dava mais. Só que o outro professor, que entrou, ele gostava mais de salsa. Este segundo professor era aquele que animava, fazia a gente ir para os lugares, agitava, sabe? Ele era divertido. Ele abriu alguns caminhos na minha vida, em relação a sair mais, e eu conheci um grande amigo meu também, através dele, que hoje é um amigo que eu gosto muito, que também é da dança.
Em 2011, se eu não me engano, 2011, 11, 12, 13, eu comecei a dançar, eu dançava só Salsa. Eu ia só em lugares, casas de Salsa, Zouk, mas Zouk era o básico.
E aí depois, eu já tinha terminado meu relacionamento, e aí eu resolvi ir para o Forró. No final do ano, de 2013. E aí em janeiro, foi a parte da fossa, sofrendo, chorando, enfim. E aí eu falei, não, eu não posso mais, só que eu não queria parar de dançar. Eu não queria parar de dançar, só que eu também não queria encontrar meu ex.
E eu ia para a Salsa, por exemplo, mas a impressão que eu tenho na Salsa é que você faz amizade, mas não são amizades, assim, eu também não quero julgar errado, mas no meu caso foi assim, parece que não eram muito verdadeiras, sabe? E as pessoas viviam muito de aparências lá, nesse ambiente.
A dança em si, eu sempre gostei, nada contra, mas o ambiente da salsa, eu sentia um pouco, pesado, sabe? Muita gente de nariz empinado, muita gente, sei lá, mesquinha, gente falando mal de você, então era muito difícil você confiar em alguém. E eu fiquei três anos na salsa, indo para lugares, tipo, Azucar, a gente ia no Patiain, enfim, tinha vários lugares, legais, mas as pessoas às vezes não eram muito legais.
E eu falei, mano, eu vou atrás do Forró, porque... porque eu gosto, e eu sempre tive essa coisa da minha infância, né, com a minha prima do forró, então na minha cabeça, eu ia para o forró e ia escutar falar a música, era, na época, era o que eu gostava, porque era o único que eu conhecia. Eu tenho uma amiga, da Salsa também, e aí ela falava muito do Forró também, ela é forrozeira, então ela falava, vamos no Forró, que Forró é maravilhoso, isso aqui, isso aqui, então, às vezes, a gente ia para o Canto da Ema, né? Que era a única referência que eu também tinha de Forró, porque eu não conhecia o Remelexo.
Uma vez, dançando forró no canto da Ema, eu dancei com um menino, não lembro o rosto, não lembro o nome, não lembro nada, a única coisa que eu lembro é que ele fazia uns passos muito legais, e ele fazia com jogada de perna, e aí isso me chamou muita atenção, porque me lembrou Gafieira, que eu gostava. E aí eu falei para ele, onde você aprendeu esses passos? E aí ele falou para mim, aprendi no Remelexo. Aí eu fiquei com esse nome, e nisso eu ainda estava namorando, acho que passou um ano depois disso, para você ter ideia. E aí, depois, eu ficava com esse negócio na cabeça, quero aprender esse tipo de Forró, que dança com as pernas, eu ficava com isso na minha cabeça.
E aí, quando eu resolvi, fui na internet e pesquisei aulas de forró: a primeira coisa que me apareceu foi o Remelexo, na internet. E aí eu lembrei desse menino falando, eu não lembrava direito qual era o nome do lugar, só que quando eu li Remelexo, aí me veio a lembrança. Liguei para o Evandro (Paz). Acho que o primeiro contato que eu tive de pessoa foi o Evandro. Ele falou assim: ah, é só ir lá, tá o dia, enfim. Aí eu falei, ah, tá bom. E fui.
Ah, e detalhe, nessa época, eu tava na dúvida se eu ia dançar, se eu ia fazer a música no rock, se eu ia fazer no decloque, que era perto da minha casa, se eu ia fazer soltinho, que é o... Tem outro nome também. Rockabilly. Isso, Rockabilly. E eu já tinha ido no Rockabilly pra dançar com os amigos, umas duas vezes, mas não pra fazer aula. E aí, eu falei assim na minha cabeça: Eu vou lá primeiro no Remelexo, vou fazer aula experimental.
Aí não faço nada, não marco nada, nem. E aí eu vou lá no Rockabilly, faço aula experimental, e aí eu vejo qual dos dois eu gosto. Aí eu fui pro Remelexo. Chegando no Remelexo, eu fiz aula. Aí eu cheguei lá, encontrei o Daniel, o Daniel Japinho. Aí ele falou assim Oi, tudo bom? Perguntou se eu já fazia aula e tal. Eu falei, olha, eu danço Salsa, mas Forró bem básico, básico, bem pouco. Ele falou, olha, eu vou dançar uma música com você e aí eu vou ver mais ou menos onde dá pra te colocar. Porque eu lembro que na época tinha como que era? Aula do 1, do 2, do 3, do 4, né? Tinha até 4 nessa época. E aí ele falou assim, olha, aí a gente dançou aí ele falou, acho que dá pra colocar você no 2. Mas aí você depois vai fazer uma aula e os professores vão ver se realmente você vai ficar no 2 ou não.
Aí eu fui fazer a primeira aula. Que era a aula teste, né? Teste não, a aula experimental. Aí eu fiz e e aí quando eu saí a menina veio falar comigo e falou assim, e aí, gostou? Eu falei, gostei. Vai fechar a faculdade? Ela assistiu. Vou. Tipo assim. Meu plano não era isso. Meu plano era assistir a outra aula experimental e depois eu ia decidir, né? Mas eu gostei tanto, nossa, eu achei tão legal. E aí eu falei, não, vou fechar.
Aí eu lembro que eu fechei o pacote. Comecei a ir pras aulas aí eu vivi de Remelexo. E aí eu comecei, tipo, a sentir a diferença, assim, de um lugar para o outro, que o pessoal do Remelexo era mais perna. Eles dançavam muito com as pernas, que era o que eu gostava, né? Eu lembro que, assim, depois com o tempo foi misturando mais o que eu senti, né? Mas no começo eu lembro que era bastante perna.
Quem dava as aulas no remelexo na época era o André, a Suzy, a Renata, eu só lembro deles três. E o Evandro, né? Só que o Evandro eu não lembro se ele dava a aula ou se ele só coordenava. Eu acho que ele dava aula também, né? É. A Adelaine eu acho que dava também. É, dava, dava também. O Marquinhos, ele começou a dar aula, se eu não me engano, depois que eu já tinha entrado. Eu frequentava as baladas também do remelexo, assim como a gente ia no Canto da Ema. É, aí depois eu nunca mais fui no Canto da Ema, praticamente.
E aí você ficou quanto tempo fazendo aula? Olha, eu fiquei um bom tempo. Eu acho que eu renovei, eu não lembro exatamente o tempo, mas eu devo ter ficado uns dois anos, por aí. Porque eu cheguei até o 3, porque na minha época, depois saiu, não teve mais 4. Porque o 4 eu acho que ele não era também todos os dias, tinha um dia na semana, parece. Era só terça. E aí eu acho que depois eu fui, ah, não tem 4. Mas assim, na época mesmo, eu não continuei as aulas, mas por uma questão financeira. Aí eu fiquei indo mais na parte da balada, né?
Depois eu cheguei a ir em alguns encontros de Mulheres que Conduzem e tal. Então, esse processo, na verdade, eu comecei até por causa de uma amiga, né? Eu conheci a Carol em uma viagem que eu fiz pra Itaúnas, em 2014.
Então, o que mais ele ouvia aqui, acabou sendo o MPB, né? Que interessante. Meu pai, ele sempre tiveram lojas, teve uma vidraçaria. Então, a gente sempre morou e trabalhou em casa. Eu vivia na rua. As minhas brincadeiras eram esconde-esconde com os amigos. Então, eu juntava uma galera. Naquela época, era mais fácil acontecer isso, né? De reunir uma turma grande e sair pra brincar. De esconde-esconde. Essas brincadeiras que hoje em dia a gente não vê as crianças brincando, né? É mais difícil. Então, eu sempre fui muito moleca, assim, de jogar videogame. Eu nunca gostei de boneca, por exemplo. Eu nunca fui uma menina que gostava de coisas de menina, assim. Naquela época, eu era totalmente fora da curva. Quando eu fui crescendo, eu gostava muito de fingir que tava cantando, brincando, né? Eu aprendia muito rápido as músicas, né? Gostava de brincar, de cantar, assim, de dançar, mas eu lembro que era muito mais particular, sabe? Era uma coisa nas minha, não pros outros. Porque eu era muito tímida. Eu lembro que eu ouvia muito Balão Mágico, por exemplo, as músicas, eu sabia de cor. Tinha algumas músicas da Eliana. E depois, tinha Chiquititas. Eu lembro que, a gente se juntava, as minhas amigas, e fazia as coreografias de Chiquititas, a gente sabia todas. E eu lembro que eu tinha uns doze anos.
Então, o Forró, eu conheci, na verdade, na minha... adolescência. O primeiro contato que eu tive com o forró, na verdade, eu acho que eu tinha, sei lá, uns treze anos. Eu era novinha, porque eu ia pra casa da minha prima, que já tinha uns dezesseis anos, a minha prima. Ela é três anos mais velha que eu. Então... Ela já... Eu lembro que, na época... quando eu ia pra casa da minha prima, ela colocava, na época, o Falamansa. Ela dançava e sempre me pegava pra dançar. Assim, quando eu ia pra casa dela, era só nós duas de criança e o resto era tudo adulto. Às vezes aparecia uma outra criança. Então, eu ficava só nós duas. Ela colocava o Falamansa e a gente ficava dançando. Esse foi o primeiro contato que eu tive. Naquela época, não tinha YouTube. Não tinha YouTube. Você tinha que ir atrás de fita cassete.
Peraí. Eu lembro o ano. Foi em 2014.
Eu dançava outras coisas, mas em 2014 eu fui atrás do Forró. O meu interesse pela dança em si. Já vem... Bem antes de eu começar a dançar. Eu assistia muito clipe da Shakira e queria fazer dança do ventre. Eu lembro que eu via ela dançando e ficava apaixonada assistindo. Então, uma das minhas metas era fazer um dia aula de dança. Aí eu fui atrás. Eu achei uma escola. Dança do ventre e na época eu tava namorando. Eu gostei. E aí eu lembro que foi bem na época do... Do São João. Festa de São João. E aí a gente foi pra uma festa. E... A gente tava nessa festa. E eu lembro que meu ex-namorado se interessou. Ele achou legal a... sabe? Essa parte da condução. Essa parte de você conduzir. Eu perguntei: Vamos fazer uma aula juntos? E ele não queria. De jeito nenhum. Eu sou, na verdade. Um pouco roqueira. Gosto muito de rock. Então... Eu dançava rock, na verdade. Você dança rockmais sozinho. Não precisa dançar com ninguém. E o meu namorado era do rock. Eu falei, quer saber? Eu vou... Eu vou propor uma coisa para ele. Por que a gente não faz uma aula experimental? De dança de salão? Que tem Forró, né? Aí ele topou e a gente foi. Nesses seis meses, foi que eu aprendi um pouco de Forró. Mas aquele Forró de Dança de Salão. Eu me apaixonei também muito pela gafieira e pela Salsa. A escola era aqui na Rua Cardoso de Almeida. Era focada na dança do ventre. e a proprietária resolveu colocar um pouco de coisa diferente lá. O professor chamava Edson Cruz, se eu não me engano. A gente não saía para dançar. A única coisa que a gente fazia era isso. Ia para a aula de dança e ia embora.
E quando chegou no final do ano ele deixou a gente.
O Edson, ele gostava mais da aula de gafieira. Eu era apaixonada porque eu acho muito legal a jogada de perna. Então eu acho que ele também via que eu gostava, que a gente gostava. Então eu acho que ele também dava mais. Só que o outro professor, que entrou, ele gostava mais de salsa. Este segundo professor era aquele que animava, fazia a gente ir para os lugares, agitava, sabe? Ele era divertido. Ele abriu alguns caminhos na minha vida, em relação a sair mais, e eu conheci um grande amigo meu também, através dele, que hoje é um amigo que eu gosto muito, que também é da dança.
Em 2011, se eu não me engano, 2011, 11, 12, 13, eu comecei a dançar, eu dançava só Salsa. Eu ia só em lugares, casas de Salsa, Zouk, mas Zouk era o básico.
E aí depois, eu já tinha terminado meu relacionamento, e aí eu resolvi ir para o Forró. No final do ano, de 2013. E aí em janeiro, foi a parte da fossa, sofrendo, chorando, enfim. E aí eu falei, não, eu não posso mais, só que eu não queria parar de dançar. Eu não queria parar de dançar, só que eu também não queria encontrar meu ex.
E eu ia para a Salsa, por exemplo, mas a impressão que eu tenho na Salsa é que você faz amizade, mas não são amizades, assim, eu também não quero julgar errado, mas no meu caso foi assim, parece que não eram muito verdadeiras, sabe? E as pessoas viviam muito de aparências lá, nesse ambiente.
A dança em si, eu sempre gostei, nada contra, mas o ambiente da salsa, eu sentia um pouco, pesado, sabe? Muita gente de nariz empinado, muita gente, sei lá, mesquinha, gente falando mal de você, então era muito difícil você confiar em alguém. E eu fiquei três anos na salsa, indo para lugares, tipo, Azucar, a gente ia no Patiain, enfim, tinha vários lugares, legais, mas as pessoas às vezes não eram muito legais.
E eu falei, mano, eu vou atrás do Forró, porque... porque eu gosto, e eu sempre tive essa coisa da minha infância, né, com a minha prima do forró, então na minha cabeça, eu ia para o forró e ia escutar falar a música, era, na época, era o que eu gostava, porque era o único que eu conhecia. Eu tenho uma amiga, da Salsa também, e aí ela falava muito do Forró também, ela é forrozeira, então ela falava, vamos no Forró, que Forró é maravilhoso, isso aqui, isso aqui, então, às vezes, a gente ia para o Canto da Ema, né? Que era a única referência que eu também tinha de Forró, porque eu não conhecia o Remelexo.
Uma vez, dançando forró no canto da Ema, eu dancei com um menino, não lembro o rosto, não lembro o nome, não lembro nada, a única coisa que eu lembro é que ele fazia uns passos muito legais, e ele fazia com jogada de perna, e aí isso me chamou muita atenção, porque me lembrou Gafieira, que eu gostava. E aí eu falei para ele, onde você aprendeu esses passos? E aí ele falou para mim, aprendi no Remelexo. Aí eu fiquei com esse nome, e nisso eu ainda estava namorando, acho que passou um ano depois disso, para você ter ideia. E aí, depois, eu ficava com esse negócio na cabeça, quero aprender esse tipo de Forró, que dança com as pernas, eu ficava com isso na minha cabeça.
E aí, quando eu resolvi, fui na internet e pesquisei aulas de forró: a primeira coisa que me apareceu foi o Remelexo, na internet. E aí eu lembrei desse menino falando, eu não lembrava direito qual era o nome do lugar, só que quando eu li Remelexo, aí me veio a lembrança. Liguei para o Evandro (Paz). Acho que o primeiro contato que eu tive de pessoa foi o Evandro. Ele falou assim: ah, é só ir lá, tá o dia, enfim. Aí eu falei, ah, tá bom. E fui.
Ah, e detalhe, nessa época, eu tava na dúvida se eu ia dançar, se eu ia fazer a música no rock, se eu ia fazer no decloque, que era perto da minha casa, se eu ia fazer soltinho, que é o... Tem outro nome também. Rockabilly. Isso, Rockabilly. E eu já tinha ido no Rockabilly pra dançar com os amigos, umas duas vezes, mas não pra fazer aula. E aí, eu falei assim na minha cabeça: Eu vou lá primeiro no Remelexo, vou fazer aula experimental.
Aí não faço nada, não marco nada, nem. E aí eu vou lá no Rockabilly, faço aula experimental, e aí eu vejo qual dos dois eu gosto. Aí eu fui pro Remelexo. Chegando no Remelexo, eu fiz aula. Aí eu cheguei lá, encontrei o Daniel, o Daniel Japinho. Aí ele falou assim Oi, tudo bom? Perguntou se eu já fazia aula e tal. Eu falei, olha, eu danço Salsa, mas Forró bem básico, básico, bem pouco. Ele falou, olha, eu vou dançar uma música com você e aí eu vou ver mais ou menos onde dá pra te colocar. Porque eu lembro que na época tinha como que era? Aula do 1, do 2, do 3, do 4, né? Tinha até 4 nessa época. E aí ele falou assim, olha, aí a gente dançou aí ele falou, acho que dá pra colocar você no 2. Mas aí você depois vai fazer uma aula e os professores vão ver se realmente você vai ficar no 2 ou não.
Aí eu fui fazer a primeira aula. Que era a aula teste, né? Teste não, a aula experimental. Aí eu fiz e e aí quando eu saí a menina veio falar comigo e falou assim, e aí, gostou? Eu falei, gostei. Vai fechar a faculdade? Ela assistiu. Vou. Tipo assim. Meu plano não era isso. Meu plano era assistir a outra aula experimental e depois eu ia decidir, né? Mas eu gostei tanto, nossa, eu achei tão legal. E aí eu falei, não, vou fechar.
Aí eu lembro que eu fechei o pacote. Comecei a ir pras aulas aí eu vivi de Remelexo. E aí eu comecei, tipo, a sentir a diferença, assim, de um lugar para o outro, que o pessoal do Remelexo era mais perna. Eles dançavam muito com as pernas, que era o que eu gostava, né? Eu lembro que, assim, depois com o tempo foi misturando mais o que eu senti, né? Mas no começo eu lembro que era bastante perna.
Quem dava as aulas no remelexo na época era o André, a Suzy, a Renata, eu só lembro deles três. E o Evandro, né? Só que o Evandro eu não lembro se ele dava a aula ou se ele só coordenava. Eu acho que ele dava aula também, né? É. A Adelaine eu acho que dava também. É, dava, dava também. O Marquinhos, ele começou a dar aula, se eu não me engano, depois que eu já tinha entrado. Eu frequentava as baladas também do remelexo, assim como a gente ia no Canto da Ema. É, aí depois eu nunca mais fui no Canto da Ema, praticamente.
E aí você ficou quanto tempo fazendo aula? Olha, eu fiquei um bom tempo. Eu acho que eu renovei, eu não lembro exatamente o tempo, mas eu devo ter ficado uns dois anos, por aí. Porque eu cheguei até o 3, porque na minha época, depois saiu, não teve mais 4. Porque o 4 eu acho que ele não era também todos os dias, tinha um dia na semana, parece. Era só terça. E aí eu acho que depois eu fui, ah, não tem 4. Mas assim, na época mesmo, eu não continuei as aulas, mas por uma questão financeira. Aí eu fiquei indo mais na parte da balada, né?
Depois eu cheguei a ir em alguns encontros de Mulheres que Conduzem e tal. Então, esse processo, na verdade, eu comecei até por causa de uma amiga, né? Eu conheci a Carol em uma viagem que eu fiz pra Itaúnas, em 2014.

Ivan Ribeiro . CAPACITAÇÃO EM FORRÓ
Ivan Ribeiro Antunes
Projetos: Capacitação em Forró / Copa Brasil de Forró / Dancing pass
Cidade onde nasceu: Piauí
Cidade onde vive: São Paulo
No Forró desde: 1996
Hábitos Forrozeiros: Roupa casual básica / Sucos de frutas típicas, menos frequente cerveja artesanal e raramente cachaças típicas
“Forró para mim é o encontro, o abraço, a alegria de viver do povo nordestino, o som dos multi instrumentos, a vozes impregnadas de sotaques dos cantadores, os cheiros, cores, texturas e sabores das delícias culinárias, é a figura do jumento, o pé de mandacarú, a indumentária dos artistas, a poesia singela das canções, a rica diversidade de formas e estilos de dança. Forró é a alma e o coração que eu coloco no eventos que realizo, o amor que compartilho nas aulas e muito mais… O Forró foi determinante para moldar quem eu sou hoje, as conexões, amizades, amores, projetos, estilo de vida, quase tudo tem um pé no Forró e os sentimentos são de amor, respeito e de gratidão.”
Ivan Ribeiro foi um dos primeiros professores de Forró Dança de São Paulo. É responsável pela idealização e organização da Copa Forró, Capacitação em Forró e Dancing Pass, tendo formado centenas de professores e milhares de dançarinos de Forró atuantes na cena de Forró do mundo todo.
História de Ivan Ribeiro
Meu primeiro contato com Forró foi através da música, principalmente de Luiz Gonzaga, e com a dança fui observando meu pai dançando nas eventuais festas de família, ainda criança. Meu estilo é uma mistura do Forró de raiz, influência da minha origem e das conexões principalmente com Pernambuco, Paraíba e Ceará e da linguagem do Forró praticado nas escolas de Danças de Salão, principalmente de São Paulo. Sempre preferi frequentar espaços mais democráticos, como os restaurantes de comidas típicas, onde nordestinos de diversas origens e não nordestinos se encontram e procuram conciliar suas diferenças culturais na pista de dança e nos intervalos experimentam os cheiros, texturas, cores e sabores da culinária nordestina e se pode ao redor da mesa, estreitar laços e conhecer melhor a riqueza cultural de cada pessoa.
Como professor de Forró Dança, meu método se baseia em oferecer ferramentas didático- pedagógicas e andragógicas para que cada pessoa que se inicia na dança o faça como protagonista na construção de sua identidade dançante, sempre aproveitando o repertório motor preexistente, conciliando as diferenças psicoemocionais, respeitando as individualidades etc.
Quanto aos projetos em andamento, Capacitação em Forró e Copa Brasil de Forró, dedico períodos específicos do ano a cada um, dependendo do cronograma e das parcerias com demais profissionais. A Copa Brasil de Forró acontece 1 vez por ano e a Capacitação acontece de 1 a 3 vezes por ano.
O Dancingpass é um projeto maior e que além do Forró Dança, também abraça outras modalidades das danças e salão. Hoje está implantado no Espaço de Dança Andrei Udiloff e planejamos expandir para outras escolas.
Na música que incluo como conteúdo na busca por desenvolver percepção musical na aulas: Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Anastácia, Flávio José, Flávio Leandro, Maciel Melo, Santana, Trio Virgulino, Trio Xamego, Ó do Forró, Dona Zefa, Diego Oliveira, entre outras dezenas. Na dança, meus primeiros mestres foram: Jô Passos e Mileide Alexandre de Recife e Paulo Aguiar e Sandra Ribeiro de Fortaleza
Minha História
Eu nasci em Simplício Mendes - PI, onde vivi com meus pais e irmãs até os seis anos, quando em 1970, eu e toda a família batemos em retirada da seca rumo a São Paulo. Tanto lá quanto cá, minha infância e juventude foram de muita escassez de quase tudo, alimento, educação, escolaridade, perspectivas de futuro, tudo era muito limitado. Em 1985, aos 20 anos, com um presente difícil e um futuro sem boas perspectivas, entrei para a Polícia Militar do Estado de São Paulo, onde cursei a graduação em Educação Física e iniciei minha história como professor…
Eu entrei em minha primeira aula de dança em janeiro de 1996, na Cooperativa escola de dança da professora Carla Salvagni, em abril do mesmo ano os professores Eduardo e Mônica estavam abrindo uma nova turma de Forró e foram até a sala em que eu estava como aluno para divulgar a turma e dançaram um xote ao som da música, Numa Sala de Reboco na voz de Luiz Gonzaga. Naquele exato momento, toda uma memória afetiva me tomou os pensamentos, os sentimentos e as emoções, e daquele dia em diante eu sabia que o Forró estava impregnado em mim.
Então passei a procurar professores de Forró Dança que pudessem me ajudar a me reconectar com as minhas origens. Em junho de 1996 eu conheci aqueles que se tornariam os meus primeiros mestres, os pernambucanos Jô Passos e Mileide Alexandre, com eles comecei a aprender um Forró que já mesclava a linguagem mais de raiz, dada a origem deles e o Forró Universitário, que eles vivenciavam em suas vindas para o Sudeste.
Nesta época eu já tinha 5 anos de formado em Educação Física e confiante na minha formação docente, percebi que eu poderia começar a ensinar o pouco que eu sabia sobre o Forró dança. Assim, em setembro de 1996, apenas 5 meses após minha primeira aula de Forró, eu estava no Remelexo Brasil, casa tradicional de Forró em São Paulo, oferecendo meus serviços como professor ao Ednei Santos, proprietário da Casa.
Meu argumento era simples: Ednei, tá vendo esses rapazes em grupinho, tomando cerveja ao redor da pista? Eles estão loucos para convidar as meninas para dançar, mas não sabem como, estão inseguros. Meu papel será de iniciá-los nos primeiros passos da dança, vou ensiná-los o básico (que era o que eu sabia), e a convidar as meninas para dançar. Se você não fizer nada agora, você corre o risco de perdê-los, pois, a moeda de troca aqui é a dança e eu posso te ajudar a fidelizá-los. O Ednei gostou da ideia e assim me iniciei como professor de Forró dança.
As aulas eram às sextas, das 21h às 22h30, os rapazes e as moças me pagavam 10 reais (o equivalente ao ingresso da época), e eu retornava 50% para a casa. Quem fazia a aula, já podia ficar para o baile (a casa abria ao público às 23h), sem custo extra.
Em janeiro de 1997, acompanhando o rádio, ouvi noticiarem que os professores dançarinos de Forró de Fortaleza, Paulo Aguiar e Sandra Ribeiro iriam ministrar uma aula aberta e fazer um show de dança no Bar Avenida, e lá fui eu conhecê-los. Fiquei encantado e entusiasmado com o que vi, pois, mais uma vez, minha memória afetiva veio à tona, já que na dança deles eu reconheci, traços das formas de dançar dos meus pais e tios, nas festas de família. Não tive dúvidas, no início de fevereiro, lá estava eu fazendo aulas com eles, no Espaço Arte - Chico Peltier, assim segui até maio de 97, quando o casal resolveu que ia fazer uma turnê pelo Nordeste, por ocasião dos festejos juninos e, para minha surpresa, pediram para eu ficar como professor no lugar deles nas aulas de Forró. É claro que eu aceitei e assim, me tornei professor de Forró também no Espaço Arte Chico Peltier.
No 2º semestre do mesmo ano, o casal retornou a São Paulo mas não reassumiu as aulas, deixando as turmas em definitivo comigo, em vez disso, montaram uma banda de Forró chamada Paulo e Sandra e me chamaram para compor o grupo de dançarinos da banda. Assim, ao longo do semestre segui como professor no Remelexo, no Espaço Arte e dançarino da banda de Forró Paulo e Sandra. Além disso, comecei a procurar outras oportunidades para expandir as minhas aulas e tive turmas da escola da Glória Ibarra e também em condomínios particulares.
Em 1998 conheci a Família Terra, proprietária do Centro de Dança Jaime Arôxa Jardins, onde fui estudar, principalmente com meus mestres Jô e Mileide.
No final dos anos 90 esta escola fechou e a família foi abrir a Cia Terra, na Batatais, e eu fui para o Centro de Dança Jaime Arôxa.
Em 2000, decidi que abriria uma escola de dança, o que realizei em 05 de março de 2001, junto com o José Weliton da Silva, mas a parceria durou pouco mais de um ano. Continuei a parceria com Helen Garcia, Alini Lima e Roberto Motta. Por mais que a escola fosse de danças de salão, ela ficou conhecida no meio pelo Forró. Chegamos a ter 10 turmas de Forró cheias, o que era inimaginável alguns anos antes, já que entre os profissionais da dança o Forró sempre foi visto como “ritmo fácil, de pouca elaboração e que não precisava de aulas para se aprender”. Esta afirmação é um grande equívoco, pois o Forró é talvez o ritmo com a maior diversidade de formas e estilos, o que num contexto ampliado, o torna um ritmo bem complexo e cheio de controvérsias.
Em meados dos anos 2000 mil iniciamos o trio que viria mais tarde a ser conhecido como Ó Do Forró e passamos a operar como o nome de Interacto Academia de Dança. Tive a honra de participar ativamente da Formação de alguns profissionais em atividade, tais como Jotta Junior e Fabio Reis.
Em 2009 realizei a 1ª edição da Copa Forró, que nasceu com o objetivo de promover o intercâmbio entre praticantes das diversas linguagens do Forró dança. O ponto alto da Copa Forró é a evolução que cada participante vivencia em sua dança a cada edição.
Criei ainda a Capacitação em Forró, que teve sua 1ª edição em fevereiro de 2016. É um curso pelo qual eu tenho o maior carinho, haja vista que através dele tenho a oportunidade de contribuir para a formação e aprimoramento de centenas de professores no Brasil.
Atualmente tenho turmas regulares, e aulas particulares no Espaço de Dança Andrei Udiloff, coordeno o programa de formação para professores e me preparo para começar a aprender o estilo roots.
Curiosidade sobre o Início do Ó do Forró
Em meados dos anos 2000, Os Oliveiras do Forró, tocavam e animavam os bailes de Forró da Interacto academia de Dança na zona norte de São Paulo, nessa época o Seu Oliveira, sanfoneiro, vocalista e líder do grupo me fez um pedido especial, pediu que eu desse uma oportunidade para um grupo que estava se iniciando, o Trio São José, composto por seus filhos, Adan Oliveira e Alvaro Oliveira e pelo amigo/filho Sivaldo Fernando.
Confesso que relutei uns três meses para deixá-los tocar, já que o Trio Oliveiras do Forró mandava bem e os frequentadores do baile pareciam satisfeitos. Para que mexer no que está funcionando, né?
Mas era questão de tempo, afinal, quem poderia resistir à convicção de um pai determinado a dar aquele empurrãozinho inicial nos filhos? O fato é que eles tocaram e agradaram, os feedbacks foram ótimos, e da estréia em diante, tive que começar um revezamento entre os trios, em que num baile tocavam os Oliveiras e no seguinte, o Trio São José.
Poucos meses depois, mesmo os Oliveiras sendo um ótimo trio, passamos a animar os bailes exclusivamente com os rapazes do novo trio.
Bem a continuação da história a maioria conhece, pois, aquele grupo inicial de jovens músicos se tornaram o maravilhoso Ó do Forró e eu tive o privilégio de participar do início da trajetória artística deles."
Projetos: Capacitação em Forró / Copa Brasil de Forró / Dancing pass
Cidade onde nasceu: Piauí
Cidade onde vive: São Paulo
No Forró desde: 1996
Hábitos Forrozeiros: Roupa casual básica / Sucos de frutas típicas, menos frequente cerveja artesanal e raramente cachaças típicas
“Forró para mim é o encontro, o abraço, a alegria de viver do povo nordestino, o som dos multi instrumentos, a vozes impregnadas de sotaques dos cantadores, os cheiros, cores, texturas e sabores das delícias culinárias, é a figura do jumento, o pé de mandacarú, a indumentária dos artistas, a poesia singela das canções, a rica diversidade de formas e estilos de dança. Forró é a alma e o coração que eu coloco no eventos que realizo, o amor que compartilho nas aulas e muito mais… O Forró foi determinante para moldar quem eu sou hoje, as conexões, amizades, amores, projetos, estilo de vida, quase tudo tem um pé no Forró e os sentimentos são de amor, respeito e de gratidão.”
Ivan Ribeiro foi um dos primeiros professores de Forró Dança de São Paulo. É responsável pela idealização e organização da Copa Forró, Capacitação em Forró e Dancing Pass, tendo formado centenas de professores e milhares de dançarinos de Forró atuantes na cena de Forró do mundo todo.
História de Ivan Ribeiro
Meu primeiro contato com Forró foi através da música, principalmente de Luiz Gonzaga, e com a dança fui observando meu pai dançando nas eventuais festas de família, ainda criança. Meu estilo é uma mistura do Forró de raiz, influência da minha origem e das conexões principalmente com Pernambuco, Paraíba e Ceará e da linguagem do Forró praticado nas escolas de Danças de Salão, principalmente de São Paulo. Sempre preferi frequentar espaços mais democráticos, como os restaurantes de comidas típicas, onde nordestinos de diversas origens e não nordestinos se encontram e procuram conciliar suas diferenças culturais na pista de dança e nos intervalos experimentam os cheiros, texturas, cores e sabores da culinária nordestina e se pode ao redor da mesa, estreitar laços e conhecer melhor a riqueza cultural de cada pessoa.
Como professor de Forró Dança, meu método se baseia em oferecer ferramentas didático- pedagógicas e andragógicas para que cada pessoa que se inicia na dança o faça como protagonista na construção de sua identidade dançante, sempre aproveitando o repertório motor preexistente, conciliando as diferenças psicoemocionais, respeitando as individualidades etc.
Quanto aos projetos em andamento, Capacitação em Forró e Copa Brasil de Forró, dedico períodos específicos do ano a cada um, dependendo do cronograma e das parcerias com demais profissionais. A Copa Brasil de Forró acontece 1 vez por ano e a Capacitação acontece de 1 a 3 vezes por ano.
O Dancingpass é um projeto maior e que além do Forró Dança, também abraça outras modalidades das danças e salão. Hoje está implantado no Espaço de Dança Andrei Udiloff e planejamos expandir para outras escolas.
Na música que incluo como conteúdo na busca por desenvolver percepção musical na aulas: Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Anastácia, Flávio José, Flávio Leandro, Maciel Melo, Santana, Trio Virgulino, Trio Xamego, Ó do Forró, Dona Zefa, Diego Oliveira, entre outras dezenas. Na dança, meus primeiros mestres foram: Jô Passos e Mileide Alexandre de Recife e Paulo Aguiar e Sandra Ribeiro de Fortaleza
Minha História
Eu nasci em Simplício Mendes - PI, onde vivi com meus pais e irmãs até os seis anos, quando em 1970, eu e toda a família batemos em retirada da seca rumo a São Paulo. Tanto lá quanto cá, minha infância e juventude foram de muita escassez de quase tudo, alimento, educação, escolaridade, perspectivas de futuro, tudo era muito limitado. Em 1985, aos 20 anos, com um presente difícil e um futuro sem boas perspectivas, entrei para a Polícia Militar do Estado de São Paulo, onde cursei a graduação em Educação Física e iniciei minha história como professor…
Eu entrei em minha primeira aula de dança em janeiro de 1996, na Cooperativa escola de dança da professora Carla Salvagni, em abril do mesmo ano os professores Eduardo e Mônica estavam abrindo uma nova turma de Forró e foram até a sala em que eu estava como aluno para divulgar a turma e dançaram um xote ao som da música, Numa Sala de Reboco na voz de Luiz Gonzaga. Naquele exato momento, toda uma memória afetiva me tomou os pensamentos, os sentimentos e as emoções, e daquele dia em diante eu sabia que o Forró estava impregnado em mim.
Então passei a procurar professores de Forró Dança que pudessem me ajudar a me reconectar com as minhas origens. Em junho de 1996 eu conheci aqueles que se tornariam os meus primeiros mestres, os pernambucanos Jô Passos e Mileide Alexandre, com eles comecei a aprender um Forró que já mesclava a linguagem mais de raiz, dada a origem deles e o Forró Universitário, que eles vivenciavam em suas vindas para o Sudeste.
Nesta época eu já tinha 5 anos de formado em Educação Física e confiante na minha formação docente, percebi que eu poderia começar a ensinar o pouco que eu sabia sobre o Forró dança. Assim, em setembro de 1996, apenas 5 meses após minha primeira aula de Forró, eu estava no Remelexo Brasil, casa tradicional de Forró em São Paulo, oferecendo meus serviços como professor ao Ednei Santos, proprietário da Casa.
Meu argumento era simples: Ednei, tá vendo esses rapazes em grupinho, tomando cerveja ao redor da pista? Eles estão loucos para convidar as meninas para dançar, mas não sabem como, estão inseguros. Meu papel será de iniciá-los nos primeiros passos da dança, vou ensiná-los o básico (que era o que eu sabia), e a convidar as meninas para dançar. Se você não fizer nada agora, você corre o risco de perdê-los, pois, a moeda de troca aqui é a dança e eu posso te ajudar a fidelizá-los. O Ednei gostou da ideia e assim me iniciei como professor de Forró dança.
As aulas eram às sextas, das 21h às 22h30, os rapazes e as moças me pagavam 10 reais (o equivalente ao ingresso da época), e eu retornava 50% para a casa. Quem fazia a aula, já podia ficar para o baile (a casa abria ao público às 23h), sem custo extra.
Em janeiro de 1997, acompanhando o rádio, ouvi noticiarem que os professores dançarinos de Forró de Fortaleza, Paulo Aguiar e Sandra Ribeiro iriam ministrar uma aula aberta e fazer um show de dança no Bar Avenida, e lá fui eu conhecê-los. Fiquei encantado e entusiasmado com o que vi, pois, mais uma vez, minha memória afetiva veio à tona, já que na dança deles eu reconheci, traços das formas de dançar dos meus pais e tios, nas festas de família. Não tive dúvidas, no início de fevereiro, lá estava eu fazendo aulas com eles, no Espaço Arte - Chico Peltier, assim segui até maio de 97, quando o casal resolveu que ia fazer uma turnê pelo Nordeste, por ocasião dos festejos juninos e, para minha surpresa, pediram para eu ficar como professor no lugar deles nas aulas de Forró. É claro que eu aceitei e assim, me tornei professor de Forró também no Espaço Arte Chico Peltier.
No 2º semestre do mesmo ano, o casal retornou a São Paulo mas não reassumiu as aulas, deixando as turmas em definitivo comigo, em vez disso, montaram uma banda de Forró chamada Paulo e Sandra e me chamaram para compor o grupo de dançarinos da banda. Assim, ao longo do semestre segui como professor no Remelexo, no Espaço Arte e dançarino da banda de Forró Paulo e Sandra. Além disso, comecei a procurar outras oportunidades para expandir as minhas aulas e tive turmas da escola da Glória Ibarra e também em condomínios particulares.
Em 1998 conheci a Família Terra, proprietária do Centro de Dança Jaime Arôxa Jardins, onde fui estudar, principalmente com meus mestres Jô e Mileide.
No final dos anos 90 esta escola fechou e a família foi abrir a Cia Terra, na Batatais, e eu fui para o Centro de Dança Jaime Arôxa.
Em 2000, decidi que abriria uma escola de dança, o que realizei em 05 de março de 2001, junto com o José Weliton da Silva, mas a parceria durou pouco mais de um ano. Continuei a parceria com Helen Garcia, Alini Lima e Roberto Motta. Por mais que a escola fosse de danças de salão, ela ficou conhecida no meio pelo Forró. Chegamos a ter 10 turmas de Forró cheias, o que era inimaginável alguns anos antes, já que entre os profissionais da dança o Forró sempre foi visto como “ritmo fácil, de pouca elaboração e que não precisava de aulas para se aprender”. Esta afirmação é um grande equívoco, pois o Forró é talvez o ritmo com a maior diversidade de formas e estilos, o que num contexto ampliado, o torna um ritmo bem complexo e cheio de controvérsias.
Em meados dos anos 2000 mil iniciamos o trio que viria mais tarde a ser conhecido como Ó Do Forró e passamos a operar como o nome de Interacto Academia de Dança. Tive a honra de participar ativamente da Formação de alguns profissionais em atividade, tais como Jotta Junior e Fabio Reis.
Em 2009 realizei a 1ª edição da Copa Forró, que nasceu com o objetivo de promover o intercâmbio entre praticantes das diversas linguagens do Forró dança. O ponto alto da Copa Forró é a evolução que cada participante vivencia em sua dança a cada edição.
Criei ainda a Capacitação em Forró, que teve sua 1ª edição em fevereiro de 2016. É um curso pelo qual eu tenho o maior carinho, haja vista que através dele tenho a oportunidade de contribuir para a formação e aprimoramento de centenas de professores no Brasil.
Atualmente tenho turmas regulares, e aulas particulares no Espaço de Dança Andrei Udiloff, coordeno o programa de formação para professores e me preparo para começar a aprender o estilo roots.
Curiosidade sobre o Início do Ó do Forró
Em meados dos anos 2000, Os Oliveiras do Forró, tocavam e animavam os bailes de Forró da Interacto academia de Dança na zona norte de São Paulo, nessa época o Seu Oliveira, sanfoneiro, vocalista e líder do grupo me fez um pedido especial, pediu que eu desse uma oportunidade para um grupo que estava se iniciando, o Trio São José, composto por seus filhos, Adan Oliveira e Alvaro Oliveira e pelo amigo/filho Sivaldo Fernando.
Confesso que relutei uns três meses para deixá-los tocar, já que o Trio Oliveiras do Forró mandava bem e os frequentadores do baile pareciam satisfeitos. Para que mexer no que está funcionando, né?
Mas era questão de tempo, afinal, quem poderia resistir à convicção de um pai determinado a dar aquele empurrãozinho inicial nos filhos? O fato é que eles tocaram e agradaram, os feedbacks foram ótimos, e da estréia em diante, tive que começar um revezamento entre os trios, em que num baile tocavam os Oliveiras e no seguinte, o Trio São José.
Poucos meses depois, mesmo os Oliveiras sendo um ótimo trio, passamos a animar os bailes exclusivamente com os rapazes do novo trio.
Bem a continuação da história a maioria conhece, pois, aquele grupo inicial de jovens músicos se tornaram o maravilhoso Ó do Forró e eu tive o privilégio de participar do início da trajetória artística deles."

André Droichi . DANCE FORRÓ
André Droichi
Data de Nascimento: 10/11/1980
Cidade em que nasceu: São Caetano do Sul / SP
Cidade em mora: São Paulo / SP
Profissão: professor de Forró Dança
Escola: Dance Forró, Canto da Ema
Hábitos Forrozeiros: Roupas do dia a dia. Forró é meu estilo de vida, não me transformo para ir ao Forró, pois vivo Forró 24h todos os dias.
“O Forró é a minha vida. É a maior expressão cultural do Brasil. O Forró me proporcionou renascer. Me trouxe um sentido na vida, amizades e família, me curou da depressão, me proporcionou trabalhar com o que amo, viver a vida que eu sempre quis(de arte) que acha ser utopia, ter independência (financeira), realizar muitos desejos, ser feliz. Me trouxe amor e gratidão.”
O mestre André Droichi é uma grande referência do Forró de São Paulo, com uma metodologia focada nos detalhes e na biomecânica dos corpos, Enfermeiro era sua primeira profissão, e trouxe dela referências e conhecimento de anatomia para suas aulas. Além do cuidado especial com o ser humano e da psicologia, por isso, André é muito procurado e querido por seus alunos, tanto pela sua didática efetiva, quanto pela sua personalidade doce e acolhedora.
Aprendeu a dançar no Remelexo Brasil e seu mestre foi Evandro Paz, o qual seguia em todas as aulas e oficinas aprendendo e auxiliando em aulas. Depois se tornou também professor do Remelexo, fazendo parte da equipe de professores do mestre Evandro Paz por 9 anos.
Antes de decidir ministrar aulas em grupo, começou a ensinar individualmente na Trindade, onde morou 2 anos. Com estas aulas particulares, pode aprofundar sua didática e se experimentar professor. Hoje dá aulas no Canto da Ema, desenvolveu um estilo próprio de dançar, muito focado nos jogos de pernas, e se tornou uma referência no Forró de São Paulo.
"Conheci o Forró quando criança, nos discos de vitrola. Eu atuo no circuito paulistano urbano de Forró, fomentando com ênfase no Forró Dança desde 2012. Dou aula no Canto da Ema, 4 dias por semana, e aulas particulares. Fiz parte da equipe do mestre Evandro Paz, dei aulas no Remelexo Brasil por 9 anos. Escola onde também me formei como aluno e como professor.
Dei aulas também nos festivais Nata Forrozeira em Santana do Parnaíba/SP, Forrozeá em Santos/SP por dois anos, e no Café Brasil em Itaúnas/ES, na rede SESC, na Galeria Olido. Em SP existe uma cena de Forró forte, com casas noturnas focadas no gênero, como Canto da Ema e Remelexo Brasil, e outras com Forró algumas vezes na semana. As pessoas têm oportunidade de vivenciar essa cena, assistindo a shows, fazendo aulas, dançando, e degustando comidas típicas do Nordeste.
Minha metodologia chama-se Dance Forró. Trabalho o corpo como um todo, especificamente de pessoa para pessoa, com suas diferenças anatômicas, cognitivas, e todas as outras. Distingo e separo os alunos em grupos, por níveis de conhecimento e vivência na dança. Meu mestre é Evandro Paz, mas minhas influências são inúmeras.”
Data de Nascimento: 10/11/1980
Cidade em que nasceu: São Caetano do Sul / SP
Cidade em mora: São Paulo / SP
Profissão: professor de Forró Dança
Escola: Dance Forró, Canto da Ema
Hábitos Forrozeiros: Roupas do dia a dia. Forró é meu estilo de vida, não me transformo para ir ao Forró, pois vivo Forró 24h todos os dias.
“O Forró é a minha vida. É a maior expressão cultural do Brasil. O Forró me proporcionou renascer. Me trouxe um sentido na vida, amizades e família, me curou da depressão, me proporcionou trabalhar com o que amo, viver a vida que eu sempre quis(de arte) que acha ser utopia, ter independência (financeira), realizar muitos desejos, ser feliz. Me trouxe amor e gratidão.”
O mestre André Droichi é uma grande referência do Forró de São Paulo, com uma metodologia focada nos detalhes e na biomecânica dos corpos, Enfermeiro era sua primeira profissão, e trouxe dela referências e conhecimento de anatomia para suas aulas. Além do cuidado especial com o ser humano e da psicologia, por isso, André é muito procurado e querido por seus alunos, tanto pela sua didática efetiva, quanto pela sua personalidade doce e acolhedora.
Aprendeu a dançar no Remelexo Brasil e seu mestre foi Evandro Paz, o qual seguia em todas as aulas e oficinas aprendendo e auxiliando em aulas. Depois se tornou também professor do Remelexo, fazendo parte da equipe de professores do mestre Evandro Paz por 9 anos.
Antes de decidir ministrar aulas em grupo, começou a ensinar individualmente na Trindade, onde morou 2 anos. Com estas aulas particulares, pode aprofundar sua didática e se experimentar professor. Hoje dá aulas no Canto da Ema, desenvolveu um estilo próprio de dançar, muito focado nos jogos de pernas, e se tornou uma referência no Forró de São Paulo.
"Conheci o Forró quando criança, nos discos de vitrola. Eu atuo no circuito paulistano urbano de Forró, fomentando com ênfase no Forró Dança desde 2012. Dou aula no Canto da Ema, 4 dias por semana, e aulas particulares. Fiz parte da equipe do mestre Evandro Paz, dei aulas no Remelexo Brasil por 9 anos. Escola onde também me formei como aluno e como professor.
Dei aulas também nos festivais Nata Forrozeira em Santana do Parnaíba/SP, Forrozeá em Santos/SP por dois anos, e no Café Brasil em Itaúnas/ES, na rede SESC, na Galeria Olido. Em SP existe uma cena de Forró forte, com casas noturnas focadas no gênero, como Canto da Ema e Remelexo Brasil, e outras com Forró algumas vezes na semana. As pessoas têm oportunidade de vivenciar essa cena, assistindo a shows, fazendo aulas, dançando, e degustando comidas típicas do Nordeste.
Minha metodologia chama-se Dance Forró. Trabalho o corpo como um todo, especificamente de pessoa para pessoa, com suas diferenças anatômicas, cognitivas, e todas as outras. Distingo e separo os alunos em grupos, por níveis de conhecimento e vivência na dança. Meu mestre é Evandro Paz, mas minhas influências são inúmeras.”

Kelly Cândido . FORRÓ EM CENA
Kelly Cândido
Cidade onde nasceu: Orós/CE
Cidade onde vive: São Paulo/SP
Nascimento: 23/07/1996
Frequenta o Forró desde: 2014
Grupo de Forró: Forró em Cena
Profissão: professora de Forró Dança
Formada em dança pela Faculdade Paulista de Arte, Kelly Cândido é uma talentosa dançarina e professora de Forró Dança, leve, habilidosa, aprende rápido tudo a que se dedica. De família nordestina, Kelly tem o Forró no sangue, a paixão de sua mãe por dançar Forró fez com Kelly começasse a se interessar em ir aos bailes ainda adolescente na zona sul paulistana, área onde reside. Jardim São Luiz, Vila das Belezas, Capão Redondo, Campo Limpo, são redutos do Forró em São Paulo, áreas de onde saíram: Ó do Forró, Trio Malaquias, PH Zabumbada, Thiaguinho do cavaco. Kelly é professora de Forró e já ministrou cursos no Forró em Cena, Mulheres que Conduzem, Sescs, Adega do Baguinho, dentre outros locais. Atualmente, toda semana leva as turmas no Centro Cultural Monte Azul juntamente com Roberto Galdino e Davi Silva. Além de dançarina e professora de Forró Dança, Kelly também é atriz e atualmente cursa a faculdade de design de interiores.
“Cearense, de família inteira nordestina, nasci em 23/07/1996, em Orós, e vivo em São Paulo. Sou frequentadora, professora de dança e uma das integrantes do Forró em Cena e Mulheres que Conduzem, atuando no Forró desde 2014.
Escuto muitos estilos de Forró, mas na dança, meu estilo é Pé-de-serra, Universitário e iniciando no Roots. Quero aprender outros, mas por enquanto meu foco, nos eventos, e profissional são esses. Trabalho com dois parceiros e atualmente damos aulas em três locais diferentes na semana. Para cada grupo de alunos, adaptamos nossas aulas, pois são pessoas de níveis diferentes na dança. Nos baseamos na referência do método triangular de Ana Mae Barbosa, no qual trabalhamos muito a contextualização do Forró (explicando a origem e de onde veio cada movimento), na prática contínua da dança e, por fim, durante as aulas, apreciando o desenvolvimento dos alunos.
No momento não estou focada em pesquisas como eu fiz há alguns anos, mas há algumas pessoas que sempre vou mencionar, pois foram de grande importância para o meu desenvolvimento no Forró: Djinana Luis, iris De franco, Fernanda Squariz, Davi Silva, Carlos Roberto Galdino. E algumas outras pessoas cujo trabalho eu admiro: Carol e Wesley Andrade, Diana do Sertão, Marinês (nossa Rainha do Xaxado) e Neide Garapé.
Forró pra mim é diversão, profissão, alegria e, principalmente, família. Além de me aproximar mais da minha mãe, o Forró me trouxe leveza, auto estima, amigos e muita alegria. A maior transformação que ele me trouxe foi a socialização e também poder concluir a licenciatura em dança. Foi por conta do Forró que decidi fazer um ensino superior na área.
Um dos momentos que mais gosto de lembrar no Forró, foi em um evento em 2020 chamado Forró dos Sonhos. Não foi meu primeiro evento grande, mas foi o da minha mãe. Ver ela se divertindo tanto e dançando como se não houvesse amanhã, ficou marcado na minha vida. Foi um evento em que alguns conhecidos acharam graça em eu trazer minha mãe para o Forró (por sinal me incomodaram alguns comentários sobre isso), mas minha mãe sempre foi muito animada e carismática, conquistou todos e se divertiu exageradamente. Foi um final de semana importante.
Tenho 25 anos e, atualmente, sou professora e dançarina de Forró Dança. Sou nordestina criada em São Paulo, mesmo vivendo a vida toda em SP, sempre tive muito contato com minha família cearense, e como todo bom nordestino, a afeição pelo Forró é estimulada pelos meus parentes. No entanto, ainda com toda essa referência, meu apreço por dançar foi desenvolvido até que tarde, levando em consideração a propensão que me rodeava, mas eu não gostava nem de dançar e nem de ouvir Forró, segundo minha família.
Voltando ao túnel do tempo, lembro vagamente das nossas idas ao evento de Forró em São Paulo muito famoso na época, chamado “Patativa”, com apresentações de bandas eletrônicas como, Calcinha Preta, Limão com Mel e Mastruz com Leite. Na época, eu era muito nova e tenho poucas lembranças sobre o local, mas nunca esqueci da sensação de estar em meio a tanta gente vibrando, dançando e cantando com imensa alegria. Uma das memórias mais fortes que tenho é da minha mãe segurando minha mão, sorrindo e cantando.
Em torno dos meus 15/16 anos aproximadamente, alguns conhecidos produziram eventos privados de Forró eletrônico aqui em SP, onde só se encontravam cearenses, especialmente da região onde nasci, Vila Guassussê. Era o evento onde todos se conheciam e se reencontraram para se divertir. Despertei um interesse em querer dançar forró. Observava meus tios e primos dançando e achava muito bonito. Mesmo sendo extremamente tímida naquele tempo, alguns conhecidos conseguiam me tirar para dançar e ensinar alguns movimentos.
Posso dizer que meu interesse por focar em aprender a dançar Forró foi, especialmente, pela minha mãe. Em 2013 ela deu início às aulas de Forró no Centro Cultural Monte Azul, ela já sabia dançar o básico e tem talento para dança, assim aprimorou rapidamente seu repertório. Neste ano, eu ainda estava no ensino médio, então não a acompanhava, mas foi em um baile dos alunos que eu pude ver toda sua facilidade e beleza na dança, e decidi fazer igual. No ano seguinte, já tinha finalizado meus estudos e consegui frequentar as aulas com o professor Fábio. Sempre tive muita facilidade para aprender, e com a dança não foi diferente.
Quase dois anos depois, fui convidada para ser ajudante/auxiliar do professor, foi quando eu entendi que precisava melhorar minha dança e conhecer mais. No começo foi difícil, eu tinha que passar para outras pessoas o que eu sabia e como fazer aquele movimento, até então eu apenas focava a atenção na dança em mim, quando eu estava com um parceiro, e só fluía. Naquele momento, eu precisava entender como o movimento iniciava e terminava, e achar o melhor modo de instruir as pessoas.
Foi nessa época que conheci minhas professoras e amigas: iris De franco e Fernanda Squariz. Foquei em aprender o papel de condutora, já que eu precisava ensinar todos os alunos, eu precisava entender todas as conduções e intenções de ambas as partes. Nesse período, fui convidada para fazer parte do projeto “Mulheres que Conduzem”, fundado por elas. Tínhamos aulas, ensaios, troca de conhecimentos e fizemos um lindo espetáculo de dança “Ciranda do Mar”, que infelizmente não prosseguiu com as apresentações. Mas, ainda treinávamos a condução inversa sempre que possível. Foi de extrema importância todo esse aprendizado com o projeto, pois criei confiança tanto na minha dança quanto nas aulas que eu administrava. Sendo assim, posso dizer que iris e Fernanda foram e sempre serão minhas mestras, e agradeço imensamente.
Sendo professora voluntária na Monte Azul, acredito que me saí bem, levando em consideração a minha falta de experiência, mas como sempre fui um tanto perfeccionista em certas áreas, em 2016 consegui uma bolsa parcial em licenciatura em dança, pela Faculdade Paulista de Arte. E quem diria que a criança que não gostava de ouvir e dançar Forró, agora tem licença para ensinar a dança. Concluí a faculdade em 2019, com muito esforço e sacrifício, por assim dizer.
O período na faculdade foi de muita alegria, mas também de muito estresse e sofrimento. De início, como eu tinha apenas a vivência do Forró em meu corpo, tive extrema dificuldade em realizar movimentos relacionados ao Clássico e Contemporâneo. Meu corpo não estava acostumado àquela linguagem e não sabia responder adequadamente. Conforme os semestres foram passando, pude melhorar a minha forma de entender e produzir esses diferentes estilos, e assim fui diminuindo o grau da minha dificuldade.
A cada semestre que passava, aumentava minha ansiedade para ter a disciplina de Dança de Salão, já que eu esperava adquirir mais conhecimento sobre o Forró. Acredito que a parte mais complicada dos meus estudos, foi descobrir que não teria estes conhecimentos, muito menos ter referências de professores que soubessem ou vivenciavam o Forró. Eu sabia que a faculdade era focada no Contemporâneo e no Ballet clássico, mas não esperava em ter absolutamente nada sobre a minha linguagem, e isso foi me desgastando e me desanimando em relação a dança.
Em 2018, iniciamos as preparações para o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e já que eu não tive nenhuma aula de Forró, pensei seriamente em dissertar sobre outro assunto. Mas, não era possível, além de ter extrema dificuldade em relação às outras linguagens, eu entrei na faculdade justamente por conta do Forró, e não teria sentido se eu não falasse sobre ele. Depois de muitos erros e acertos, e principalmente uma guerra mental comigo mesma, concluí minha monografia “Mulheres no Forró - o empoderamento e os importantes nomes femininos na história do Forró”. Este trabalho escrito teve como complemento uma apresentação prática de dança solo, onde busquei representar todos os movimentos que meu corpo conhecia do Forró, sem um par, ou seja, dancei sozinha na apresentação. Depois de muitas tentativas e criações, o trabalho foi concluído com sucesso, considerando as avaliações acadêmicas.”
Cidade onde nasceu: Orós/CE
Cidade onde vive: São Paulo/SP
Nascimento: 23/07/1996
Frequenta o Forró desde: 2014
Grupo de Forró: Forró em Cena
Profissão: professora de Forró Dança
Formada em dança pela Faculdade Paulista de Arte, Kelly Cândido é uma talentosa dançarina e professora de Forró Dança, leve, habilidosa, aprende rápido tudo a que se dedica. De família nordestina, Kelly tem o Forró no sangue, a paixão de sua mãe por dançar Forró fez com Kelly começasse a se interessar em ir aos bailes ainda adolescente na zona sul paulistana, área onde reside. Jardim São Luiz, Vila das Belezas, Capão Redondo, Campo Limpo, são redutos do Forró em São Paulo, áreas de onde saíram: Ó do Forró, Trio Malaquias, PH Zabumbada, Thiaguinho do cavaco. Kelly é professora de Forró e já ministrou cursos no Forró em Cena, Mulheres que Conduzem, Sescs, Adega do Baguinho, dentre outros locais. Atualmente, toda semana leva as turmas no Centro Cultural Monte Azul juntamente com Roberto Galdino e Davi Silva. Além de dançarina e professora de Forró Dança, Kelly também é atriz e atualmente cursa a faculdade de design de interiores.
“Cearense, de família inteira nordestina, nasci em 23/07/1996, em Orós, e vivo em São Paulo. Sou frequentadora, professora de dança e uma das integrantes do Forró em Cena e Mulheres que Conduzem, atuando no Forró desde 2014.
Escuto muitos estilos de Forró, mas na dança, meu estilo é Pé-de-serra, Universitário e iniciando no Roots. Quero aprender outros, mas por enquanto meu foco, nos eventos, e profissional são esses. Trabalho com dois parceiros e atualmente damos aulas em três locais diferentes na semana. Para cada grupo de alunos, adaptamos nossas aulas, pois são pessoas de níveis diferentes na dança. Nos baseamos na referência do método triangular de Ana Mae Barbosa, no qual trabalhamos muito a contextualização do Forró (explicando a origem e de onde veio cada movimento), na prática contínua da dança e, por fim, durante as aulas, apreciando o desenvolvimento dos alunos.
No momento não estou focada em pesquisas como eu fiz há alguns anos, mas há algumas pessoas que sempre vou mencionar, pois foram de grande importância para o meu desenvolvimento no Forró: Djinana Luis, iris De franco, Fernanda Squariz, Davi Silva, Carlos Roberto Galdino. E algumas outras pessoas cujo trabalho eu admiro: Carol e Wesley Andrade, Diana do Sertão, Marinês (nossa Rainha do Xaxado) e Neide Garapé.
Forró pra mim é diversão, profissão, alegria e, principalmente, família. Além de me aproximar mais da minha mãe, o Forró me trouxe leveza, auto estima, amigos e muita alegria. A maior transformação que ele me trouxe foi a socialização e também poder concluir a licenciatura em dança. Foi por conta do Forró que decidi fazer um ensino superior na área.
Um dos momentos que mais gosto de lembrar no Forró, foi em um evento em 2020 chamado Forró dos Sonhos. Não foi meu primeiro evento grande, mas foi o da minha mãe. Ver ela se divertindo tanto e dançando como se não houvesse amanhã, ficou marcado na minha vida. Foi um evento em que alguns conhecidos acharam graça em eu trazer minha mãe para o Forró (por sinal me incomodaram alguns comentários sobre isso), mas minha mãe sempre foi muito animada e carismática, conquistou todos e se divertiu exageradamente. Foi um final de semana importante.
Tenho 25 anos e, atualmente, sou professora e dançarina de Forró Dança. Sou nordestina criada em São Paulo, mesmo vivendo a vida toda em SP, sempre tive muito contato com minha família cearense, e como todo bom nordestino, a afeição pelo Forró é estimulada pelos meus parentes. No entanto, ainda com toda essa referência, meu apreço por dançar foi desenvolvido até que tarde, levando em consideração a propensão que me rodeava, mas eu não gostava nem de dançar e nem de ouvir Forró, segundo minha família.
Voltando ao túnel do tempo, lembro vagamente das nossas idas ao evento de Forró em São Paulo muito famoso na época, chamado “Patativa”, com apresentações de bandas eletrônicas como, Calcinha Preta, Limão com Mel e Mastruz com Leite. Na época, eu era muito nova e tenho poucas lembranças sobre o local, mas nunca esqueci da sensação de estar em meio a tanta gente vibrando, dançando e cantando com imensa alegria. Uma das memórias mais fortes que tenho é da minha mãe segurando minha mão, sorrindo e cantando.
Em torno dos meus 15/16 anos aproximadamente, alguns conhecidos produziram eventos privados de Forró eletrônico aqui em SP, onde só se encontravam cearenses, especialmente da região onde nasci, Vila Guassussê. Era o evento onde todos se conheciam e se reencontraram para se divertir. Despertei um interesse em querer dançar forró. Observava meus tios e primos dançando e achava muito bonito. Mesmo sendo extremamente tímida naquele tempo, alguns conhecidos conseguiam me tirar para dançar e ensinar alguns movimentos.
Posso dizer que meu interesse por focar em aprender a dançar Forró foi, especialmente, pela minha mãe. Em 2013 ela deu início às aulas de Forró no Centro Cultural Monte Azul, ela já sabia dançar o básico e tem talento para dança, assim aprimorou rapidamente seu repertório. Neste ano, eu ainda estava no ensino médio, então não a acompanhava, mas foi em um baile dos alunos que eu pude ver toda sua facilidade e beleza na dança, e decidi fazer igual. No ano seguinte, já tinha finalizado meus estudos e consegui frequentar as aulas com o professor Fábio. Sempre tive muita facilidade para aprender, e com a dança não foi diferente.
Quase dois anos depois, fui convidada para ser ajudante/auxiliar do professor, foi quando eu entendi que precisava melhorar minha dança e conhecer mais. No começo foi difícil, eu tinha que passar para outras pessoas o que eu sabia e como fazer aquele movimento, até então eu apenas focava a atenção na dança em mim, quando eu estava com um parceiro, e só fluía. Naquele momento, eu precisava entender como o movimento iniciava e terminava, e achar o melhor modo de instruir as pessoas.
Foi nessa época que conheci minhas professoras e amigas: iris De franco e Fernanda Squariz. Foquei em aprender o papel de condutora, já que eu precisava ensinar todos os alunos, eu precisava entender todas as conduções e intenções de ambas as partes. Nesse período, fui convidada para fazer parte do projeto “Mulheres que Conduzem”, fundado por elas. Tínhamos aulas, ensaios, troca de conhecimentos e fizemos um lindo espetáculo de dança “Ciranda do Mar”, que infelizmente não prosseguiu com as apresentações. Mas, ainda treinávamos a condução inversa sempre que possível. Foi de extrema importância todo esse aprendizado com o projeto, pois criei confiança tanto na minha dança quanto nas aulas que eu administrava. Sendo assim, posso dizer que iris e Fernanda foram e sempre serão minhas mestras, e agradeço imensamente.
Sendo professora voluntária na Monte Azul, acredito que me saí bem, levando em consideração a minha falta de experiência, mas como sempre fui um tanto perfeccionista em certas áreas, em 2016 consegui uma bolsa parcial em licenciatura em dança, pela Faculdade Paulista de Arte. E quem diria que a criança que não gostava de ouvir e dançar Forró, agora tem licença para ensinar a dança. Concluí a faculdade em 2019, com muito esforço e sacrifício, por assim dizer.
O período na faculdade foi de muita alegria, mas também de muito estresse e sofrimento. De início, como eu tinha apenas a vivência do Forró em meu corpo, tive extrema dificuldade em realizar movimentos relacionados ao Clássico e Contemporâneo. Meu corpo não estava acostumado àquela linguagem e não sabia responder adequadamente. Conforme os semestres foram passando, pude melhorar a minha forma de entender e produzir esses diferentes estilos, e assim fui diminuindo o grau da minha dificuldade.
A cada semestre que passava, aumentava minha ansiedade para ter a disciplina de Dança de Salão, já que eu esperava adquirir mais conhecimento sobre o Forró. Acredito que a parte mais complicada dos meus estudos, foi descobrir que não teria estes conhecimentos, muito menos ter referências de professores que soubessem ou vivenciavam o Forró. Eu sabia que a faculdade era focada no Contemporâneo e no Ballet clássico, mas não esperava em ter absolutamente nada sobre a minha linguagem, e isso foi me desgastando e me desanimando em relação a dança.
Em 2018, iniciamos as preparações para o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e já que eu não tive nenhuma aula de Forró, pensei seriamente em dissertar sobre outro assunto. Mas, não era possível, além de ter extrema dificuldade em relação às outras linguagens, eu entrei na faculdade justamente por conta do Forró, e não teria sentido se eu não falasse sobre ele. Depois de muitos erros e acertos, e principalmente uma guerra mental comigo mesma, concluí minha monografia “Mulheres no Forró - o empoderamento e os importantes nomes femininos na história do Forró”. Este trabalho escrito teve como complemento uma apresentação prática de dança solo, onde busquei representar todos os movimentos que meu corpo conhecia do Forró, sem um par, ou seja, dancei sozinha na apresentação. Depois de muitas tentativas e criações, o trabalho foi concluído com sucesso, considerando as avaliações acadêmicas.”

Guilherme Rienzo . TANGARÁ CIA DE DANÇA.jpg
Guilherme Rienzo
TANGARÁ CIA DE DANÇA
“Há uma ligação espiritual e social com nordestinos nos quais me inspiraram e ainda me inspiram durante a vida. Forró é uma manifestação popular inclusiva de prática social, física, festiva, amorosa e espiritual que inspira e transforma a vida das pessoas. Também vejo o Forró como um meio inspirador para a pesquisa cultural brasileira especialmente com a diversidade e riqueza da expressão do corpo, do movimento e da dança.”
Guilherme Rienzo é frequentador, dançarino profissional, professor de dança, Líder da Tangará Cia de Dança, produtor e pesquisador. Atua profissionalmente na Dança desde 2010, e frequenta as casas de Forró de São Paulo desde 2002. Juntamente com sua parceira Isabella Bianco, foi premiado com o 1º lugar no Festival de Dança de Joinville com o Duo na modalidade de Dança Popular com a coreografia chamada “Forró ?????” no ano 2017 e 2º lugar no ano de 2019 com a coreografia “Brasilizando, Bi-campeão da Copa Brasil de Forró (2018 e 2019). Produziu junto ao Muganga Urbana o evento chamado “Forró no Mucuripe” em Santo André com a participação de escolas e profissionais de Forró Dança e o show de Nicolas Krassik. e o Forró no São Francisco com o show de Dantas do Forró. Em 2020 participou da aula/espetáculo “Jackson é POP, e idealizou o curso Brasilidades em Dança. No ano de 2021 participou de duas produções artistas da Tangará Cia de Dança em parceria com o Palíndromo Coletivo Artístico, o vídeo dança “Ser Nordestino-fragmentos’’ e o espetáculo “Severina”.
Paulistano, conheceu o Forró por meio de amigos da escola no ensino médio e a participação de vivências e consequentemente com as amizades conquistadas nos grupos de danças populares nos quais frequentava como o Bloco de Pedra, no bairro da Vila Madalena em SP.
“Foi através do Forró que me apaixonei, que me envolvi e posteriormente me relacionei com a mãe de Olívia, nossa filha. Portanto considero dançar Forró um ato inspirador baseado na permissão em se relacionar com outra pessoa por meio da conexão entre corpos, ritmos, movimentos, músicas, letras, vibrações, histórias...ao me permitir a desfrutar da prática dançante fui me descobrindo como ser humano e me atraindo pelo fluxo de movimentos plurais da cultura brasileira, em particular com as matrizes nordestinas, por sentir uma imensa curiosidade e admiração pelas pessoas e pelos caminhos em que o Forró migrou até conquistar a minha cidade natal, aquele público praticante fiel das casas e as lindas e incríveis re-interpretações artísticas, principalmente expressão da dança.
Atuo principalmente como pesquisador da cultura popular brasileira e investigo como o Forró se relaciona com outras manifestações regionais e as plurais possibilidades interpretativas que criam-se. Acredito que o Forró é uma manifestação sinônima do conceito de brasilidades. Como coreógrafo e bailarino trabalho com a performance cênica e também competitiva, como produtor de espetáculos e eventos artísticos, assim também como arte educador e professor de dança.
Ministro aulas para pessoas que estão iniciando a prática de dança e também para dançarinos amadores e profissionais que procuram desenvolvimento em capacitação, em organização de aulas regulares, oficinas, processos, vivências e preparação para performance. Gosto de provocar os praticantes com qualidade de corpos híbridos, alegres e expressivos e trago as singularidades das danças populares brasileiras em comunicação matricial com o Forró.
Minhas influências são as culturas populares, as casas de Forró de São Paulo, O Canto da Ema e o Remelexo principalmente, os artistas Dominguinhos e Alceu Valença e profissionais da área da dança que pesquisam a relação entre o corpo, movimento e performance.
Posso afirmar que o Forró me ajudou a compreender o que é ser brasileiro e ter orgulho de ser misturado. Minha infância foi regada pelo esporte, por atividades corporais e uma disfunção em concentração por atividades que não envolvem o movimento. Só parava em casa para tocar um instrumento, um violão, uma guitarra. Gosto de Rock e na juventude queria ser um astro do Rock. Fora de casa ou jogava ou dançava e acredito que sempre fui guiado pelo corpo, pelo movimento, para as atividades, festas, a atenção e concentração, reflexões, internalizações.
Cheguei ao Forró ainda jovem, na adolescência através do convite de amigos que gostavam do som, de dançar atraídos por novas descobertas e relações com outras pessoas. Sempre tive atração e livre vontade em dançar e o ambiente das casas noturnas de Forró de São Paulo em meados dos anos 90, no início de 2000, principalmente O Canto da Ema e Remelexo se mostraram muito convidativos nas quais frequento até os dias atuais.
Desde os 14 anos já participava de um maneira despretensiosa em aulas de danças populares e rodas de canto, toque e jogo como o encontro com a Capoeira, Coco, Ciranda, Maracatu e Maculelê em grupos como o Bloco de Pedra, no bairro da Vila Madalena.
Em 2006 participei de um grupo chamado Confraria da Dança, dirigido pelo pernambucano Sérgio Rodrigues e desta experiência sempre fui estimulado a dançar Forró com base na cultura popular, mesmo com o estudo em Dança de Salão e particularmente a identificação pela prática e cultura do Samba- Rock e Samba de Gafieira.
Deste modo tive uma prática amadora, regular, engajada em Dança de Salão, Dança Popular Brasileira, porém nunca considerada como uma profissão até o ano de 2008.
Nesta evolução dançante de vida paulistana sempre me intriguei com a cultura nordestina e a relação da liberdade cultural de expressão e o corpo, o movimento, a dança assim como também tenho afinidade com muitas pessoas nordestinas. São amigos, professores, personalidades e artistas que me inspiram.
Então, fiz aulas com Sérgio Rodrigues na Confraria da Dança e EmBaile, com Antônio Nobrega e o método do Instituto Brincante, da Cia Brasílica com Deca Madureira e a Capacitação em Forró com Ivan Ribeiro. Em paralelo a este estudo, a partir do ano de 2009 surgiu a Tangará Cia de Dança e me aprofundei na pesquisa híbrida com outras danças, como o Jazz, a Dança Contemporânea, Danças Populares Brasileiras, Dança de Salão e o Ballet Clássico.
Houve um período entre os anos de 2013 a 2016 que tive a regularidade em frequentar o Forró de Terno às segundas feiras no Remelexo/SP. Saía das aulas de dança que ministrava para dançar ainda mais, claro, de uma maneira na qual me permitia e procurava a diversão, a troca, a me sensibilizar ao movimento Forró, ou seja, predispor a escutar as músicas, conhecer os músicos e encontrar novas pessoas principalmente por meio da dança. Era o dia da semana que mais gostava, independente do possível cansaço acumulado, e para descrever a verdade, ficava em um estado reenergizado e excitado com a expectativa de ir para o próximo Forró, inclusive neste período muitas vezes a frequência de uma vez na semana não bastava e aproveitava os show de quarta e/ ou quinta no Canto da Ema. Interessante ressaltar que apreciava ir para estas saídas dançantes, muitas vezes sem acompanhantes justamente por querer criar este estado permissivo aos novos encontros e o fortalecimentos dos reencontros feitos com pessoas no Forró. São muitas danças potentes que compartilhei com pessoas interessantes, e que seguro emocionalmente em minha memória e sinceramente ainda me inspiram, inclusive são registros emocionais que afetam a minha sensibilidade para a criação de movimento até os dias de hoje. Dancei com mulheres e homens, como também participei de rodas e batucadas, são memórias alucinantes em dançar inúmeras músicas consecutivas sem abrir os olhos, sem desconectar do outro, ou se quer esbarrar com as outras pessoas que estavam também na pista lotada, compondo a ímpar relação de amorosidade e respeito emblemáticos do Forró.
Agora, um momento bem distinto que guardo com muito carinho e constantemente reflito e de muito aprendizado foi no Forró dos Amigos realizado no Largo da Batata na região na Zona Oeste de São Paulo em 2016, ao dançar com uma moradora de rua que estava desejosa por ser convidada para compartilhar aquela vivência e interagir com os demais que ali estavam ocupando o local que residia. Criei uma empatia por ela transformada em vontade de solidarizar, incluir e brincar com a situação de uma maneira a potencializar este encontro.
Aprecio a ligação com a música e tocar instrumentos percussivos e de cordas; compreendo a criação e expressão do corpo por meio da conexão entre diversas linguagens artísticas. Sempre fez muito sentido, e assim muito me inspirou a mover-se de uma maneira autêntica, criativa e embasada nas propriedades de matrizes culturais em uma relação erudito-popular-psicodélico.
A partir deste processo de pesquisa de dança híbrida e autoral atuo até os dias atuais no aperfeiçoamento sobre a performance cênica com o trabalho em parceria com Isabella Bianco fomos premiados com o 1º lugar no Festival de Dança de Joinville com o Duo na modalidade de Dança Popular com a coreografia chamada “Forró ?????” no ano 2017 e 2º lugar no ano de 2019 com a coreografia “Brasilizando. Mesmo ano que fomos consagrados Bi-campeões da Copa Brasil de Forró, na edições de 2018 e 2019.
Em 2018 foi o ano que integrei ao movimento Forró Patrimônio Cultural e o Fórum Forró/SP como profissional que promove e difunde a cultura do Forró pela dança.
Em 2019, eu produzi junto ao Muganga Urbana o evento chamado “Forró no Mucuripe” em Santo André com a participação de escolas e profissionais de Forró Dança e o show de Nicolas Krassik. Assim como também outro evento chamado Forró no São Francisco com o show de Dantas do Forró. Em 2020 participei da aula/espetáculo “Jackson é POP”, em celebração aos 100 anos de Jackson com a participação de Sandrinho Dupan, Marcio Dedéu e outros músicos no Centro Cultural Santo Amaro. Em 2020 idealizei o curso Brasilidades em Dança, que considera o Forró como uma manifestação popular que agrega em seu valor uma simbologia das singularidades culturais típicas brasileiras. E pesquisamos o Forró como um caminho artístico inclusivo para apresentar o melhor de nossa cultura, a pluralidade artísticas sociais.
No ano de 2021 participei de duas produções artistas da Tangará Cia de Dança em parceria com o Palíndromo Coletivo Artístico, o vídeo dança “Ser Nordestino-fragmentos’’ e o espetáculo “Severina” nos quais traduzem a admiração e inspiração pelo trabalho de admiração e valorização da cultura nordestina. Em Julho deste mesmo ano fomos convidados a participar da 9º edição do Festival Cultural do Brasil em Viena e apresentamos três obras que protagonizam o Forró.
Hoje tenho a consciência que a prática, o estudo e a valorização do Forró contribui diretamente em minha educação sócio-afetivo-cultural política, de uma maneira a compreender e lutar pelas qualidades dos encontros culturais entre pessoas diversas que caracterizam nosso país.”
TANGARÁ CIA DE DANÇA
“Há uma ligação espiritual e social com nordestinos nos quais me inspiraram e ainda me inspiram durante a vida. Forró é uma manifestação popular inclusiva de prática social, física, festiva, amorosa e espiritual que inspira e transforma a vida das pessoas. Também vejo o Forró como um meio inspirador para a pesquisa cultural brasileira especialmente com a diversidade e riqueza da expressão do corpo, do movimento e da dança.”
Guilherme Rienzo é frequentador, dançarino profissional, professor de dança, Líder da Tangará Cia de Dança, produtor e pesquisador. Atua profissionalmente na Dança desde 2010, e frequenta as casas de Forró de São Paulo desde 2002. Juntamente com sua parceira Isabella Bianco, foi premiado com o 1º lugar no Festival de Dança de Joinville com o Duo na modalidade de Dança Popular com a coreografia chamada “Forró ?????” no ano 2017 e 2º lugar no ano de 2019 com a coreografia “Brasilizando, Bi-campeão da Copa Brasil de Forró (2018 e 2019). Produziu junto ao Muganga Urbana o evento chamado “Forró no Mucuripe” em Santo André com a participação de escolas e profissionais de Forró Dança e o show de Nicolas Krassik. e o Forró no São Francisco com o show de Dantas do Forró. Em 2020 participou da aula/espetáculo “Jackson é POP, e idealizou o curso Brasilidades em Dança. No ano de 2021 participou de duas produções artistas da Tangará Cia de Dança em parceria com o Palíndromo Coletivo Artístico, o vídeo dança “Ser Nordestino-fragmentos’’ e o espetáculo “Severina”.
Paulistano, conheceu o Forró por meio de amigos da escola no ensino médio e a participação de vivências e consequentemente com as amizades conquistadas nos grupos de danças populares nos quais frequentava como o Bloco de Pedra, no bairro da Vila Madalena em SP.
“Foi através do Forró que me apaixonei, que me envolvi e posteriormente me relacionei com a mãe de Olívia, nossa filha. Portanto considero dançar Forró um ato inspirador baseado na permissão em se relacionar com outra pessoa por meio da conexão entre corpos, ritmos, movimentos, músicas, letras, vibrações, histórias...ao me permitir a desfrutar da prática dançante fui me descobrindo como ser humano e me atraindo pelo fluxo de movimentos plurais da cultura brasileira, em particular com as matrizes nordestinas, por sentir uma imensa curiosidade e admiração pelas pessoas e pelos caminhos em que o Forró migrou até conquistar a minha cidade natal, aquele público praticante fiel das casas e as lindas e incríveis re-interpretações artísticas, principalmente expressão da dança.
Atuo principalmente como pesquisador da cultura popular brasileira e investigo como o Forró se relaciona com outras manifestações regionais e as plurais possibilidades interpretativas que criam-se. Acredito que o Forró é uma manifestação sinônima do conceito de brasilidades. Como coreógrafo e bailarino trabalho com a performance cênica e também competitiva, como produtor de espetáculos e eventos artísticos, assim também como arte educador e professor de dança.
Ministro aulas para pessoas que estão iniciando a prática de dança e também para dançarinos amadores e profissionais que procuram desenvolvimento em capacitação, em organização de aulas regulares, oficinas, processos, vivências e preparação para performance. Gosto de provocar os praticantes com qualidade de corpos híbridos, alegres e expressivos e trago as singularidades das danças populares brasileiras em comunicação matricial com o Forró.
Minhas influências são as culturas populares, as casas de Forró de São Paulo, O Canto da Ema e o Remelexo principalmente, os artistas Dominguinhos e Alceu Valença e profissionais da área da dança que pesquisam a relação entre o corpo, movimento e performance.
Posso afirmar que o Forró me ajudou a compreender o que é ser brasileiro e ter orgulho de ser misturado. Minha infância foi regada pelo esporte, por atividades corporais e uma disfunção em concentração por atividades que não envolvem o movimento. Só parava em casa para tocar um instrumento, um violão, uma guitarra. Gosto de Rock e na juventude queria ser um astro do Rock. Fora de casa ou jogava ou dançava e acredito que sempre fui guiado pelo corpo, pelo movimento, para as atividades, festas, a atenção e concentração, reflexões, internalizações.
Cheguei ao Forró ainda jovem, na adolescência através do convite de amigos que gostavam do som, de dançar atraídos por novas descobertas e relações com outras pessoas. Sempre tive atração e livre vontade em dançar e o ambiente das casas noturnas de Forró de São Paulo em meados dos anos 90, no início de 2000, principalmente O Canto da Ema e Remelexo se mostraram muito convidativos nas quais frequento até os dias atuais.
Desde os 14 anos já participava de um maneira despretensiosa em aulas de danças populares e rodas de canto, toque e jogo como o encontro com a Capoeira, Coco, Ciranda, Maracatu e Maculelê em grupos como o Bloco de Pedra, no bairro da Vila Madalena.
Em 2006 participei de um grupo chamado Confraria da Dança, dirigido pelo pernambucano Sérgio Rodrigues e desta experiência sempre fui estimulado a dançar Forró com base na cultura popular, mesmo com o estudo em Dança de Salão e particularmente a identificação pela prática e cultura do Samba- Rock e Samba de Gafieira.
Deste modo tive uma prática amadora, regular, engajada em Dança de Salão, Dança Popular Brasileira, porém nunca considerada como uma profissão até o ano de 2008.
Nesta evolução dançante de vida paulistana sempre me intriguei com a cultura nordestina e a relação da liberdade cultural de expressão e o corpo, o movimento, a dança assim como também tenho afinidade com muitas pessoas nordestinas. São amigos, professores, personalidades e artistas que me inspiram.
Então, fiz aulas com Sérgio Rodrigues na Confraria da Dança e EmBaile, com Antônio Nobrega e o método do Instituto Brincante, da Cia Brasílica com Deca Madureira e a Capacitação em Forró com Ivan Ribeiro. Em paralelo a este estudo, a partir do ano de 2009 surgiu a Tangará Cia de Dança e me aprofundei na pesquisa híbrida com outras danças, como o Jazz, a Dança Contemporânea, Danças Populares Brasileiras, Dança de Salão e o Ballet Clássico.
Houve um período entre os anos de 2013 a 2016 que tive a regularidade em frequentar o Forró de Terno às segundas feiras no Remelexo/SP. Saía das aulas de dança que ministrava para dançar ainda mais, claro, de uma maneira na qual me permitia e procurava a diversão, a troca, a me sensibilizar ao movimento Forró, ou seja, predispor a escutar as músicas, conhecer os músicos e encontrar novas pessoas principalmente por meio da dança. Era o dia da semana que mais gostava, independente do possível cansaço acumulado, e para descrever a verdade, ficava em um estado reenergizado e excitado com a expectativa de ir para o próximo Forró, inclusive neste período muitas vezes a frequência de uma vez na semana não bastava e aproveitava os show de quarta e/ ou quinta no Canto da Ema. Interessante ressaltar que apreciava ir para estas saídas dançantes, muitas vezes sem acompanhantes justamente por querer criar este estado permissivo aos novos encontros e o fortalecimentos dos reencontros feitos com pessoas no Forró. São muitas danças potentes que compartilhei com pessoas interessantes, e que seguro emocionalmente em minha memória e sinceramente ainda me inspiram, inclusive são registros emocionais que afetam a minha sensibilidade para a criação de movimento até os dias de hoje. Dancei com mulheres e homens, como também participei de rodas e batucadas, são memórias alucinantes em dançar inúmeras músicas consecutivas sem abrir os olhos, sem desconectar do outro, ou se quer esbarrar com as outras pessoas que estavam também na pista lotada, compondo a ímpar relação de amorosidade e respeito emblemáticos do Forró.
Agora, um momento bem distinto que guardo com muito carinho e constantemente reflito e de muito aprendizado foi no Forró dos Amigos realizado no Largo da Batata na região na Zona Oeste de São Paulo em 2016, ao dançar com uma moradora de rua que estava desejosa por ser convidada para compartilhar aquela vivência e interagir com os demais que ali estavam ocupando o local que residia. Criei uma empatia por ela transformada em vontade de solidarizar, incluir e brincar com a situação de uma maneira a potencializar este encontro.
Aprecio a ligação com a música e tocar instrumentos percussivos e de cordas; compreendo a criação e expressão do corpo por meio da conexão entre diversas linguagens artísticas. Sempre fez muito sentido, e assim muito me inspirou a mover-se de uma maneira autêntica, criativa e embasada nas propriedades de matrizes culturais em uma relação erudito-popular-psicodélico.
A partir deste processo de pesquisa de dança híbrida e autoral atuo até os dias atuais no aperfeiçoamento sobre a performance cênica com o trabalho em parceria com Isabella Bianco fomos premiados com o 1º lugar no Festival de Dança de Joinville com o Duo na modalidade de Dança Popular com a coreografia chamada “Forró ?????” no ano 2017 e 2º lugar no ano de 2019 com a coreografia “Brasilizando. Mesmo ano que fomos consagrados Bi-campeões da Copa Brasil de Forró, na edições de 2018 e 2019.
Em 2018 foi o ano que integrei ao movimento Forró Patrimônio Cultural e o Fórum Forró/SP como profissional que promove e difunde a cultura do Forró pela dança.
Em 2019, eu produzi junto ao Muganga Urbana o evento chamado “Forró no Mucuripe” em Santo André com a participação de escolas e profissionais de Forró Dança e o show de Nicolas Krassik. Assim como também outro evento chamado Forró no São Francisco com o show de Dantas do Forró. Em 2020 participei da aula/espetáculo “Jackson é POP”, em celebração aos 100 anos de Jackson com a participação de Sandrinho Dupan, Marcio Dedéu e outros músicos no Centro Cultural Santo Amaro. Em 2020 idealizei o curso Brasilidades em Dança, que considera o Forró como uma manifestação popular que agrega em seu valor uma simbologia das singularidades culturais típicas brasileiras. E pesquisamos o Forró como um caminho artístico inclusivo para apresentar o melhor de nossa cultura, a pluralidade artísticas sociais.
No ano de 2021 participei de duas produções artistas da Tangará Cia de Dança em parceria com o Palíndromo Coletivo Artístico, o vídeo dança “Ser Nordestino-fragmentos’’ e o espetáculo “Severina” nos quais traduzem a admiração e inspiração pelo trabalho de admiração e valorização da cultura nordestina. Em Julho deste mesmo ano fomos convidados a participar da 9º edição do Festival Cultural do Brasil em Viena e apresentamos três obras que protagonizam o Forró.
Hoje tenho a consciência que a prática, o estudo e a valorização do Forró contribui diretamente em minha educação sócio-afetivo-cultural política, de uma maneira a compreender e lutar pelas qualidades dos encontros culturais entre pessoas diversas que caracterizam nosso país.”

Edna Gazonatto
Edna Gazonatto
Cidade onde nasceu: São Paulo
Cidade onde vive: Laranjal Paulista
Profissão: Professora de Forró Dança
No Forró desde: 2003
Hábitos Forrozeiros:Quando vou ao Forró procuro usar roupas leves, alegres e confortáveis; dispenso acessórios como anéis, colares, brincos pendentes, pois podem enroscar ou cair no chão machucando a mim ou aos outros dançarinos; costumo calçar sapatilhas sem salto as quais facilitam os movimentos sem correr o perigo de ferir um pé descalço de um forrozeiro; e, é lógico, desodorante renovado de hora em hora. Não costumo comer nas festas ou casas noturnas de Forró e só bebo água, pois vou apenas com a intenção de dançar; beber ou comer qualquer coisa pode afetar meu equilíbrio e a dança é muito mais importante para mim que uma bebida.
“Forró para mim é alegria, é vida! Onde quer que vá, se soa uma sanfona e o povo já começa a se mexer, queira ou não. E que combinação maravilhosa é essa de sanfona, zabumba e triângulo! É festa na certa. O Forró dá movimento ao meu corpo, alimenta meu espírito com alegria e euforia. Sou muito grata a ele por ter me tornado uma pessoa mais sociável e mais saudável, pelos amigos que me deu e pela oportunidade que tive de viajar por diversos países da Europa, como assistente do professor Evandro Paz, com o intuito de ensinar a verdadeira “pegada” do Forró que se pratica na região Sudeste do Brasil. Experiência maravilhosa que vai ficar na memória e no corpo para sempre.”
Depoimento e texto sobre Edna do Professor Evandro Paz:
“Na dança é muito dedicada e detalhista como estudante e como professora. Esteve dando aulas comigo em diversos locais em São Paulo e outras cidades, e por algumas vezes me acompanhando nas turnês pela Europa, dando aulas de Forró e fazendo apresentações, me auxiliando tanto na didática, como na língua inglesa e nas organizações das logísticas das viagens das turnês.
Por onde passou ela conquistou muitas amizades por ser uma pessoa muito solícita e carinhosa. E nas aulas de dança é muito organizada e focada. Tem uma pesquisa bem peculiar, por ter acompanhado de perto alguns dos melhores especialistas nas diversas danças sociais.
Com a Edna trocamos muitas figurinhas, pois ela tem muita experiência de vida e no mundo das danças a dois, e me trouxe muitos olhares diferenciados sobre as técnicas, didáticas me fazendo refletir muito. Agradeço a cada vivência que tivemos, que sem dúvida, me trouxeram outros olhares sobre a dança e a vida."
Com a Edna trocamos muitas figurinhas, pois ela tem muita experiência de vida e no mundo das danças a dois, e me trouxe muitos olhares diferenciados sobre as técnicas, didáticas me fazendo refletir muito.
Agradeço a cada vivência que tivemos, que sem dúvida, me trouxeram outros olhares sobre a dança e a vida."
A História de Edna Gazonatto
“Comecei na dança quando já contava com 40 anos; até então dedicava minha vida para outras atividades profissionais, mas sem nunca deixar de exercitar o corpo através da yoga. Isso valeu muito quando encontrei meus mestres do Forró que eram experts em ensinar a dança focando especialmente em como o corpo humano funciona e se move.
O Forró me foi apresentado nas aulas de dança de salão. A música e a simplicidade do ritmo me conquistaram de pronto e procurei uma casa especializada em Forró para aperfeiçoar os movimentos. Foi quando, no ano de 2003, iniciei minha imersão no Remelexo Brasil, uma Casa Noturna em Pinheiros com aulas de Forró diferenciadas. No Remelexo Brasil tive três fantásticos professores que me ensinaram, com maestria, a noção de espaço, equilíbrio, delicadeza, conforto, força muscular e não força bruta e respeito ao parceiro: Evandro Paz, Buiu (Cláudio Santos) e China. Gratidão eterna!
No circuito de Forró que frequento, predominantemente, se nota o Forró Pé-de-Serra e Universitário, sem, no entanto, discriminar quaisquer outros estilos que porventura se aventurem pelo salão. É um estilo onde o mais importante é o abraço e a conexão entre o casal; o respeito e o cuidado com o parceiro é primordial e a exibição e o ego devem ser deixados de lado.
Apesar disso, devo acrescentar que tive a oportunidade de participar de inúmeros Festivais Nacionais e Internacionais de Forró tendo contato com muitos outros estilos sejam eles, divertidos, técnicos, elaborados, coordenados, ministrados por professores com experiência regionais que me mostraram a riqueza que o Forró Brasileiro é.
Durante muitos anos, ensinei Forró Pé-de-Serra e Universitário em Academias de Danças e no próprio Remelexo Brasil; base do meu conhecimento. Eu utilizava duas metodologias distintas visando às mesmas finalidades: conexão, respeito, bem-estar, sorriso, alegria. Os alunos vão em busca de felicidade e de aliviar o estresse do dia-a-dia através do movimento e é isso que temos que proporcionar.
Para alunos de Escolas de Dança, utilizava, a princípio, um abraço mais afastado focando mais em giros soltos até que as pessoas se conhecessem melhor e se sentissem à vontade para “o abraço do Forró”. Para alunos de Casa Noturna, ensinava logo de cara qual era “a pegada” do Forró porque as pessoas que estavam ali eram frequentadoras das festas e sabiam exatamente onde estavam se metendo; eles queriam aquilo que viam no salão; queriam a conexão; queriam “o abraço”.
Todas minhas idas ao Forró (balada) foram marcantes de alguma forma, seja pela banda que estava tocando, seja por um bom parceiro de dança e até por um péssimo dançarino que quase me quebra o braço em movimentos de giros. Aí então se vê a importância das aulas que vai lhe ensinar o cuidado com o outro.
O Forró foi entrando na minha vida devagar. Até meus quarenta anos, posso dizer que pouco Forró ouvi; talvez um Moraes Moreira aqui e uma Elba Ramalho ali. Foi apenas quando me interessei em fazer aulas de dança é que realmente entrei em contato com esse ritmo. O som da música aliado ao movimento que ele causa é apaixonante, é viciante.
Assim, decidi fazer aulas e mais aulas, todos os dias, praticamente, pois tinha a intenção de ensinar; queria passar adiante esse conhecimento que me era tão cuidadosamente transmitido através dos grandes mestres do Remelexo Brasil professores Evandro Paz, Buiu (Cláudio Santos) e China, que atuavam lá na minha época de aprendizado.
Dito e feito, acabei por atuar em algumas escolas de dança de São Paulo sendo que a que fiquei mais tempo foi na Academia Mara Santos a quem agradeço muito pela acolhida e apoio.
Simultaneamente, o professor Evandro Paz me convidou para dar aula no Remelexo e isso fez com que eu tivesse uma nova perspectiva do método por eles aplicado, desta feita como professora e não mais como aluna. Muito mais estudo e prática foram necessários.
Gostaria de ressaltar que minha dança evoluiu grandemente com as inúmeras aulas particulares nas quais atuei como auxiliar dos professores que precisavam de uma pessoa para ser a parceira de seus alunos. Devo por isso mais uma vez agradecer aos meus mestres do Forró por me incluírem nessa atividade.
Com o tempo, fui conhecendo as músicas, as bandas, os diversos estilos de Forró, as pessoas, os amigos. A simplicidade do ritmo e a alegria dos músicos envolvem a todos; forrozeiros de pé no chão que escolhem entre movimentos contidos, simples, abraçados em um xote, até deslocamentos e giros elaborados em um forró “pesado”.
A magia da dança e do bom senso acontecendo no salão. Nesse meio tempo, tive a honra de acompanhar o professor Evandro Paz em suas viagens pela Europa difundindo o Forró. Como ele próprio dizia, queria ensinar nossa “a pegada” por esse mundo afora e foi o que fizemos.
Visitamos muitos países e descobrimos que o Forró é mais querido e conhecido do que imaginávamos. Tivemos contato com muitos professores brasileiros que moram no exterior e divulgam nossa música e dança.
O mais impressionante, no entanto, foram os professores nativos do país visitado que, por amor ao Forró, aprenderam a língua portuguesa e a dança só para também promoverem nosso ritmo.
Todo mês tinha um festival de Forró com várias aulas e professores convidados acontecendo em um determinado país e bandas brasileiras eram convidadas para tocar nas baladas.
Por três anos consecutivos, viajamos juntos difundindo nosso estilo de Forró e entramos em contato com outros estilos ministrados pelos demais professores convidados. Foi uma experiência fascinante e reveladora: nosso Forró é global!
Depois destes anos todos, eu tive que me afastar um pouco das minhas atividades, por questões pessoais, entrando em um período sabático, pode-se dizer, mas enquanto isso, o professor Evandro Paz continua firme, forte e determinado, levando nossa cultura ao exterior e batalhando no Brasil para que o Forró seja cada dia mais e mais reconhecido e difundido.
Estou no momento sem poder frequentar o Forró e morando no interior. Outro dia fui a São Paulo e tomei o metrô linha vermelha. Um garoto estava com um violãozinho tocando uma música e cantando, muito bem por sinal.
Via de regra, não dou dinheiro no metrô, mas nesse dia me vi pegando uma nota de cinco reais e segurando na mão para quando ele passasse o chapéu. Então refleti: por quê estou fazendo isso? O que foi que me chamou atenção nesse cantor? Aí percebi. Ele cantava: “Não se admire se um dia, um beija-flor invadir a porta da sua casa lhe der um beijo e partir fui eu que mandei o beijo que é prá matar meu desejo, faz tempo que eu não te vejo ai que saudades d’ocê.” Conclusão: “Você pode se afastar do Forró mas o Forró não se afasta de você.”
Meus pais não são nordestinos, mas eu adolescente já organizava bailinhos na igreja…Eu diria que minha infância foi feliz; bola de gude, carrinho de rolimã, pular corda, jogar bafo, xadrez, ludo, sentar na calçada, brincar de pega-pega, de roda, lencinho atrás, queimada e ver estrelas e a lua à noite; tudo o que não se faz atualmente. Éramos pobres, sim, mas as dificuldades eram amortecidas pelas costas de meus pais. Na juventude tive a missão de estudar e tirar boas notas, trabalhar cedo, pagar meus estudos e ajudar em casa na cozinha, na faxina, nas finanças. Participei de grupos de jovens na Igreja Católica e fazíamos com frequência bailinhos, ao som de Elton John, nos quintais de um ou outro. Em especial, meus irmãos e eu promovíamos festas temáticas em casa (punk, farrapos, anos 60, cigana, fantasia, cowboy, etc..) e muita lambada. Nossos pais eram muito compreensivos.
Durante meu percurso no mundo da dança e do Forró, encontrei muitos artistas, dançarinos, bandas, cantores, mestres e professores realmente empenhados em difundir nossa cultura e conquistar almas e corações e que devem ou deveriam ser homenageados e lembrados.
Sobre o professor Evandro Paz
Não querendo desmerecer ninguém, escolho um para representar todos estes grandes talentos; um que esteve mais presente por anos em meu caminho e que fez uma enorme diferença em minha vida.
Nunca estive em contato com alguém tão apaixonado pelo Forró como esse ser sensível às artes, habilidoso com o corpo, estudioso e batalhador por alcançar um ideal: dar ampla visibilidade ao Forró para manter viva a nossa história para futuras gerações.
Eu o vi passar seu conhecimento no decorrer de duas décadas para todo tipo de público, se analisando, reconhecendo falhas e tentando se aperfeiçoar a cada nova crítica embora nem todos soubessem que esse processo acontecia.
Além de propagar o Forró em São Paulo dando aulas de dança, participando da Virada Cultural, entrevistando e sendo entrevistado nos meios de comunicação, Youtube, divulgando peças de teatro onde o tema era apresentado, e sempre que podia, contando a história do Forró e de seu envolvimento com a dança, levou e leva até hoje sua bagagem cultural para o exterior chegando a atuar até na Sibéria e Japão.
O interessante para mim é que estive com ele na Europa quando mal falava inglês e, para minha admiração, sem nenhuma inibição dava um jeito de se comunicar enquanto apontava um braço e falava perna em inglês. O importante é que todo muito acabava por entender e a mensagem era passada.
Essa maneira simples de ser, de se atirar à situações complicadas sem medo de ser feliz é o que o destaca dos demais ao meu ver. E quem ganha com isso, com certeza, é o nosso Forró, Patrimônio Material Brasileiro, que tem como aliado um guerreiro tão dedicado e determinado como o meu querido Mestre Nordestino EVANDRO PAZ.”
Cidade onde nasceu: São Paulo
Cidade onde vive: Laranjal Paulista
Profissão: Professora de Forró Dança
No Forró desde: 2003
Hábitos Forrozeiros:Quando vou ao Forró procuro usar roupas leves, alegres e confortáveis; dispenso acessórios como anéis, colares, brincos pendentes, pois podem enroscar ou cair no chão machucando a mim ou aos outros dançarinos; costumo calçar sapatilhas sem salto as quais facilitam os movimentos sem correr o perigo de ferir um pé descalço de um forrozeiro; e, é lógico, desodorante renovado de hora em hora. Não costumo comer nas festas ou casas noturnas de Forró e só bebo água, pois vou apenas com a intenção de dançar; beber ou comer qualquer coisa pode afetar meu equilíbrio e a dança é muito mais importante para mim que uma bebida.
“Forró para mim é alegria, é vida! Onde quer que vá, se soa uma sanfona e o povo já começa a se mexer, queira ou não. E que combinação maravilhosa é essa de sanfona, zabumba e triângulo! É festa na certa. O Forró dá movimento ao meu corpo, alimenta meu espírito com alegria e euforia. Sou muito grata a ele por ter me tornado uma pessoa mais sociável e mais saudável, pelos amigos que me deu e pela oportunidade que tive de viajar por diversos países da Europa, como assistente do professor Evandro Paz, com o intuito de ensinar a verdadeira “pegada” do Forró que se pratica na região Sudeste do Brasil. Experiência maravilhosa que vai ficar na memória e no corpo para sempre.”
Depoimento e texto sobre Edna do Professor Evandro Paz:
“Na dança é muito dedicada e detalhista como estudante e como professora. Esteve dando aulas comigo em diversos locais em São Paulo e outras cidades, e por algumas vezes me acompanhando nas turnês pela Europa, dando aulas de Forró e fazendo apresentações, me auxiliando tanto na didática, como na língua inglesa e nas organizações das logísticas das viagens das turnês.
Por onde passou ela conquistou muitas amizades por ser uma pessoa muito solícita e carinhosa. E nas aulas de dança é muito organizada e focada. Tem uma pesquisa bem peculiar, por ter acompanhado de perto alguns dos melhores especialistas nas diversas danças sociais.
Com a Edna trocamos muitas figurinhas, pois ela tem muita experiência de vida e no mundo das danças a dois, e me trouxe muitos olhares diferenciados sobre as técnicas, didáticas me fazendo refletir muito. Agradeço a cada vivência que tivemos, que sem dúvida, me trouxeram outros olhares sobre a dança e a vida."
Com a Edna trocamos muitas figurinhas, pois ela tem muita experiência de vida e no mundo das danças a dois, e me trouxe muitos olhares diferenciados sobre as técnicas, didáticas me fazendo refletir muito.
Agradeço a cada vivência que tivemos, que sem dúvida, me trouxeram outros olhares sobre a dança e a vida."
A História de Edna Gazonatto
“Comecei na dança quando já contava com 40 anos; até então dedicava minha vida para outras atividades profissionais, mas sem nunca deixar de exercitar o corpo através da yoga. Isso valeu muito quando encontrei meus mestres do Forró que eram experts em ensinar a dança focando especialmente em como o corpo humano funciona e se move.
O Forró me foi apresentado nas aulas de dança de salão. A música e a simplicidade do ritmo me conquistaram de pronto e procurei uma casa especializada em Forró para aperfeiçoar os movimentos. Foi quando, no ano de 2003, iniciei minha imersão no Remelexo Brasil, uma Casa Noturna em Pinheiros com aulas de Forró diferenciadas. No Remelexo Brasil tive três fantásticos professores que me ensinaram, com maestria, a noção de espaço, equilíbrio, delicadeza, conforto, força muscular e não força bruta e respeito ao parceiro: Evandro Paz, Buiu (Cláudio Santos) e China. Gratidão eterna!
No circuito de Forró que frequento, predominantemente, se nota o Forró Pé-de-Serra e Universitário, sem, no entanto, discriminar quaisquer outros estilos que porventura se aventurem pelo salão. É um estilo onde o mais importante é o abraço e a conexão entre o casal; o respeito e o cuidado com o parceiro é primordial e a exibição e o ego devem ser deixados de lado.
Apesar disso, devo acrescentar que tive a oportunidade de participar de inúmeros Festivais Nacionais e Internacionais de Forró tendo contato com muitos outros estilos sejam eles, divertidos, técnicos, elaborados, coordenados, ministrados por professores com experiência regionais que me mostraram a riqueza que o Forró Brasileiro é.
Durante muitos anos, ensinei Forró Pé-de-Serra e Universitário em Academias de Danças e no próprio Remelexo Brasil; base do meu conhecimento. Eu utilizava duas metodologias distintas visando às mesmas finalidades: conexão, respeito, bem-estar, sorriso, alegria. Os alunos vão em busca de felicidade e de aliviar o estresse do dia-a-dia através do movimento e é isso que temos que proporcionar.
Para alunos de Escolas de Dança, utilizava, a princípio, um abraço mais afastado focando mais em giros soltos até que as pessoas se conhecessem melhor e se sentissem à vontade para “o abraço do Forró”. Para alunos de Casa Noturna, ensinava logo de cara qual era “a pegada” do Forró porque as pessoas que estavam ali eram frequentadoras das festas e sabiam exatamente onde estavam se metendo; eles queriam aquilo que viam no salão; queriam a conexão; queriam “o abraço”.
Todas minhas idas ao Forró (balada) foram marcantes de alguma forma, seja pela banda que estava tocando, seja por um bom parceiro de dança e até por um péssimo dançarino que quase me quebra o braço em movimentos de giros. Aí então se vê a importância das aulas que vai lhe ensinar o cuidado com o outro.
O Forró foi entrando na minha vida devagar. Até meus quarenta anos, posso dizer que pouco Forró ouvi; talvez um Moraes Moreira aqui e uma Elba Ramalho ali. Foi apenas quando me interessei em fazer aulas de dança é que realmente entrei em contato com esse ritmo. O som da música aliado ao movimento que ele causa é apaixonante, é viciante.
Assim, decidi fazer aulas e mais aulas, todos os dias, praticamente, pois tinha a intenção de ensinar; queria passar adiante esse conhecimento que me era tão cuidadosamente transmitido através dos grandes mestres do Remelexo Brasil professores Evandro Paz, Buiu (Cláudio Santos) e China, que atuavam lá na minha época de aprendizado.
Dito e feito, acabei por atuar em algumas escolas de dança de São Paulo sendo que a que fiquei mais tempo foi na Academia Mara Santos a quem agradeço muito pela acolhida e apoio.
Simultaneamente, o professor Evandro Paz me convidou para dar aula no Remelexo e isso fez com que eu tivesse uma nova perspectiva do método por eles aplicado, desta feita como professora e não mais como aluna. Muito mais estudo e prática foram necessários.
Gostaria de ressaltar que minha dança evoluiu grandemente com as inúmeras aulas particulares nas quais atuei como auxiliar dos professores que precisavam de uma pessoa para ser a parceira de seus alunos. Devo por isso mais uma vez agradecer aos meus mestres do Forró por me incluírem nessa atividade.
Com o tempo, fui conhecendo as músicas, as bandas, os diversos estilos de Forró, as pessoas, os amigos. A simplicidade do ritmo e a alegria dos músicos envolvem a todos; forrozeiros de pé no chão que escolhem entre movimentos contidos, simples, abraçados em um xote, até deslocamentos e giros elaborados em um forró “pesado”.
A magia da dança e do bom senso acontecendo no salão. Nesse meio tempo, tive a honra de acompanhar o professor Evandro Paz em suas viagens pela Europa difundindo o Forró. Como ele próprio dizia, queria ensinar nossa “a pegada” por esse mundo afora e foi o que fizemos.
Visitamos muitos países e descobrimos que o Forró é mais querido e conhecido do que imaginávamos. Tivemos contato com muitos professores brasileiros que moram no exterior e divulgam nossa música e dança.
O mais impressionante, no entanto, foram os professores nativos do país visitado que, por amor ao Forró, aprenderam a língua portuguesa e a dança só para também promoverem nosso ritmo.
Todo mês tinha um festival de Forró com várias aulas e professores convidados acontecendo em um determinado país e bandas brasileiras eram convidadas para tocar nas baladas.
Por três anos consecutivos, viajamos juntos difundindo nosso estilo de Forró e entramos em contato com outros estilos ministrados pelos demais professores convidados. Foi uma experiência fascinante e reveladora: nosso Forró é global!
Depois destes anos todos, eu tive que me afastar um pouco das minhas atividades, por questões pessoais, entrando em um período sabático, pode-se dizer, mas enquanto isso, o professor Evandro Paz continua firme, forte e determinado, levando nossa cultura ao exterior e batalhando no Brasil para que o Forró seja cada dia mais e mais reconhecido e difundido.
Estou no momento sem poder frequentar o Forró e morando no interior. Outro dia fui a São Paulo e tomei o metrô linha vermelha. Um garoto estava com um violãozinho tocando uma música e cantando, muito bem por sinal.
Via de regra, não dou dinheiro no metrô, mas nesse dia me vi pegando uma nota de cinco reais e segurando na mão para quando ele passasse o chapéu. Então refleti: por quê estou fazendo isso? O que foi que me chamou atenção nesse cantor? Aí percebi. Ele cantava: “Não se admire se um dia, um beija-flor invadir a porta da sua casa lhe der um beijo e partir fui eu que mandei o beijo que é prá matar meu desejo, faz tempo que eu não te vejo ai que saudades d’ocê.” Conclusão: “Você pode se afastar do Forró mas o Forró não se afasta de você.”
Meus pais não são nordestinos, mas eu adolescente já organizava bailinhos na igreja…Eu diria que minha infância foi feliz; bola de gude, carrinho de rolimã, pular corda, jogar bafo, xadrez, ludo, sentar na calçada, brincar de pega-pega, de roda, lencinho atrás, queimada e ver estrelas e a lua à noite; tudo o que não se faz atualmente. Éramos pobres, sim, mas as dificuldades eram amortecidas pelas costas de meus pais. Na juventude tive a missão de estudar e tirar boas notas, trabalhar cedo, pagar meus estudos e ajudar em casa na cozinha, na faxina, nas finanças. Participei de grupos de jovens na Igreja Católica e fazíamos com frequência bailinhos, ao som de Elton John, nos quintais de um ou outro. Em especial, meus irmãos e eu promovíamos festas temáticas em casa (punk, farrapos, anos 60, cigana, fantasia, cowboy, etc..) e muita lambada. Nossos pais eram muito compreensivos.
Durante meu percurso no mundo da dança e do Forró, encontrei muitos artistas, dançarinos, bandas, cantores, mestres e professores realmente empenhados em difundir nossa cultura e conquistar almas e corações e que devem ou deveriam ser homenageados e lembrados.
Sobre o professor Evandro Paz
Não querendo desmerecer ninguém, escolho um para representar todos estes grandes talentos; um que esteve mais presente por anos em meu caminho e que fez uma enorme diferença em minha vida.
Nunca estive em contato com alguém tão apaixonado pelo Forró como esse ser sensível às artes, habilidoso com o corpo, estudioso e batalhador por alcançar um ideal: dar ampla visibilidade ao Forró para manter viva a nossa história para futuras gerações.
Eu o vi passar seu conhecimento no decorrer de duas décadas para todo tipo de público, se analisando, reconhecendo falhas e tentando se aperfeiçoar a cada nova crítica embora nem todos soubessem que esse processo acontecia.
Além de propagar o Forró em São Paulo dando aulas de dança, participando da Virada Cultural, entrevistando e sendo entrevistado nos meios de comunicação, Youtube, divulgando peças de teatro onde o tema era apresentado, e sempre que podia, contando a história do Forró e de seu envolvimento com a dança, levou e leva até hoje sua bagagem cultural para o exterior chegando a atuar até na Sibéria e Japão.
O interessante para mim é que estive com ele na Europa quando mal falava inglês e, para minha admiração, sem nenhuma inibição dava um jeito de se comunicar enquanto apontava um braço e falava perna em inglês. O importante é que todo muito acabava por entender e a mensagem era passada.
Essa maneira simples de ser, de se atirar à situações complicadas sem medo de ser feliz é o que o destaca dos demais ao meu ver. E quem ganha com isso, com certeza, é o nosso Forró, Patrimônio Material Brasileiro, que tem como aliado um guerreiro tão dedicado e determinado como o meu querido Mestre Nordestino EVANDRO PAZ.”

Paz no Forró

Mara Figueiredo . FUÁ ESCOLA DE DANÇA
Mara Figueiredo
“O Forró é o lugar para onde eu quero ir quando estou feliz para comemorar e também é minha válvula de escape quando estou triste. É o lugar em que me sinto bem, onde quero levar meus amigos, pois sei que serão bem recebidos por todos, é um lugar inclusivo, uma cultura maravilhosa e rica que quero compartilhar com o mundo. O Forró se tornou meu ganha-pão, vivo através das aulas de dança espalhando essa cultura. Desde que conheci o Forró soube que era o caminho que queria seguir, então larguei o meu emprego e fui viver de dança! O Forró me proporciona alegria, bem estar, partilha e amizades.”
"Nasci em 17/06/1995, em Paracatu - MG, vivo em São Paulo - SP. No Forró sou frequentadora, professora de dança e uma das líderes da escola de dança Fuá Forró. Eu conheci o Forró quando vim para São Paulo no ensino médio e vi um amigo dançando na escola. Foi amor à primeira vista: eu o vi dançando sozinho e depois disso, em todos os intervalos da escola dançávamos juntos.
Eu atuo há 7 anos dando aulas de Forró Dança, eu comecei a dançar no Pé Descalço frequentando o Forró Universitário e o Pé-de-Serra. Depois me joguei nesse mundão e fui conhecendo o universo do Forró, indo em festivais, eventos culturais, escolas de dança diversificadas, aprendi a dançar o Roots e agora gosto de transitar entres os estilos. Meu próximo passo agora é conhecer mais do Forró Eletrônico e Piseiro.
Nas aulas tento sempre seguir pelo tripé de competências C.H.A, que significa conhecimento, habilidades e atitudes.
CONHECIMENTO: Está ligado a todo conhecimento ligado ao forró, ou seja, técnicas da dança, ritmo, musicalidade, história do forró e etc.
HABILIDADES: é saber colocar em prática todo o conhecimento, passos e técnica.
ATITUDES: saber ser/conviver. Exemplos: poder dizer “não” na dança, não usar a força durante a dança, respeitar o espaço do outro, cuidar da própria higiene, dançar com todos os níveis, não ter preconceitos nem discriminação.
Então em cada aula tento sempre trazer um pouco de cada item para a aula ficar mais completa.
Minhas principais influências hoje em dia na minha dança são: Pamela e Victinho Maia; Pia Ovalle e Paulo Cezar.
Uma das histórias marcantes que eu quero contar é o dia que fui para um festival e estava dormindo na barraca quando acordei com o Edson Duarte tocando e cantando na frente da minha barraca, já acordei com energia boa e fui para fora prestigiá-lo e em pouco tempo foi juntando uma galera, cantando e dançando, foi lindo. Escolhi essa história pois infelizmente esse ano de 2022 perdemos esse Mestre.
Sou apaixonada pela dança desde o berço, iniciei com o ballet aos 5 anos, permanecendo na modalidade por 8 anos, período em que também tive experiências com a ginástica olímpica, rítmica e desportiva.
O Forró entrou na minha vida - para nunca mais sair - em 2012 e, assumindo a paixão, decidi me especializar, realizando diversos cursos, entre eles a Capacitação Profissional em Forró, Curso de Musicalidade, Ritmo, Consciência Corporal, Lady Style e Conexão a Dois. Estudei diversos estilos de Forró e desenvolvi habilidades como condutora, que considero hoje a minha principal função, além de aprimorar o meu papel como conduzida. Curso hoje o terceiro ano de Dança pela Universidade Anhembi Morumbi.
Com o objetivo de trazer essa paixão para mais pessoas, comecei a dar aulas de Forró desde 2015, tornando-me sócia da Fuá em 2016, instituição que ajudei a contruir desde a sua fundação.
O Forró me trouxe incríveis oportunidades, entre elas a possibilidade de dançar e dar aula ao vivo nas emissoras de televisão brasileira "Globo" e "TV Gazeta" e a participação da Abertura da Copa América de 2019.
Além disso, lecionei no maior Festival Brasileiro de Forró, o FENFIT e no Buraco do Tatu em Itaúnas, bem como em grandes festivais como Nata Forrozeira, sem contar as diversas aulas em eventos culturais como SESC, parques e pequenos festivais.
A paixão pelo Forró e por ensinar a fez ultrapassar fronteiras com a oportunidade de ministrar workshop online no Festival Internacional Forró Fest USA de Boston, Forró de Colônia, além de diversas aulas online para o Forró New York."
“O Forró é o lugar para onde eu quero ir quando estou feliz para comemorar e também é minha válvula de escape quando estou triste. É o lugar em que me sinto bem, onde quero levar meus amigos, pois sei que serão bem recebidos por todos, é um lugar inclusivo, uma cultura maravilhosa e rica que quero compartilhar com o mundo. O Forró se tornou meu ganha-pão, vivo através das aulas de dança espalhando essa cultura. Desde que conheci o Forró soube que era o caminho que queria seguir, então larguei o meu emprego e fui viver de dança! O Forró me proporciona alegria, bem estar, partilha e amizades.”
"Nasci em 17/06/1995, em Paracatu - MG, vivo em São Paulo - SP. No Forró sou frequentadora, professora de dança e uma das líderes da escola de dança Fuá Forró. Eu conheci o Forró quando vim para São Paulo no ensino médio e vi um amigo dançando na escola. Foi amor à primeira vista: eu o vi dançando sozinho e depois disso, em todos os intervalos da escola dançávamos juntos.
Eu atuo há 7 anos dando aulas de Forró Dança, eu comecei a dançar no Pé Descalço frequentando o Forró Universitário e o Pé-de-Serra. Depois me joguei nesse mundão e fui conhecendo o universo do Forró, indo em festivais, eventos culturais, escolas de dança diversificadas, aprendi a dançar o Roots e agora gosto de transitar entres os estilos. Meu próximo passo agora é conhecer mais do Forró Eletrônico e Piseiro.
Nas aulas tento sempre seguir pelo tripé de competências C.H.A, que significa conhecimento, habilidades e atitudes.
CONHECIMENTO: Está ligado a todo conhecimento ligado ao forró, ou seja, técnicas da dança, ritmo, musicalidade, história do forró e etc.
HABILIDADES: é saber colocar em prática todo o conhecimento, passos e técnica.
ATITUDES: saber ser/conviver. Exemplos: poder dizer “não” na dança, não usar a força durante a dança, respeitar o espaço do outro, cuidar da própria higiene, dançar com todos os níveis, não ter preconceitos nem discriminação.
Então em cada aula tento sempre trazer um pouco de cada item para a aula ficar mais completa.
Minhas principais influências hoje em dia na minha dança são: Pamela e Victinho Maia; Pia Ovalle e Paulo Cezar.
Uma das histórias marcantes que eu quero contar é o dia que fui para um festival e estava dormindo na barraca quando acordei com o Edson Duarte tocando e cantando na frente da minha barraca, já acordei com energia boa e fui para fora prestigiá-lo e em pouco tempo foi juntando uma galera, cantando e dançando, foi lindo. Escolhi essa história pois infelizmente esse ano de 2022 perdemos esse Mestre.
Sou apaixonada pela dança desde o berço, iniciei com o ballet aos 5 anos, permanecendo na modalidade por 8 anos, período em que também tive experiências com a ginástica olímpica, rítmica e desportiva.
O Forró entrou na minha vida - para nunca mais sair - em 2012 e, assumindo a paixão, decidi me especializar, realizando diversos cursos, entre eles a Capacitação Profissional em Forró, Curso de Musicalidade, Ritmo, Consciência Corporal, Lady Style e Conexão a Dois. Estudei diversos estilos de Forró e desenvolvi habilidades como condutora, que considero hoje a minha principal função, além de aprimorar o meu papel como conduzida. Curso hoje o terceiro ano de Dança pela Universidade Anhembi Morumbi.
Com o objetivo de trazer essa paixão para mais pessoas, comecei a dar aulas de Forró desde 2015, tornando-me sócia da Fuá em 2016, instituição que ajudei a contruir desde a sua fundação.
O Forró me trouxe incríveis oportunidades, entre elas a possibilidade de dançar e dar aula ao vivo nas emissoras de televisão brasileira "Globo" e "TV Gazeta" e a participação da Abertura da Copa América de 2019.
Além disso, lecionei no maior Festival Brasileiro de Forró, o FENFIT e no Buraco do Tatu em Itaúnas, bem como em grandes festivais como Nata Forrozeira, sem contar as diversas aulas em eventos culturais como SESC, parques e pequenos festivais.
A paixão pelo Forró e por ensinar a fez ultrapassar fronteiras com a oportunidade de ministrar workshop online no Festival Internacional Forró Fest USA de Boston, Forró de Colônia, além de diversas aulas online para o Forró New York."

Marco Greco . FORRÓ DANÇA
Marco Greco
Projeto: Forró Novo
Cidade onde nasceu: São Paulo
Cidade onde vive: Santo André
Profissão: professor de Forró Dança e Engenheiro Civil
No Forró desde: 2004
Hábitos Forrozeiros: Vou ao Forró de bermuda e camiseta básica. Consumo muita água.
“Forró para mim é uma forma de expressar minha alma na dança. O Forró me fez mais humano e presente na vida social”.
Marco Greco é professor de Forró Dança, dançarino e frequentador do Forró. Campeão da Copa Forró do ano de 2010 e vice-campeão de 2015, foi professor do Remelexo Brasil e inventou o “Forró Novo”, estilo de Forró que incorpora elementos do Tango em sua corporalidade e repertório.
Marquinho como é conhecido no meio forrozeiro, nasceu em São Paulo, vive em Santo André/SP, gosta de orientar os alunos de forma prática e funcional, observando-os para perceber seus movimentos.
Seus mestres foram Evandro Paz e Cláudio (Buiu) da escola Remelexo Brasil. É um professor detalhista, compenetrado e bastante técnico. Sua dança é divertida, fluida e explosiva, mostrando muito o estilo Remelexo de uma determinada época, com giros soltos e juntos, caminhadas e jogos de pernas, uma dança carregada de torções e molas e com muito contrapeso.
Marquinho diz: “O Forró é uma forma de expressar minha alma na dança, me fez mais humano e presente na vida social.”
História de Marco Greco
Era o ano de 2004 e meu amigo Rafael me convidava incansavelmente para conhecer o Forró, até que um dia resolvi fazer um teste e no mês de dezembro do mesmo ano me apresentei ao Forró: “Olá, Forró, muito prazer, me chamo Marco Greco”. Assim conheci o mundo da dança. Mal sabia eu que o Forró, essa dança que a princípio olhava de longe sem saber bem como se fazia pra dançar, seria a maior responsável por transformar a minha vida para melhor.
Comecei a dançar fazendo aulas no fim de 2004 e encontrei um mestre que me ensinou muitas coisas por anos, percebi logo de partida que ele dava aulas com um jeito diferente, tudo isso depois de uma fase experimental quando passei por alguns locais onde fiz aulas de forró no bairro de Pinheiros na zona oeste de São Paulo, resolvi permanecer com meu professor porque as aulas dele eram muito boas, me senti num processo eficiente de aprendizado e fui evoluindo. Depois de 5 meses de aulas estava fazendo parte do grupo avançado do meu professor e mestre Evandro Paz.
Estava fazendo workshops, dançando nas noites de bailes, fazendo aulas e aprendendo muito. Um ano e meio depois de ter começado a dançar fui ao Festival Nacional de Forró de Itaúnas-ES, lá aumentei meu vício que já era grande pela dança. Continuei a fazer aulas, aprendi mais e vivenciei dois momentos marcantes na minha vida de Forró, o primeiro foi em 2010 quando minha parceira e eu ganhamos o Campeonato Paulista de Forró (COPA Forró) e o segundo foi logo depois desta conquista, quando comecei a dar aulas no Remelexo Brasil a convite do professor Evandro Paz, motivo de realização e muita felicidade no meu processo de evolução na dança. Antes disso eu dava aulas de Forró na empresa onde trabalhava, um projeto que tinha aulas semanais e que foi desde 2007 até 2011 com uma turma de 16 alunos aproximadamente.
Em dezembro de 2005, um ano depois de conhecer o Forró comecei a fazer aulas de tango com a professora Margareth Kardosh e o professor Vitor Costa. Me apaixonei por essa dança argentina maravilhosa, envolvente e sensual e estou envolvido com essa arte até os dias atuais. Em meados de 2012, resolvi unir o Forró com o tango e criei o “Forró Novo”, uma dança que incorpora elementos do tango ao Forró Universitário, aliando técnica e construção de movimentos a dois com o uso da consciência corporal.
Em julho de 2015 fiz o curso de formação de professores de dança do Jaime Arôxa no Rio de Janeiro - RJ, foram cinco dias de aulas intensivas de dança e bailes. Em setembro de 2015 voltei a participar do COPA Forró e minha parceira e eu fomos vice-campeões no campeonato brasileiro de Forró na categoria profissional.
A história que mais me marcou no forró foi quando fui pela primeira vez para Itaúnas-ES em 2006, era o 6o festival de Forró de Itaúnas e estava empolgado para conhecer essa festa de uma semana inteira de muito Forró, sete dias sem parar. Fomos em 4 amigos nesta viagem. A gente dançou muito em tudo o que era oportunidade de praticar a dança.
A gente corria para ficar pronto às 22h em ponto, e sermos os primeiros a entrar no Forró. Ao entrar no Bar Forró o Trio Dona Zefa já tinha começado a tocar num palco que aos poucos ia ganhando uma plateia cativante e fiel. O trio sempre nos saudava, porque éramos sempre os primeiros a entrar, do palco eles diziam: “olha lá eles de novo estreando a pista em mais uma noite cheia de forró.” Isso me marcou muito porque o carinho e o reconhecimento que a gente tinha pelo trio era enorme e eles notaram a gente e falaram da gente.
O Forró tem essa magia de verdadeiramente aproximar as pessoas. Não é só porque um trio está tocando que ele é intocável, rsrs. Os trios e grupos musicais de forró se envolvem muito com o público, de uma forma calorosa demais. Numa das tardes daquele 2006 em Itaúnas, na praia, tiramos uma foto com o Mestre Zinho, uma figura especial demais para a música nordestina. Guardo com carinho essas lembranças dessa viagem maravilhosa que fiz com bons amigos para Itaúnas.
Hoje, olho para esse percurso e presto sinceros agradecimentos aos meus professores e mestres que têm mais estrada do que eu na dança, cada um com seu estilo e que me ajudaram neste processo. Sinto-me um aprendiz e pesquisador que a cada nova dança e a cada novo movimento ou estilo agregado vai ganhando possibilidades e conhecimento. A dança tem um poder incrível na vida das pessoas, no meu caso ela me trouxe de volta para a vida.
Alguns trabalhos de Marco Greco: Apresentação em campeonato de forró, COPA Forró de 2010 (https://www.youtube.com/watch?v=3KikNOlrNoc). Marquinho e Natalie dançando na final da classificatória do Remelexo Brasil para o COPA forró 2010, dia 19/08/2010. Apresentação em palco, forró https://www.youtube.com/watch?v=icLc6l2nwnk. Apresentação em palco, forró https://www.youtube.com/watch?v=icLc6l2nwnk . Marquinho e Erika dançaram no CEU Butantã dia 21/08/10 na 1a Dança Vocacional. Aula de dança em Campinas-SP, grupo avançado de forró universitário aos domingos de manhã, demonstração do passo da aula https://youtu.be/d0Q1fk4Z-BM?list=PLuhEpCfqXC5Vhrgi5M61VhsfpfrwSHpDK
O Marquinho, forrozeiro desde 2005, ao longo desses anos, virou pai em 2016. Mas antes disso tudo, ele tinha se formado em engenharia civil em 2002. Hoje ele estuda para concursos públicos na sua área de formação.
Tem como a maior paixão de sua vida como empreendedor, dar aulas de Forró. Ademais, cuidar do filho é algo que ele faz com muito amor, destacando o momento atual onde o filho de 5 anos reside com ele, demandando muita emoção, dedicação e amor para essa relação de pai & filho. Educar, prover e estar presente na vida do filho é algo que Marquinho faz com total entrega, sem receios, porque sabe que a presença é o que faz toda a diferença.
Esse mesmo amor e entrega pela família, Marquinho tem pelo forró, que mesmo após uma pandemia que … “não acabou”, mas que tem medidas menos restritivas, sobra vontade e disposição pra dar mais aulas e dançar o Forró que é bom demais e alegra ainda mais o dia a dia de todos que se envolvem com essa dança.
Projeto: Forró Novo
Cidade onde nasceu: São Paulo
Cidade onde vive: Santo André
Profissão: professor de Forró Dança e Engenheiro Civil
No Forró desde: 2004
Hábitos Forrozeiros: Vou ao Forró de bermuda e camiseta básica. Consumo muita água.
“Forró para mim é uma forma de expressar minha alma na dança. O Forró me fez mais humano e presente na vida social”.
Marco Greco é professor de Forró Dança, dançarino e frequentador do Forró. Campeão da Copa Forró do ano de 2010 e vice-campeão de 2015, foi professor do Remelexo Brasil e inventou o “Forró Novo”, estilo de Forró que incorpora elementos do Tango em sua corporalidade e repertório.
Marquinho como é conhecido no meio forrozeiro, nasceu em São Paulo, vive em Santo André/SP, gosta de orientar os alunos de forma prática e funcional, observando-os para perceber seus movimentos.
Seus mestres foram Evandro Paz e Cláudio (Buiu) da escola Remelexo Brasil. É um professor detalhista, compenetrado e bastante técnico. Sua dança é divertida, fluida e explosiva, mostrando muito o estilo Remelexo de uma determinada época, com giros soltos e juntos, caminhadas e jogos de pernas, uma dança carregada de torções e molas e com muito contrapeso.
Marquinho diz: “O Forró é uma forma de expressar minha alma na dança, me fez mais humano e presente na vida social.”
História de Marco Greco
Era o ano de 2004 e meu amigo Rafael me convidava incansavelmente para conhecer o Forró, até que um dia resolvi fazer um teste e no mês de dezembro do mesmo ano me apresentei ao Forró: “Olá, Forró, muito prazer, me chamo Marco Greco”. Assim conheci o mundo da dança. Mal sabia eu que o Forró, essa dança que a princípio olhava de longe sem saber bem como se fazia pra dançar, seria a maior responsável por transformar a minha vida para melhor.
Comecei a dançar fazendo aulas no fim de 2004 e encontrei um mestre que me ensinou muitas coisas por anos, percebi logo de partida que ele dava aulas com um jeito diferente, tudo isso depois de uma fase experimental quando passei por alguns locais onde fiz aulas de forró no bairro de Pinheiros na zona oeste de São Paulo, resolvi permanecer com meu professor porque as aulas dele eram muito boas, me senti num processo eficiente de aprendizado e fui evoluindo. Depois de 5 meses de aulas estava fazendo parte do grupo avançado do meu professor e mestre Evandro Paz.
Estava fazendo workshops, dançando nas noites de bailes, fazendo aulas e aprendendo muito. Um ano e meio depois de ter começado a dançar fui ao Festival Nacional de Forró de Itaúnas-ES, lá aumentei meu vício que já era grande pela dança. Continuei a fazer aulas, aprendi mais e vivenciei dois momentos marcantes na minha vida de Forró, o primeiro foi em 2010 quando minha parceira e eu ganhamos o Campeonato Paulista de Forró (COPA Forró) e o segundo foi logo depois desta conquista, quando comecei a dar aulas no Remelexo Brasil a convite do professor Evandro Paz, motivo de realização e muita felicidade no meu processo de evolução na dança. Antes disso eu dava aulas de Forró na empresa onde trabalhava, um projeto que tinha aulas semanais e que foi desde 2007 até 2011 com uma turma de 16 alunos aproximadamente.
Em dezembro de 2005, um ano depois de conhecer o Forró comecei a fazer aulas de tango com a professora Margareth Kardosh e o professor Vitor Costa. Me apaixonei por essa dança argentina maravilhosa, envolvente e sensual e estou envolvido com essa arte até os dias atuais. Em meados de 2012, resolvi unir o Forró com o tango e criei o “Forró Novo”, uma dança que incorpora elementos do tango ao Forró Universitário, aliando técnica e construção de movimentos a dois com o uso da consciência corporal.
Em julho de 2015 fiz o curso de formação de professores de dança do Jaime Arôxa no Rio de Janeiro - RJ, foram cinco dias de aulas intensivas de dança e bailes. Em setembro de 2015 voltei a participar do COPA Forró e minha parceira e eu fomos vice-campeões no campeonato brasileiro de Forró na categoria profissional.
A história que mais me marcou no forró foi quando fui pela primeira vez para Itaúnas-ES em 2006, era o 6o festival de Forró de Itaúnas e estava empolgado para conhecer essa festa de uma semana inteira de muito Forró, sete dias sem parar. Fomos em 4 amigos nesta viagem. A gente dançou muito em tudo o que era oportunidade de praticar a dança.
A gente corria para ficar pronto às 22h em ponto, e sermos os primeiros a entrar no Forró. Ao entrar no Bar Forró o Trio Dona Zefa já tinha começado a tocar num palco que aos poucos ia ganhando uma plateia cativante e fiel. O trio sempre nos saudava, porque éramos sempre os primeiros a entrar, do palco eles diziam: “olha lá eles de novo estreando a pista em mais uma noite cheia de forró.” Isso me marcou muito porque o carinho e o reconhecimento que a gente tinha pelo trio era enorme e eles notaram a gente e falaram da gente.
O Forró tem essa magia de verdadeiramente aproximar as pessoas. Não é só porque um trio está tocando que ele é intocável, rsrs. Os trios e grupos musicais de forró se envolvem muito com o público, de uma forma calorosa demais. Numa das tardes daquele 2006 em Itaúnas, na praia, tiramos uma foto com o Mestre Zinho, uma figura especial demais para a música nordestina. Guardo com carinho essas lembranças dessa viagem maravilhosa que fiz com bons amigos para Itaúnas.
Hoje, olho para esse percurso e presto sinceros agradecimentos aos meus professores e mestres que têm mais estrada do que eu na dança, cada um com seu estilo e que me ajudaram neste processo. Sinto-me um aprendiz e pesquisador que a cada nova dança e a cada novo movimento ou estilo agregado vai ganhando possibilidades e conhecimento. A dança tem um poder incrível na vida das pessoas, no meu caso ela me trouxe de volta para a vida.
Alguns trabalhos de Marco Greco: Apresentação em campeonato de forró, COPA Forró de 2010 (https://www.youtube.com/watch?v=3KikNOlrNoc). Marquinho e Natalie dançando na final da classificatória do Remelexo Brasil para o COPA forró 2010, dia 19/08/2010. Apresentação em palco, forró https://www.youtube.com/watch?v=icLc6l2nwnk. Apresentação em palco, forró https://www.youtube.com/watch?v=icLc6l2nwnk . Marquinho e Erika dançaram no CEU Butantã dia 21/08/10 na 1a Dança Vocacional. Aula de dança em Campinas-SP, grupo avançado de forró universitário aos domingos de manhã, demonstração do passo da aula https://youtu.be/d0Q1fk4Z-BM?list=PLuhEpCfqXC5Vhrgi5M61VhsfpfrwSHpDK
O Marquinho, forrozeiro desde 2005, ao longo desses anos, virou pai em 2016. Mas antes disso tudo, ele tinha se formado em engenharia civil em 2002. Hoje ele estuda para concursos públicos na sua área de formação.
Tem como a maior paixão de sua vida como empreendedor, dar aulas de Forró. Ademais, cuidar do filho é algo que ele faz com muito amor, destacando o momento atual onde o filho de 5 anos reside com ele, demandando muita emoção, dedicação e amor para essa relação de pai & filho. Educar, prover e estar presente na vida do filho é algo que Marquinho faz com total entrega, sem receios, porque sabe que a presença é o que faz toda a diferença.
Esse mesmo amor e entrega pela família, Marquinho tem pelo forró, que mesmo após uma pandemia que … “não acabou”, mas que tem medidas menos restritivas, sobra vontade e disposição pra dar mais aulas e dançar o Forró que é bom demais e alegra ainda mais o dia a dia de todos que se envolvem com essa dança.

Natália Militão . FUÁ ESCOLA DE DANÇA
Natália Militão
“O Forró é tanto pra mim! É a minha vida pessoal e profissional, ou seja, tudo! No pessoal me traz o lazer, amigos, a paz de dançar e ser minha meditação diária. No profissional me atiça a vontade de estudar e evoluir tanto na dança quanto na didática e metodologia como professora. Proporciona também usar meu lado publicitário em divulgação e marketing, e de poder difundir essa cultura Brasil pelo mundo afora de uma forma bem Fuá, alegre, com conteúdo de dança e com uma pitada de feminismo.
O Forró trouxe uma revolução na minha vida profissional. Gostei tanto que fui me aprofundando até abrir uma escola e viver dele <3 Me trouxe também um estilo de vida novo, a vibe do Forró cativa tanto que quando a gente procura esta energia em outros lugares, não acha: ficamos viciados nesse ritmo ragatanga! Quando a gente vê, só tem amigo forrozeiro e só sai de casa para ir ao Forró - e é uma delícia, por isso o Forró está cativando o mundo, uma vibe e pessoas sem igual.”
Nasci 13/07/1991, em São Paulo, cidade onde vivo. Sou dançarina profissional, professora de Forró Dança e líder da escola de dança Fuá, atuo no Forró desde 2010. No início da minha carreira me apaixonei por passos de pernas, me encantava transitar por pernas e giros, por isso, desde então, estudo estes movimentos. Mais pra frente comecei a estudar o estilo Roots. Hoje em dia estudo Pé-de-serra, Roots e Universitário. A criatividade de misturar os 3 estilos e a versatilidade de se adaptar e dançar aos diferentes participantes da balada me encanta.
Uma história que me marcou a vida de forrozeira foi o show do Mestrinho com Nikolas Krassik, no Rootstock em BH em 2017. Era o último show da noite, estava amanhecendo já, a galera sentada esperando a banda começar. Quando eles entraram, levantaram todos os “defuntos”, uma energia, uma arte, que arrepiou, emocionou, até hoje o melhor show da minha vida, não consigo explicar.
Conheci o Forró na faculdade de Publicidade e Propaganda em 2010, cursei 2 anos de aula de dança e comecei a lecionar Forró para turma iniciante nessa mesma escola. Desde então, o Forró se tornou meu vício, e dar aulas, minha nova paixão. Depois de 2 anos lecionando para grupos fechados e aulas particulares, em meados de 2014 resolvi concretizar meu novo sonho abrindo minha escola de Forró, a Fuá, que hoje é uma das escolas mais conhecidas nacional e internacionalmente.
Desafiadora e empreendedora, sempre procurei cursos profissionalizantes para me desenvolver como conduzida e como condutora, além de aprimorar minha metodologia de ensino e incorporar outros estilos de Forró.
Minha rotina de trabalho consiste em cada semana: dar aulas particulares e aulas em grupo na Fuá, acompanhar as aulas de Gafieira e Roots com nossos parceiros, cuidar da contabilidade, recebimentos, cronogramas de postagens, fazer a arte das postagens, treinar a equipe Fuá, treino próprio e estudos.
Minha metodologia de ensino: cada nível na Fuá tem seu cronograma de passos, realizado em ordem crescente de dificuldade. Um cronograma bem montado facilita a absorção dos passos corporalmente, e assim, facilita o aprendizado.
Prezamos pela didática de utilizar todos o sentidos possíveis na hora do aprendizado:
Audição: cantar os passos em voz alta e contar o tempo
Visão: mostrar como o passo é feito
Tato: fazer o aluno praticar o passo e ajudá-lo
Olfato: passar perfume para o cheiro não desconcentrar, rsrs, brincadeira.
Prestamos atenção na forma que cada aluno aprender para facilitar o desenvolvimento individual, exemplo: tem gente que é mais visual, por isso, se a pessoa tem dúvida, mostramos mais vezes o passo para melhor retenção do conhecimento, além de estudarmos a melhor maneira de passar o movimento, prestando atenção aos detalhes que fazem toda a diferença na hora da execução.
Eu fiz muitos cursos e estudo até hoje para dar aulas. Minhas principais influências no Forró foram, no início da minha carreira, o Ivan Ribeiro, falando sobre didática e metodologia de ensino. No início da minha carreira também o Pé Descalço me influenciou no quesito escola de Forró, vi que era capaz de existir uma escola apenas de Forró e gerida por jovens, e isso me inspirou a abrir a minha, na época. O Ayo Barbosa me mostrou a criatividade de dançar Forró com passos de pernas, achei tão legal que incluí no meu estilo de dança.
Hoje a Fuá conta com 2 unidades, sendo 1 em São Paulo e 1 em São Caetano e
cursos online. Eu conduzi também diversos workshops e atuei em grandes festivais de Forró nacionais, como Martinha Roots e Nata Forrozeira e internacionais como o Forró de Nice
na França, além de participar de festivais online durante a pandemia para os países: Chile, EUA (em Nova York e Boston) e para o Forró de Colônia na Alemanha. Atuei também dando workshops para a Virada Cultural, SESCs e TV Globo, e me apresentei na TV Gazeta. Sou iniciada na dança através do ballet, mas encontrei minha verdadeira paixão no Forró, onde fui explorar melhor o meu corpo de bailarina com uma postura impecável e giros bem marcados."
“O Forró é tanto pra mim! É a minha vida pessoal e profissional, ou seja, tudo! No pessoal me traz o lazer, amigos, a paz de dançar e ser minha meditação diária. No profissional me atiça a vontade de estudar e evoluir tanto na dança quanto na didática e metodologia como professora. Proporciona também usar meu lado publicitário em divulgação e marketing, e de poder difundir essa cultura Brasil pelo mundo afora de uma forma bem Fuá, alegre, com conteúdo de dança e com uma pitada de feminismo.
O Forró trouxe uma revolução na minha vida profissional. Gostei tanto que fui me aprofundando até abrir uma escola e viver dele <3 Me trouxe também um estilo de vida novo, a vibe do Forró cativa tanto que quando a gente procura esta energia em outros lugares, não acha: ficamos viciados nesse ritmo ragatanga! Quando a gente vê, só tem amigo forrozeiro e só sai de casa para ir ao Forró - e é uma delícia, por isso o Forró está cativando o mundo, uma vibe e pessoas sem igual.”
Nasci 13/07/1991, em São Paulo, cidade onde vivo. Sou dançarina profissional, professora de Forró Dança e líder da escola de dança Fuá, atuo no Forró desde 2010. No início da minha carreira me apaixonei por passos de pernas, me encantava transitar por pernas e giros, por isso, desde então, estudo estes movimentos. Mais pra frente comecei a estudar o estilo Roots. Hoje em dia estudo Pé-de-serra, Roots e Universitário. A criatividade de misturar os 3 estilos e a versatilidade de se adaptar e dançar aos diferentes participantes da balada me encanta.
Uma história que me marcou a vida de forrozeira foi o show do Mestrinho com Nikolas Krassik, no Rootstock em BH em 2017. Era o último show da noite, estava amanhecendo já, a galera sentada esperando a banda começar. Quando eles entraram, levantaram todos os “defuntos”, uma energia, uma arte, que arrepiou, emocionou, até hoje o melhor show da minha vida, não consigo explicar.
Conheci o Forró na faculdade de Publicidade e Propaganda em 2010, cursei 2 anos de aula de dança e comecei a lecionar Forró para turma iniciante nessa mesma escola. Desde então, o Forró se tornou meu vício, e dar aulas, minha nova paixão. Depois de 2 anos lecionando para grupos fechados e aulas particulares, em meados de 2014 resolvi concretizar meu novo sonho abrindo minha escola de Forró, a Fuá, que hoje é uma das escolas mais conhecidas nacional e internacionalmente.
Desafiadora e empreendedora, sempre procurei cursos profissionalizantes para me desenvolver como conduzida e como condutora, além de aprimorar minha metodologia de ensino e incorporar outros estilos de Forró.
Minha rotina de trabalho consiste em cada semana: dar aulas particulares e aulas em grupo na Fuá, acompanhar as aulas de Gafieira e Roots com nossos parceiros, cuidar da contabilidade, recebimentos, cronogramas de postagens, fazer a arte das postagens, treinar a equipe Fuá, treino próprio e estudos.
Minha metodologia de ensino: cada nível na Fuá tem seu cronograma de passos, realizado em ordem crescente de dificuldade. Um cronograma bem montado facilita a absorção dos passos corporalmente, e assim, facilita o aprendizado.
Prezamos pela didática de utilizar todos o sentidos possíveis na hora do aprendizado:
Audição: cantar os passos em voz alta e contar o tempo
Visão: mostrar como o passo é feito
Tato: fazer o aluno praticar o passo e ajudá-lo
Olfato: passar perfume para o cheiro não desconcentrar, rsrs, brincadeira.
Prestamos atenção na forma que cada aluno aprender para facilitar o desenvolvimento individual, exemplo: tem gente que é mais visual, por isso, se a pessoa tem dúvida, mostramos mais vezes o passo para melhor retenção do conhecimento, além de estudarmos a melhor maneira de passar o movimento, prestando atenção aos detalhes que fazem toda a diferença na hora da execução.
Eu fiz muitos cursos e estudo até hoje para dar aulas. Minhas principais influências no Forró foram, no início da minha carreira, o Ivan Ribeiro, falando sobre didática e metodologia de ensino. No início da minha carreira também o Pé Descalço me influenciou no quesito escola de Forró, vi que era capaz de existir uma escola apenas de Forró e gerida por jovens, e isso me inspirou a abrir a minha, na época. O Ayo Barbosa me mostrou a criatividade de dançar Forró com passos de pernas, achei tão legal que incluí no meu estilo de dança.
Hoje a Fuá conta com 2 unidades, sendo 1 em São Paulo e 1 em São Caetano e
cursos online. Eu conduzi também diversos workshops e atuei em grandes festivais de Forró nacionais, como Martinha Roots e Nata Forrozeira e internacionais como o Forró de Nice
na França, além de participar de festivais online durante a pandemia para os países: Chile, EUA (em Nova York e Boston) e para o Forró de Colônia na Alemanha. Atuei também dando workshops para a Virada Cultural, SESCs e TV Globo, e me apresentei na TV Gazeta. Sou iniciada na dança através do ballet, mas encontrei minha verdadeira paixão no Forró, onde fui explorar melhor o meu corpo de bailarina com uma postura impecável e giros bem marcados."

Bond Dance
Prof. Bond Dance
"Meu nome é Valmiro Gomes, nasci em Mato Grosso, na cidade de Pedro Gomes em 26/05/1964 e vivo em São Paulo/SP há 52 anos. Meu nome artístico é Mestre Bond Boca na capoeira e Prof Bond Dance na Dança de Salão. Atuo no Forró há 30 anos. como frequentador, professor de dança e líder do espaço Núcleo de Danças Estilo e Swing. Conheci o Forró na periferia de São Paulo, meu pai e minha mãe são nordestinos. Também sou músico nas horas vagas com o Projeto Ação Solidária. Faço visitas em casa de repouso levando música ao vivo para os idosos.
Eu pratico o Forró Raiz, Forró Urbano, Forró Universitário, Forró Eletrônico/Estilizado, Piseiro, Forró Dança de Salão, MPB e o Forró Pé de Serra. Eu danço o Forró universitário, Pé-de-serra, xaxado, baião, arrastapé, e frequento todas as baladas. Desenvolvo as aulas conforme a necessidade do cliente. No nível iniciante, intermediário e avançado.
Participei como dançarino em várias bandas de Forró. Ministro aulas no meu estúdio próprio, escolas, casas de culturas, e hoje faço parte do Fórum do Forró e do Forró Dança de São Paulo.
Comecei a capoeira em 1980 e a dançar em 1982, Forró e outros ritmos de dança de salão. Em 1994 o Forró tornou-se algo mais forte para mim, e neste mesmo ano abriu o Projeto Equilíbrio em Pinheiros e o Prof Wagner, dono deste espaço, convidava a mim e outros capoeiristas para fazermos volume naquela balada.
Os capoeiristas fortaleceram o público de adolescentes e universitários que começaram a ir naquela festa. Quinta e sexta feira a partir das 22h começava a balada com trio de forrozeiros e convidados e os adolescentes não sabiam nada... nós que já dançávamos, chamávamos as meninas para dançar. Elas ficavam maravilhadas com a dança e como a gente dançava Samba Rock, aos poucos fomos inserindo movimentos de braços e giros no Forró.
Os adolescentes ficavam doidos para dançar e não sabiam. Com isso as escolas de dança de salão começaram a ter o público de adolescentes para aprender o Forró e o que era só “dois pra lá e dois pra cá” começou a se transformar. A massa da vez eram os universitários. Anos antes, o Forró era só para os mais velhos e nordestinos e a partir de então, o Forró tomou uma nova roupagem em São Paulo. Sinto-me participante desta mudança e contribuidor da nação do Forró neste sentido.
Naquela época se iniciou uma nova transformação no bairro de Pinheiros: mais casas de Forró abriram como: Remelexo, Canto da Ema, KVA e outras. Elas começaram a fazer um esquenta de aulas antes do baile, participei desta época que o Forró não tinha movimentações de giros e inserimos os giros no Forró Universitário, que vieram do Samba Rock, no entanto, adicionamos os giros na dança, mas tivemos o cuidado para que o Forró não perdesse a suas raízes.
Eu realmente comecei a dar aula profissionalmente em 1998 quando abri o meu estúdio no Jardim Dom José, na rua Botucatu, 254, no Embu das Artes e o outro espaço itinerante no condomínio Verde Oliva, na Rua da Matriz, 209, Santo Amaro.
As aulas mais cheias de Dança de Salão são o Forró e o Sertanejo, porém, foi o ritmo nordestino que se espalhou pelo mundo através da linda arte de dançar a dois! O Forró é uma dança popular de origem nordestina, acompanhada da música, que possui o mesmo nome da dança. A música possui temática ligada aos aspectos culturais e cotidianos da região Nordeste do Brasil. O Forró se utiliza dos instrumentos musicais: triângulo, sanfona e zabumba. De acordo com pesquisadores, o Forró surgiu no século XIX. Nesta época, como as pistas de dança eram de barro batido, era necessário molhá-las antes, para que a poeira não se levantasse. As pessoas dançavam arrastando os pés para evitar que a poeira subisse.”
A origem do nome forró tem várias versões, a palavra Forró deriva da abreviação de forrobodó, que significa arrasta-pé, confusão, farra. Uma das principais características do forró é o ato de arrastar os pés durante a dança. Esta é realizada por casais, que dançam com os corpos bem colados, transmitindo sensualidade.
Embora seja tipicamente nordestino, o Forró espalhou-se pelo Brasil fazendo grande sucesso. Foram os migrantes nordestinos que espalharam o Forró, principalmente nas décadas de 1960 e 1970. Atualmente, existem vários gêneros de Forró: Forró eletrônico, Forró tradicional, Forró universitário e o Forró-pé-de-serra.
Bond completa: “Para quem busca bem-estar, autoconfiança e qualidade de vida, qualquer momento é propício para cuidar da saúde. Até mesmo em um simples Forró, dança brasileira tão tradicional em nossas festas juninas, é possível tirar bons proveitos para o nosso corpo. Tanto que, atualmente, diversas academias de ginástica passaram a implantar a prática dentre as aulas de atividades aeróbicas oferecidas para quem deseja tonificar os músculos, principalmente das pernas, e para quem precisa perder calorias de forma natural e extremamente prazerosa”.
Dançar é uma atividade incrível para a saúde. E, muito mais do que meros "dois pra lá e dois pra cá", o Forró está enraizado na cultura brasileira. O som feito por triângulos, zabumbas e sanfonas, traz melodias agradáveis, dançantes e muito animadas para praticar a dois. As razões principais pelas quais o Forró contagia as academias são os seus benefícios para a saúde e a maneira como o ritmo embala naturalmente o corpo dos praticantes.
O Forró ganhou espaço nas academias por ser uma atividade que ajuda na melhora da coordenação motora e, praticado com frequência, ajuda no fortalecimento muscular, principalmente das pernas. Além disso, atua naturalmente no alívio do estresse, por ser uma dança alegre, e quando o praticante mantém uma regularidade, contribui com a perda de peso.
O Forró é um ritmo musical e uma dança muito popular no Nordeste brasileiro. Possui influência das danças europeias de salão misturado aos ritmos e balanços africanos. Sinto-me contemplado de passar esta linguagem nordestina para meus alunos, sugerindo que os mesmos frequentem as baladas de Forró para que nunca o nosso Forró deixe de ser praticado e fortalecido."
"Meu nome é Valmiro Gomes, nasci em Mato Grosso, na cidade de Pedro Gomes em 26/05/1964 e vivo em São Paulo/SP há 52 anos. Meu nome artístico é Mestre Bond Boca na capoeira e Prof Bond Dance na Dança de Salão. Atuo no Forró há 30 anos. como frequentador, professor de dança e líder do espaço Núcleo de Danças Estilo e Swing. Conheci o Forró na periferia de São Paulo, meu pai e minha mãe são nordestinos. Também sou músico nas horas vagas com o Projeto Ação Solidária. Faço visitas em casa de repouso levando música ao vivo para os idosos.
Eu pratico o Forró Raiz, Forró Urbano, Forró Universitário, Forró Eletrônico/Estilizado, Piseiro, Forró Dança de Salão, MPB e o Forró Pé de Serra. Eu danço o Forró universitário, Pé-de-serra, xaxado, baião, arrastapé, e frequento todas as baladas. Desenvolvo as aulas conforme a necessidade do cliente. No nível iniciante, intermediário e avançado.
Participei como dançarino em várias bandas de Forró. Ministro aulas no meu estúdio próprio, escolas, casas de culturas, e hoje faço parte do Fórum do Forró e do Forró Dança de São Paulo.
Comecei a capoeira em 1980 e a dançar em 1982, Forró e outros ritmos de dança de salão. Em 1994 o Forró tornou-se algo mais forte para mim, e neste mesmo ano abriu o Projeto Equilíbrio em Pinheiros e o Prof Wagner, dono deste espaço, convidava a mim e outros capoeiristas para fazermos volume naquela balada.
Os capoeiristas fortaleceram o público de adolescentes e universitários que começaram a ir naquela festa. Quinta e sexta feira a partir das 22h começava a balada com trio de forrozeiros e convidados e os adolescentes não sabiam nada... nós que já dançávamos, chamávamos as meninas para dançar. Elas ficavam maravilhadas com a dança e como a gente dançava Samba Rock, aos poucos fomos inserindo movimentos de braços e giros no Forró.
Os adolescentes ficavam doidos para dançar e não sabiam. Com isso as escolas de dança de salão começaram a ter o público de adolescentes para aprender o Forró e o que era só “dois pra lá e dois pra cá” começou a se transformar. A massa da vez eram os universitários. Anos antes, o Forró era só para os mais velhos e nordestinos e a partir de então, o Forró tomou uma nova roupagem em São Paulo. Sinto-me participante desta mudança e contribuidor da nação do Forró neste sentido.
Naquela época se iniciou uma nova transformação no bairro de Pinheiros: mais casas de Forró abriram como: Remelexo, Canto da Ema, KVA e outras. Elas começaram a fazer um esquenta de aulas antes do baile, participei desta época que o Forró não tinha movimentações de giros e inserimos os giros no Forró Universitário, que vieram do Samba Rock, no entanto, adicionamos os giros na dança, mas tivemos o cuidado para que o Forró não perdesse a suas raízes.
Eu realmente comecei a dar aula profissionalmente em 1998 quando abri o meu estúdio no Jardim Dom José, na rua Botucatu, 254, no Embu das Artes e o outro espaço itinerante no condomínio Verde Oliva, na Rua da Matriz, 209, Santo Amaro.
As aulas mais cheias de Dança de Salão são o Forró e o Sertanejo, porém, foi o ritmo nordestino que se espalhou pelo mundo através da linda arte de dançar a dois! O Forró é uma dança popular de origem nordestina, acompanhada da música, que possui o mesmo nome da dança. A música possui temática ligada aos aspectos culturais e cotidianos da região Nordeste do Brasil. O Forró se utiliza dos instrumentos musicais: triângulo, sanfona e zabumba. De acordo com pesquisadores, o Forró surgiu no século XIX. Nesta época, como as pistas de dança eram de barro batido, era necessário molhá-las antes, para que a poeira não se levantasse. As pessoas dançavam arrastando os pés para evitar que a poeira subisse.”
A origem do nome forró tem várias versões, a palavra Forró deriva da abreviação de forrobodó, que significa arrasta-pé, confusão, farra. Uma das principais características do forró é o ato de arrastar os pés durante a dança. Esta é realizada por casais, que dançam com os corpos bem colados, transmitindo sensualidade.
Embora seja tipicamente nordestino, o Forró espalhou-se pelo Brasil fazendo grande sucesso. Foram os migrantes nordestinos que espalharam o Forró, principalmente nas décadas de 1960 e 1970. Atualmente, existem vários gêneros de Forró: Forró eletrônico, Forró tradicional, Forró universitário e o Forró-pé-de-serra.
Bond completa: “Para quem busca bem-estar, autoconfiança e qualidade de vida, qualquer momento é propício para cuidar da saúde. Até mesmo em um simples Forró, dança brasileira tão tradicional em nossas festas juninas, é possível tirar bons proveitos para o nosso corpo. Tanto que, atualmente, diversas academias de ginástica passaram a implantar a prática dentre as aulas de atividades aeróbicas oferecidas para quem deseja tonificar os músculos, principalmente das pernas, e para quem precisa perder calorias de forma natural e extremamente prazerosa”.
Dançar é uma atividade incrível para a saúde. E, muito mais do que meros "dois pra lá e dois pra cá", o Forró está enraizado na cultura brasileira. O som feito por triângulos, zabumbas e sanfonas, traz melodias agradáveis, dançantes e muito animadas para praticar a dois. As razões principais pelas quais o Forró contagia as academias são os seus benefícios para a saúde e a maneira como o ritmo embala naturalmente o corpo dos praticantes.
O Forró ganhou espaço nas academias por ser uma atividade que ajuda na melhora da coordenação motora e, praticado com frequência, ajuda no fortalecimento muscular, principalmente das pernas. Além disso, atua naturalmente no alívio do estresse, por ser uma dança alegre, e quando o praticante mantém uma regularidade, contribui com a perda de peso.
O Forró é um ritmo musical e uma dança muito popular no Nordeste brasileiro. Possui influência das danças europeias de salão misturado aos ritmos e balanços africanos. Sinto-me contemplado de passar esta linguagem nordestina para meus alunos, sugerindo que os mesmos frequentem as baladas de Forró para que nunca o nosso Forró deixe de ser praticado e fortalecido."

Lydio Neto
Lydio Neto
Cidade em que nasceu: Santo Amaro da Purificação/BA
Cidade onde vive: São Paulo/SP
Profissão: professor de Forró Dança
No Forró desde: 2012
Hábitos Forrozeiros: roupas leves ...mas depende do tempo. Se tá frio, algo mais quente. Bebo cerveja, catuaba, quase não como, os forrós que frequento oferecem mais serviço de bar, fora os festivais,
“Forró hoje é minha vida, trabalho com forro que algo q amo ouvir tocar,
e dançar. O Forró me trouxe trabalho me sustento com aulas de Forró, várias viagens incríveis vários amigos, minha parceira que divido a vida, meus alunos que viraram grandes amigos, Forró me traz sempre os melhores sentimentos”
“Danço Forró roots, uma variação do Forró pé-de-serra mais voltado aos passos de perna. Minhas aulas são mais focadas em coisas básicas como corporal, e técnicas que melhorem a postura correção de vícios que atrapalhe o aluno a ter uma boa dança dentro do estilo que eu ensino, assim eles conseguem fazer as movimentações com mais segurança e fluidez
Meus mestres foram grandes professores de salvador como Daniel Marinho, Mardio Costa e Felipe Abreu, e também toda a galera antiga do Forró de Salvador que sempre admirei e de alguma forma contribuíram pra minha dança de hoje em dia, pessoas como: Felipe Carvalho, Serjão Alan Jones, Bruno Fonseca, entre outros ...
Bom, minha história no Forró, ela começa desde pequeno, né? Por ser do interior da Bahia, a cidade chamada Santo Amaro da Purificação, mais ou menos 80 km da capital, eu sempre tive esse contato com o São João. Então, para gente que é do Nordeste, o São João é o maior ponto alto do ano, não é o carnaval, como todos pensam. E a gente adora São João, curtir muitas comidas típicas de São João, as festas de São João, as bebidas de São João, então pra gente é uma festa muito, muito boa, é considerada a melhor festa do ano.
Sempre tive a tradição de passar no interior, fazendo fogueira, de curtir as bandas que a prefeitura contrata para tocar na praça para o público. Bandas como Flávio José, Três do Nordeste, Trio Nordestino, sempre vi esses artistas desde pequeno, né, dançando aquele dois para lá, dois para cá... E o ritmo já vem já dessa época.
E quando eu parti em 2012, 2012, 2013 pra aprender a dançar um Forró mais profissional, eu passei por vários grupos, começei na elite do Forró, que era de Forró Universitário e daí eu vou para o Maria Bonita e Lampião, que era um grupo de Forró mais Pé-de-serra, passei pelos Chineleiros, também um grupo do Mário, pelo Felipe Garcia - Essência Academia de Dança, até chegar no Daniel Marinho e aprender, começar a aprender o Roots, que aí me despertou mais interesse e eu quis continuar nesse segmento, né, do Roots.
Nesse momento eu já tinha começado a dar umas aulas lá, no Maria Bonita Lampião, que eu me tornei monitor. Com final desse grupo tentei dar umas aulas no meu prédio, mas eu já tava para vir para São Paulo, trabalhar como sushiman e foi aqui, frequentando os Forrós, eu vi aqui a galera, pouco se dançava esse estilo e muita gente começou a me procurar, perguntando se eu dava aula, se eu queria dar aula e a partir daí começou a surgir essa ideia de trabalhar com o Forró aqui em São Paulo, mas também tive a oportunidade de viajar para muitos festivais, por aqui ser um lugar mais centralizado e eu ter mais acesso à Espírito Santo, viajar para Belo Horizonte e começar a curtir mais festivais, como o Rootstock, como o Festival de Itaúnas.
E a partir daí, eu comecei a me aprofundar mais no Roots, conhecer outras pessoas que dançavam, outros estilos, outros professores e a partir daí eu comecei a também dar aula nesses Festivais, né? Já dei aula no Bar Forró em Itaúnas, no Martinha Roots, já ministrei vários workshops de Forró Roots em São Paulo, escolas como Fuá, já dei aula no próprio Remelexo Brasil e basicamente minha história é essa no Forró.
Bom, acho que a história mais marcante foi, aqui em São Paulo, o meu primeiro festival, que foi o Nata Forrozeira, acho que 2017, onde eu conheci muita gente, vi muita banda que eu só escutava em aula, quando o professor botava as músicas lá pra tocar e a gente dançar e aí eu tive a chance de ver, ao vivo, vários trios que eu admirava muito e ver vários dançarinos ao vivo, né, dançando, Forró no geral, Universitário, Roots, Pé de Serra e foi bem incrível, bem marcante.
Eu lembro que eu, nesse ano, eu estava muito com Felipe Garcia e a gente curtiu muito o festival, ele me apresentou a muitas pessoas, eu acredito que nesse festival, foi 3 a 4 dias de festival, não me recordo direito, mas se eu dormir 6 horas de relógio foi muito, porque eu tava tão em êxtase, que eu, eu não conseguia, não conseguia sair da pista e foi muito incrível e muito marcante.
Itaúnas também, né, Itaúnas, a primeira vez que eu fui em Itaúnas foi incrível, lugar incrível, aquela...eu lembro que eu fui de carro, daqui de São Paulo, com um amigo meu e a gente fez 14 horas, sem parar, daqui até lá, foi de carro, voltou de carro, mas chegou lá, a gente não tava cansado, na energia e já chegou lá e já, já partiu já, já colou na praia, já conheci a vila toda e foi um final de ano também maravilhoso, assim, um dos melhores da minha vida, que eu não me esqueço nunca, minha primeira vez em Itaúnas. E dancei muito Forró, conheci muita gente, então, nossa, é incrível, não tem como descrever, os forrozeiros tem que ir lá, ver a aquela Vila, que realmente é mágica.”
Cidade em que nasceu: Santo Amaro da Purificação/BA
Cidade onde vive: São Paulo/SP
Profissão: professor de Forró Dança
No Forró desde: 2012
Hábitos Forrozeiros: roupas leves ...mas depende do tempo. Se tá frio, algo mais quente. Bebo cerveja, catuaba, quase não como, os forrós que frequento oferecem mais serviço de bar, fora os festivais,
“Forró hoje é minha vida, trabalho com forro que algo q amo ouvir tocar,
e dançar. O Forró me trouxe trabalho me sustento com aulas de Forró, várias viagens incríveis vários amigos, minha parceira que divido a vida, meus alunos que viraram grandes amigos, Forró me traz sempre os melhores sentimentos”
“Danço Forró roots, uma variação do Forró pé-de-serra mais voltado aos passos de perna. Minhas aulas são mais focadas em coisas básicas como corporal, e técnicas que melhorem a postura correção de vícios que atrapalhe o aluno a ter uma boa dança dentro do estilo que eu ensino, assim eles conseguem fazer as movimentações com mais segurança e fluidez
Meus mestres foram grandes professores de salvador como Daniel Marinho, Mardio Costa e Felipe Abreu, e também toda a galera antiga do Forró de Salvador que sempre admirei e de alguma forma contribuíram pra minha dança de hoje em dia, pessoas como: Felipe Carvalho, Serjão Alan Jones, Bruno Fonseca, entre outros ...
Bom, minha história no Forró, ela começa desde pequeno, né? Por ser do interior da Bahia, a cidade chamada Santo Amaro da Purificação, mais ou menos 80 km da capital, eu sempre tive esse contato com o São João. Então, para gente que é do Nordeste, o São João é o maior ponto alto do ano, não é o carnaval, como todos pensam. E a gente adora São João, curtir muitas comidas típicas de São João, as festas de São João, as bebidas de São João, então pra gente é uma festa muito, muito boa, é considerada a melhor festa do ano.
Sempre tive a tradição de passar no interior, fazendo fogueira, de curtir as bandas que a prefeitura contrata para tocar na praça para o público. Bandas como Flávio José, Três do Nordeste, Trio Nordestino, sempre vi esses artistas desde pequeno, né, dançando aquele dois para lá, dois para cá... E o ritmo já vem já dessa época.
E quando eu parti em 2012, 2012, 2013 pra aprender a dançar um Forró mais profissional, eu passei por vários grupos, começei na elite do Forró, que era de Forró Universitário e daí eu vou para o Maria Bonita e Lampião, que era um grupo de Forró mais Pé-de-serra, passei pelos Chineleiros, também um grupo do Mário, pelo Felipe Garcia - Essência Academia de Dança, até chegar no Daniel Marinho e aprender, começar a aprender o Roots, que aí me despertou mais interesse e eu quis continuar nesse segmento, né, do Roots.
Nesse momento eu já tinha começado a dar umas aulas lá, no Maria Bonita Lampião, que eu me tornei monitor. Com final desse grupo tentei dar umas aulas no meu prédio, mas eu já tava para vir para São Paulo, trabalhar como sushiman e foi aqui, frequentando os Forrós, eu vi aqui a galera, pouco se dançava esse estilo e muita gente começou a me procurar, perguntando se eu dava aula, se eu queria dar aula e a partir daí começou a surgir essa ideia de trabalhar com o Forró aqui em São Paulo, mas também tive a oportunidade de viajar para muitos festivais, por aqui ser um lugar mais centralizado e eu ter mais acesso à Espírito Santo, viajar para Belo Horizonte e começar a curtir mais festivais, como o Rootstock, como o Festival de Itaúnas.
E a partir daí, eu comecei a me aprofundar mais no Roots, conhecer outras pessoas que dançavam, outros estilos, outros professores e a partir daí eu comecei a também dar aula nesses Festivais, né? Já dei aula no Bar Forró em Itaúnas, no Martinha Roots, já ministrei vários workshops de Forró Roots em São Paulo, escolas como Fuá, já dei aula no próprio Remelexo Brasil e basicamente minha história é essa no Forró.
Bom, acho que a história mais marcante foi, aqui em São Paulo, o meu primeiro festival, que foi o Nata Forrozeira, acho que 2017, onde eu conheci muita gente, vi muita banda que eu só escutava em aula, quando o professor botava as músicas lá pra tocar e a gente dançar e aí eu tive a chance de ver, ao vivo, vários trios que eu admirava muito e ver vários dançarinos ao vivo, né, dançando, Forró no geral, Universitário, Roots, Pé de Serra e foi bem incrível, bem marcante.
Eu lembro que eu, nesse ano, eu estava muito com Felipe Garcia e a gente curtiu muito o festival, ele me apresentou a muitas pessoas, eu acredito que nesse festival, foi 3 a 4 dias de festival, não me recordo direito, mas se eu dormir 6 horas de relógio foi muito, porque eu tava tão em êxtase, que eu, eu não conseguia, não conseguia sair da pista e foi muito incrível e muito marcante.
Itaúnas também, né, Itaúnas, a primeira vez que eu fui em Itaúnas foi incrível, lugar incrível, aquela...eu lembro que eu fui de carro, daqui de São Paulo, com um amigo meu e a gente fez 14 horas, sem parar, daqui até lá, foi de carro, voltou de carro, mas chegou lá, a gente não tava cansado, na energia e já chegou lá e já, já partiu já, já colou na praia, já conheci a vila toda e foi um final de ano também maravilhoso, assim, um dos melhores da minha vida, que eu não me esqueço nunca, minha primeira vez em Itaúnas. E dancei muito Forró, conheci muita gente, então, nossa, é incrível, não tem como descrever, os forrozeiros tem que ir lá, ver a aquela Vila, que realmente é mágica.”

Sophia Moises
Sophia Moisés
“O Forró, para mim, é liberdade. É uma forma de mostrar e muitas vezes lembrar quem eu sou para mim mesma. Acho que o Forró é uma ferramenta de retomada da minha própria ação. Para mim, o Forró é um lugar de muita alegria. Foi a partir dele que eu pude ter desejos, no sentido de poder conduzir minhas danças e minha vida, que não deixa de ser uma dança. O Forró me mostrou a liberdade e a alegria em convidar ou não pessoas para partilharem danças comigo e, da mesma forma, aceitar ou negar o convite de outros.”
Sophia Moisés é paulistana, frequentadora do Forró desde 2016 e professora de Forró Dança. Assina o projeto: Literatura e Dança: Diálogos Contemporâneos, ensinando a condução compartilhada e desenhando uma ponte entre Forró e Literatura. Trabalha a sensibilidade e comunicação na Dança a dois.
O Centro do Forró está no Abraço…
“Atuo no Forró enquanto Dança de Salão, majoritariamente. Por atuar com condução compartilhada, o cenário de Forró que frequento tende a ser mais contemporâneo. Não há um preciosismo tão grande com relação a algumas das tradições do Forró, mas buscamos manter as características do ritmo. Para mim, o centro do Forró está no abraço e na conexão entre os corpos, é isso que possibilita atualizar uma dança que é tão tradicional. Procuro focar minhas aulas na possibilidade da brincadeira e da criação durante a dança a partir da percepção do corpo do outro. Tudo gira em torno da possibilidade da condução compartilhada, isto é, as dinâmicas corporais e de leitura que fazemos em sala permitem, aos poucos, a fundação de um corpo sensível que é capaz de atuar com consciência e leveza na construção de uma dança a dois.”
O Forró, as universidades e as relações sociais…
“Sempre fui muito tímida, o que dificultava qualquer tipo de relação social. Ser nascida e crescida na cidade grande também não favorecia as interações sociais em minha vida porque aqui é todo mundo afastado, apesar de todo mundo viver muito pertinho. Passei a infância e a adolescência com a cara enfiada em livros. Não à toa, quando prestei vestibular, entrei em Letras. Foi lá, na Universidade que encontrei o Forró e, pela primeira vez, tive aulas de dança a dois.”
As influências de Sophia…
“Minhas principais influências no Forró são Araci Santos, Iris De franco, Carolina Polezi, Fernanda Conde e Banda Sarrabulho (com um Forró misturado em música que me faz dançar brincando!)”
Família de Sangue, Família Forrozeira: Live de 21 de fevereiro de 2021 do Projeto Rabecada, Filpo Ribeiro e a Feira do Rolo.
“E veio a pandemia...
E veio o álcool em gel e as máscaras e as incertezas. E vieram também as lives. Esse foi um recurso muito utilizado por artistas para não paralisarem seu trabalho durante esse tempo em que era melhor a gente não se aglomerar, se abraçar, não circular pelas ruas ou sequer sair de casa.
Um desses dias, a banda em que meu primo toca ia fazer uma live e minha mãe queria prestigiar o trabalho dele. E mais, ela queria transmitir a live na televisão para ver melhor e pediu minha ajuda. Expliquei a ela como fazer, mas não deu muito certo. Expliquei novamente e não funcionou. Quando acessei a live para ver se o problema era da live ou da conexão com a TV, pasmei:
- Ué, mas essa é a banda que eu vejo no Canto Madalena de terça!
- O quê? A banda do Lipe?
- É, Filpo e a Feira. Quem que é o Lipe aí? Ele toca o quê?
Não via meu primo fazia para mais de quinze anos. Da última vez que nos vimos, eu era criança e ele adolescente.
- Ah, ele toca tudo!
- Não tá ajudando, mãe...
- É o do fundo – deduzi que não era o ruivo e, sim, o zabumbeiro.
Sim, descobri um parente em uma das bandas de forró que mais gostava, nos shows que mais frequentava. Genuinamente, era fã do meu primo, Lipe Torre (@lipetorre @zabumbeaba).
Isso fala de um certo afastamento, bastante esquisito, característico da cidade grande e da forma como a gente se isolava bem antes da pandemia?
Sim, com certeza. Mas dá para dizer também que o forró, uma vivência cultural, cria outras formas de aproximação.”
A Marcas do Estigma de Gênero: Vivências e Escutas de um Corpo que a Sociedade reconheceu como Corpo de Mulher
“Quando eu era criança eu era meio sem noção, sabe? Gostava de pular por todo canto. Subia no lugar mais alto que conseguia e, lá em cima, me pendurava, dava piruetas, me esforçava para ver o mundo a partir do maior número de ângulos que fosse possível. Minha brincadeira favorita era comigo mesma, testando meus limites, meus apoios, minhas bases.
Mas aí, a adolescência veio e, com ela, muitos medos. Meu maior medo era de... “o que os outros pensavam de mim”. Não era de altura, nem de aranhas ou cobras, mas como os outros iam olhar para mim. Dos meus pais, percebia os primeiros olhares de cobrança para que eu tivesse mais “maturidade”, palavra muito estranha para mim, se a ideia que ela traz é de ser “maduro”, por que que a gente troca o “d” por “t”, e esse era o máximo que a
minha filosofia alcançava quando provocada por essa palavra. Dos meus professores, recebia as primeiras perguntas, as quais eu devia responder prontamente, mostrando que eu sabia certos conteúdos e como agir em determinadas situações. Dos meus amigos e colegas, um dos pontos mais cruéis, a pressão para que eu gostasse de alguém, beijasse aquele alguém e planejasse com essa pessoa uma vida mágica de casal, como estavam nos contos de fadas e filmes da Disney. Além disso, ainda tinha mais um tipo de olhar, um olhar esquisito que eu recebia mais na rua, um olhar que não era para mim... era apenas para o meu corpo, que começava a se modificar, ganhando curvas e, com elas, novos observadores. Eu não via nada disso. Não queria saber de nada. E mesmo nem percebendo, sentia medo. Esse medo foi crescendo e, junto com o adolescer, foi dando forma ao meu corpo. Cresci curvada.
As longas horas de estudos para o vestibular e, depois, os infinitos textos da faculdade de Letras acentuaram o meu “C”, quase virando “O”. Com a cabeça próxima de alcançar o umbigo e uma certa dificuldade de abrir meu mundo para qualquer um, foi como, por acaso, me encontrei em uma aula de dança. Era uma aula de forró dentro da minha Universidade mesmo, o ForrIO. O ambiente era meio precário, tudo improvisado, com um chão pedregoso, música meio difícil de escutar... mas eu adorei. Na semana seguinte eu fui de novo, e na outra também, e na outra, e na outra…
Gostei tanto de dançar que quis aprender a conduzir também, na época a gente ainda falava em “fazer o papel do cavalheiro”. Nem sempre o número de condutores alcançava o de conduzides na aula e eu queria dançar, eu gostava de dançar, independente da minha função na dança. Não imaginava porque gostava tanto, mas chegava bem cedo e só ia embora quando a última música terminava. Não percebia a transformação que meu corpo estava sofrendo e nem como, aos poucos, a cada dança, eu me abria.
Como disse, sempre ia para as aulas, mas também ia nas práticas e tentava ir a bailes. No começo procurei lugares gratuitos para dançar, depois comecei investir um pouco mais nos meus “rolês de forró”. Independente do lugar que ia, eu dançava. Dançava com “damas” e com “cavalheiros” e às vezes as funções até se invertiam com a mesma pessoa. Isso começou a acontecer cada vez com mais frequência, e não é que eu tomei gosto pela
coisa...
Em seis meses, o professor que organizava o forró, Daniel Hiroshi, veio até mim e pediu para que eu desse uma aula para turma iniciante. Como eu sabia as duas funções não seria problema mostrar ambas para os novos forrozeiros e eu, finalmente, poderia exercer minha tão sonhada profissão de professora.
A primeira aula que dei seguia o método que o professor que me ensinou tinha me apresentado, mas algumas semanas depois resolvi fazer algumas mudanças. A nomeação, nesse momento, já tinha se modificado e, para mim, fazia mais sentido falar que há uma pessoa que propõe movimentos e uma outra que responde a eles do que em “damas” e “cavalheiros”. Mas houve uma aula em que duas pessoas que queriam ser conduzidas ficaram sem condutores. Combinei com elas para que alternassem as funções durante
a aula e funcionou super bem, até melhor do que para a aula convencional. Foi então que a condução alternada abriu espaço para uma nova metodologia nas minhas aulas.
Nunca parei de fazer aulas, fazia aula de forró, gafieira e tango, e nessa época comecei a ter contato com o discurso da dança de salão contemporânea. Foi então que entendi que a forma como eu gostava de dançar, de ir trocando a função na dança até elas se confundirem, chamava-se “condução compartilhada”. Uma de minhas amigas, Yuwen Huang, tornou-se minha parceira de dança e de classe e, com um pouco mais de tempo, experiência, aulas, danças e conversas implementamos uma metodologia que tinha por centro o compartilhamento da condução. Passamos a desenvolver esse projeto não apenas em nossas aulas no lugar que aprendemos Forró, mas também no Centro Cultural Butantã, quando fomos convidadas a dar um curso de forró lá por cerca de seis meses.
Depois de um tempo dando aula e retomando o contato com o meu corpo, que eu tinha me recusado a perceber a existência desde a minha adolescência, eu percebi que eu gosto é de fazer experimentos com ele, brincar com as perspectivas que posso assumir, assim como eu fazia quando era criança, a diferença é que agora tenho muito mais consciência do que eu tô fazendo, muito mais noção, sabe?
Atualmente, depois de passar por diversos estilos de dança e refletir como a relação que temos com o nosso corpo pode afetar outras esferas da vida, tenho focado minhas aulas na ampliação da sensibilidade. Desenvolvi um projeto que une exercícios de consciência corporal e textos literários, para trabalhar a escuta mútua na dança, o que pode servir de base para o estudo de vários estilos de dança. Ainda assim, seja para dar aulas ou frequentar bailes, meu xodó permanece sendo o Forró.”
“O Forró, para mim, é liberdade. É uma forma de mostrar e muitas vezes lembrar quem eu sou para mim mesma. Acho que o Forró é uma ferramenta de retomada da minha própria ação. Para mim, o Forró é um lugar de muita alegria. Foi a partir dele que eu pude ter desejos, no sentido de poder conduzir minhas danças e minha vida, que não deixa de ser uma dança. O Forró me mostrou a liberdade e a alegria em convidar ou não pessoas para partilharem danças comigo e, da mesma forma, aceitar ou negar o convite de outros.”
Sophia Moisés é paulistana, frequentadora do Forró desde 2016 e professora de Forró Dança. Assina o projeto: Literatura e Dança: Diálogos Contemporâneos, ensinando a condução compartilhada e desenhando uma ponte entre Forró e Literatura. Trabalha a sensibilidade e comunicação na Dança a dois.
O Centro do Forró está no Abraço…
“Atuo no Forró enquanto Dança de Salão, majoritariamente. Por atuar com condução compartilhada, o cenário de Forró que frequento tende a ser mais contemporâneo. Não há um preciosismo tão grande com relação a algumas das tradições do Forró, mas buscamos manter as características do ritmo. Para mim, o centro do Forró está no abraço e na conexão entre os corpos, é isso que possibilita atualizar uma dança que é tão tradicional. Procuro focar minhas aulas na possibilidade da brincadeira e da criação durante a dança a partir da percepção do corpo do outro. Tudo gira em torno da possibilidade da condução compartilhada, isto é, as dinâmicas corporais e de leitura que fazemos em sala permitem, aos poucos, a fundação de um corpo sensível que é capaz de atuar com consciência e leveza na construção de uma dança a dois.”
O Forró, as universidades e as relações sociais…
“Sempre fui muito tímida, o que dificultava qualquer tipo de relação social. Ser nascida e crescida na cidade grande também não favorecia as interações sociais em minha vida porque aqui é todo mundo afastado, apesar de todo mundo viver muito pertinho. Passei a infância e a adolescência com a cara enfiada em livros. Não à toa, quando prestei vestibular, entrei em Letras. Foi lá, na Universidade que encontrei o Forró e, pela primeira vez, tive aulas de dança a dois.”
As influências de Sophia…
“Minhas principais influências no Forró são Araci Santos, Iris De franco, Carolina Polezi, Fernanda Conde e Banda Sarrabulho (com um Forró misturado em música que me faz dançar brincando!)”
Família de Sangue, Família Forrozeira: Live de 21 de fevereiro de 2021 do Projeto Rabecada, Filpo Ribeiro e a Feira do Rolo.
“E veio a pandemia...
E veio o álcool em gel e as máscaras e as incertezas. E vieram também as lives. Esse foi um recurso muito utilizado por artistas para não paralisarem seu trabalho durante esse tempo em que era melhor a gente não se aglomerar, se abraçar, não circular pelas ruas ou sequer sair de casa.
Um desses dias, a banda em que meu primo toca ia fazer uma live e minha mãe queria prestigiar o trabalho dele. E mais, ela queria transmitir a live na televisão para ver melhor e pediu minha ajuda. Expliquei a ela como fazer, mas não deu muito certo. Expliquei novamente e não funcionou. Quando acessei a live para ver se o problema era da live ou da conexão com a TV, pasmei:
- Ué, mas essa é a banda que eu vejo no Canto Madalena de terça!
- O quê? A banda do Lipe?
- É, Filpo e a Feira. Quem que é o Lipe aí? Ele toca o quê?
Não via meu primo fazia para mais de quinze anos. Da última vez que nos vimos, eu era criança e ele adolescente.
- Ah, ele toca tudo!
- Não tá ajudando, mãe...
- É o do fundo – deduzi que não era o ruivo e, sim, o zabumbeiro.
Sim, descobri um parente em uma das bandas de forró que mais gostava, nos shows que mais frequentava. Genuinamente, era fã do meu primo, Lipe Torre (@lipetorre @zabumbeaba).
Isso fala de um certo afastamento, bastante esquisito, característico da cidade grande e da forma como a gente se isolava bem antes da pandemia?
Sim, com certeza. Mas dá para dizer também que o forró, uma vivência cultural, cria outras formas de aproximação.”
A Marcas do Estigma de Gênero: Vivências e Escutas de um Corpo que a Sociedade reconheceu como Corpo de Mulher
“Quando eu era criança eu era meio sem noção, sabe? Gostava de pular por todo canto. Subia no lugar mais alto que conseguia e, lá em cima, me pendurava, dava piruetas, me esforçava para ver o mundo a partir do maior número de ângulos que fosse possível. Minha brincadeira favorita era comigo mesma, testando meus limites, meus apoios, minhas bases.
Mas aí, a adolescência veio e, com ela, muitos medos. Meu maior medo era de... “o que os outros pensavam de mim”. Não era de altura, nem de aranhas ou cobras, mas como os outros iam olhar para mim. Dos meus pais, percebia os primeiros olhares de cobrança para que eu tivesse mais “maturidade”, palavra muito estranha para mim, se a ideia que ela traz é de ser “maduro”, por que que a gente troca o “d” por “t”, e esse era o máximo que a
minha filosofia alcançava quando provocada por essa palavra. Dos meus professores, recebia as primeiras perguntas, as quais eu devia responder prontamente, mostrando que eu sabia certos conteúdos e como agir em determinadas situações. Dos meus amigos e colegas, um dos pontos mais cruéis, a pressão para que eu gostasse de alguém, beijasse aquele alguém e planejasse com essa pessoa uma vida mágica de casal, como estavam nos contos de fadas e filmes da Disney. Além disso, ainda tinha mais um tipo de olhar, um olhar esquisito que eu recebia mais na rua, um olhar que não era para mim... era apenas para o meu corpo, que começava a se modificar, ganhando curvas e, com elas, novos observadores. Eu não via nada disso. Não queria saber de nada. E mesmo nem percebendo, sentia medo. Esse medo foi crescendo e, junto com o adolescer, foi dando forma ao meu corpo. Cresci curvada.
As longas horas de estudos para o vestibular e, depois, os infinitos textos da faculdade de Letras acentuaram o meu “C”, quase virando “O”. Com a cabeça próxima de alcançar o umbigo e uma certa dificuldade de abrir meu mundo para qualquer um, foi como, por acaso, me encontrei em uma aula de dança. Era uma aula de forró dentro da minha Universidade mesmo, o ForrIO. O ambiente era meio precário, tudo improvisado, com um chão pedregoso, música meio difícil de escutar... mas eu adorei. Na semana seguinte eu fui de novo, e na outra também, e na outra, e na outra…
Gostei tanto de dançar que quis aprender a conduzir também, na época a gente ainda falava em “fazer o papel do cavalheiro”. Nem sempre o número de condutores alcançava o de conduzides na aula e eu queria dançar, eu gostava de dançar, independente da minha função na dança. Não imaginava porque gostava tanto, mas chegava bem cedo e só ia embora quando a última música terminava. Não percebia a transformação que meu corpo estava sofrendo e nem como, aos poucos, a cada dança, eu me abria.
Como disse, sempre ia para as aulas, mas também ia nas práticas e tentava ir a bailes. No começo procurei lugares gratuitos para dançar, depois comecei investir um pouco mais nos meus “rolês de forró”. Independente do lugar que ia, eu dançava. Dançava com “damas” e com “cavalheiros” e às vezes as funções até se invertiam com a mesma pessoa. Isso começou a acontecer cada vez com mais frequência, e não é que eu tomei gosto pela
coisa...
Em seis meses, o professor que organizava o forró, Daniel Hiroshi, veio até mim e pediu para que eu desse uma aula para turma iniciante. Como eu sabia as duas funções não seria problema mostrar ambas para os novos forrozeiros e eu, finalmente, poderia exercer minha tão sonhada profissão de professora.
A primeira aula que dei seguia o método que o professor que me ensinou tinha me apresentado, mas algumas semanas depois resolvi fazer algumas mudanças. A nomeação, nesse momento, já tinha se modificado e, para mim, fazia mais sentido falar que há uma pessoa que propõe movimentos e uma outra que responde a eles do que em “damas” e “cavalheiros”. Mas houve uma aula em que duas pessoas que queriam ser conduzidas ficaram sem condutores. Combinei com elas para que alternassem as funções durante
a aula e funcionou super bem, até melhor do que para a aula convencional. Foi então que a condução alternada abriu espaço para uma nova metodologia nas minhas aulas.
Nunca parei de fazer aulas, fazia aula de forró, gafieira e tango, e nessa época comecei a ter contato com o discurso da dança de salão contemporânea. Foi então que entendi que a forma como eu gostava de dançar, de ir trocando a função na dança até elas se confundirem, chamava-se “condução compartilhada”. Uma de minhas amigas, Yuwen Huang, tornou-se minha parceira de dança e de classe e, com um pouco mais de tempo, experiência, aulas, danças e conversas implementamos uma metodologia que tinha por centro o compartilhamento da condução. Passamos a desenvolver esse projeto não apenas em nossas aulas no lugar que aprendemos Forró, mas também no Centro Cultural Butantã, quando fomos convidadas a dar um curso de forró lá por cerca de seis meses.
Depois de um tempo dando aula e retomando o contato com o meu corpo, que eu tinha me recusado a perceber a existência desde a minha adolescência, eu percebi que eu gosto é de fazer experimentos com ele, brincar com as perspectivas que posso assumir, assim como eu fazia quando era criança, a diferença é que agora tenho muito mais consciência do que eu tô fazendo, muito mais noção, sabe?
Atualmente, depois de passar por diversos estilos de dança e refletir como a relação que temos com o nosso corpo pode afetar outras esferas da vida, tenho focado minhas aulas na ampliação da sensibilidade. Desenvolvi um projeto que une exercícios de consciência corporal e textos literários, para trabalhar a escuta mútua na dança, o que pode servir de base para o estudo de vários estilos de dança. Ainda assim, seja para dar aulas ou frequentar bailes, meu xodó permanece sendo o Forró.”

Regis Pini
Regis Pini
Natural de: São Paulo
Mora em: São Paulo
No Forró desde: 2000
Profissão: professor de Forró Dança
Como conheceu o Forró: Através das aulas de forró no Remelexo em 2000
Hábitos Forrozeiros: Roupa básica e casual. Somente água. Cachorro quente ou algo simples.
“O Forró me trouxe uma grande satisfação interior. Principalmente por causa do afeto contido na cultura nordestina que absorvi com muita alegria, sendo ingrediente essencial para eu curtir os ambientes e situações do Forró ou simplesmente ouvindo terapeuticamente um Xote, Xaxado ou Baião em casa.
O Forró me ajudou significativamente a desenvolver a minha expressão no mundo. Até hoje sou um pouco tímido, porém antes do forró eu era muito mais introvertido. Costumo dizer que o Forró aqueceu o meu coração, trazendo maior autoestima e consciência de mim mesmo. Fazendo com que eu entendesse melhor os meus limites e meus talentos.”
“O Forró no meu caso foi aprendido juntando ensinamentos principalmente do professor Evandro Paz e Buiú, além de trocas e inspirações dos colegas nas aulas de dança do Remelexo. Posteriormente desenvolvendo o meu próprio estilo com a valorização do conforto para a dama na dinâmica corporal, com deslocamentos, nuances no tronco e quadril, além dos passos de braços e pernas.
Como professor busco transmitir bastante calma e interesse no aprendizado dos alunos. Alternando fases de dinâmicas muito intensas e de tranquilidade para pensar e dissecar as movimentações propostas. O essencial é colocar tudo no tempo e com muita repetição. O resto é colocar músicas, e praticar muito. Procuro dançar com todas as alunas e acompanhar de perto cada aluno. Por vezes inverto. Danço com os alunos (cavalheiros) e acompanho de perto as alunas (damas). Elogios sinceros costumam ser frequentes para cada aluno em particular e por vezes para o coletivo.
Sem dúvida a minha cultura de Forró vem do mestre Evandro Paz. Que sempre passou informações e referências corporais de qualidade, transmitindo o "jeito Forró de ser" para todos nós com muito carinho e atenção, assim como a grande relevância do "abraço na dança". O que repercutiu até hoje na minha dança. A consciência do par. Também não posso deixar de mencionar as referências do mestre Buiú com seu carisma na expressão corporal e harmonia na dinâmica com a dama durante a dança.
Eu comecei a minha história no Forró nas aulas do Remelexo. Eu ia em todos os dias de aulas, sábados, domingos e algumas sextas feiras. E também frequentava as noites da balada do remelexo. No ano de 2001 em diante lembro que eu comecei a frequentar muito mesmo todas as atrações, terças Caiana, quartas Falamansa, quintas Tio Crispiniano, sextas Boi de lata, sábados Sabiá e domingos banda Virgulino.
Nesse ritmo acabei desenvolvendo rapidamente amizades muito positivas, principalmente com o grupo que fazia aulas lá e mais tarde sendo integrante do grupo de danças do Remelexo que fazia apresentações e participava de festivais. Foi uma época de experiências riquíssimas tanto socialmente quanto na cultura do Forró passada pra nós principalmente pelos professores e coreógrafos Evandro Paz e Buiú.
Continuei a participar das aulas avançadas, o grupo de dança, que se chamava Aula das Sete. E fui aprimorando por cerca de 7 a 9 anos. Ao mesmo tempo comecei a participar como bolsista de diversas escolas de dança de salão, inicialmente na escola Jayme Arouxa.
A partir de 2004 iniciei a ministrar aulas de Forró dentro da USP – Universidade de São Paulo, no campus do Butantã, até 2019 que tivemos que interromper por ocasião da pandemia.
Evento importante
Uma das ocasiões mais marcantes foi sem dúvida a minha primeira participação em um campeonato de Forró em que fiquei em segundo lugar, passando bateria a bateria nas eliminatórias para chegar então na final do campeonato.
Lembro que eu estava participando apenas por experiência, sem nenhuma expectativa de vencer ou estar entre os primeiros, porém, a medida que eu e a minha parceira, saudosa Josi, talentosíssima e muito sorridente, íamos passando por cada etapa, mais e mais a emoção ia se intensificando.
Na minha visão era uma época em que o Forró provavelmente viveu o seu segundo auge de popularidade, em 2008. O primeiro auge considero que tenha sido no ano 2000 com o coroamento do Forró Pé-de-serra pelos universitários (nas universidades) e também pelo povo em geral, impulsionados pelo sucesso da banda Falamansa e logo depois Rastapé, revalorizando Luis Gonzaga, Dominguinhos e o forró de vinil (antigo) em geral.
Mencionei isso pois o campeonato foi muito prestigiado pelo público, com torcidas fortes organizadas à favor e contra os casais participantes. Lembro que a atmosfera era inebriante de competitividade e emoções à flor da pele. Não sei como consegui ter tranquilidade para fazer o meu papel junto com a Josi e sermos no final bem avaliados, com tanto despreparo meu para aquele grandioso evento. Ao menos para mim parecia algo enorme.
Foi um divisor de águas na minha vida. Mas não pela boa colocação na final e sim por ter suportado bem todo o processo de intensa cobrança do público e a minha própria. Creio que foi simbólico, como um rito de passagem de um menino para a vida adulta. Dali em diante me tornei cada vez mais autoconfiante para levar adiante um projeto de aprimoramento na dança e de dar aulas de Forró.
Natural de: São Paulo
Mora em: São Paulo
No Forró desde: 2000
Profissão: professor de Forró Dança
Como conheceu o Forró: Através das aulas de forró no Remelexo em 2000
Hábitos Forrozeiros: Roupa básica e casual. Somente água. Cachorro quente ou algo simples.
“O Forró me trouxe uma grande satisfação interior. Principalmente por causa do afeto contido na cultura nordestina que absorvi com muita alegria, sendo ingrediente essencial para eu curtir os ambientes e situações do Forró ou simplesmente ouvindo terapeuticamente um Xote, Xaxado ou Baião em casa.
O Forró me ajudou significativamente a desenvolver a minha expressão no mundo. Até hoje sou um pouco tímido, porém antes do forró eu era muito mais introvertido. Costumo dizer que o Forró aqueceu o meu coração, trazendo maior autoestima e consciência de mim mesmo. Fazendo com que eu entendesse melhor os meus limites e meus talentos.”
“O Forró no meu caso foi aprendido juntando ensinamentos principalmente do professor Evandro Paz e Buiú, além de trocas e inspirações dos colegas nas aulas de dança do Remelexo. Posteriormente desenvolvendo o meu próprio estilo com a valorização do conforto para a dama na dinâmica corporal, com deslocamentos, nuances no tronco e quadril, além dos passos de braços e pernas.
Como professor busco transmitir bastante calma e interesse no aprendizado dos alunos. Alternando fases de dinâmicas muito intensas e de tranquilidade para pensar e dissecar as movimentações propostas. O essencial é colocar tudo no tempo e com muita repetição. O resto é colocar músicas, e praticar muito. Procuro dançar com todas as alunas e acompanhar de perto cada aluno. Por vezes inverto. Danço com os alunos (cavalheiros) e acompanho de perto as alunas (damas). Elogios sinceros costumam ser frequentes para cada aluno em particular e por vezes para o coletivo.
Sem dúvida a minha cultura de Forró vem do mestre Evandro Paz. Que sempre passou informações e referências corporais de qualidade, transmitindo o "jeito Forró de ser" para todos nós com muito carinho e atenção, assim como a grande relevância do "abraço na dança". O que repercutiu até hoje na minha dança. A consciência do par. Também não posso deixar de mencionar as referências do mestre Buiú com seu carisma na expressão corporal e harmonia na dinâmica com a dama durante a dança.
Eu comecei a minha história no Forró nas aulas do Remelexo. Eu ia em todos os dias de aulas, sábados, domingos e algumas sextas feiras. E também frequentava as noites da balada do remelexo. No ano de 2001 em diante lembro que eu comecei a frequentar muito mesmo todas as atrações, terças Caiana, quartas Falamansa, quintas Tio Crispiniano, sextas Boi de lata, sábados Sabiá e domingos banda Virgulino.
Nesse ritmo acabei desenvolvendo rapidamente amizades muito positivas, principalmente com o grupo que fazia aulas lá e mais tarde sendo integrante do grupo de danças do Remelexo que fazia apresentações e participava de festivais. Foi uma época de experiências riquíssimas tanto socialmente quanto na cultura do Forró passada pra nós principalmente pelos professores e coreógrafos Evandro Paz e Buiú.
Continuei a participar das aulas avançadas, o grupo de dança, que se chamava Aula das Sete. E fui aprimorando por cerca de 7 a 9 anos. Ao mesmo tempo comecei a participar como bolsista de diversas escolas de dança de salão, inicialmente na escola Jayme Arouxa.
A partir de 2004 iniciei a ministrar aulas de Forró dentro da USP – Universidade de São Paulo, no campus do Butantã, até 2019 que tivemos que interromper por ocasião da pandemia.
Evento importante
Uma das ocasiões mais marcantes foi sem dúvida a minha primeira participação em um campeonato de Forró em que fiquei em segundo lugar, passando bateria a bateria nas eliminatórias para chegar então na final do campeonato.
Lembro que eu estava participando apenas por experiência, sem nenhuma expectativa de vencer ou estar entre os primeiros, porém, a medida que eu e a minha parceira, saudosa Josi, talentosíssima e muito sorridente, íamos passando por cada etapa, mais e mais a emoção ia se intensificando.
Na minha visão era uma época em que o Forró provavelmente viveu o seu segundo auge de popularidade, em 2008. O primeiro auge considero que tenha sido no ano 2000 com o coroamento do Forró Pé-de-serra pelos universitários (nas universidades) e também pelo povo em geral, impulsionados pelo sucesso da banda Falamansa e logo depois Rastapé, revalorizando Luis Gonzaga, Dominguinhos e o forró de vinil (antigo) em geral.
Mencionei isso pois o campeonato foi muito prestigiado pelo público, com torcidas fortes organizadas à favor e contra os casais participantes. Lembro que a atmosfera era inebriante de competitividade e emoções à flor da pele. Não sei como consegui ter tranquilidade para fazer o meu papel junto com a Josi e sermos no final bem avaliados, com tanto despreparo meu para aquele grandioso evento. Ao menos para mim parecia algo enorme.
Foi um divisor de águas na minha vida. Mas não pela boa colocação na final e sim por ter suportado bem todo o processo de intensa cobrança do público e a minha própria. Creio que foi simbólico, como um rito de passagem de um menino para a vida adulta. Dali em diante me tornei cada vez mais autoconfiante para levar adiante um projeto de aprimoramento na dança e de dar aulas de Forró.

Viviane de Cássia
PÍFANOS DE CARUARU
VIVIANE DE CASSIA PEREIRA DA SILVA
Cidade Natal:São Paulo/SP
Cidade onde vive: SÃO PAULO/SP
Ligação familiar sua com o nordeste: PAI- FEIRA DE SANTANA-BA e AVÓ- SALVADOR-BA
Profissão: Professora de DAnça, produtora
Marca: SOL NASCENTE PRODUÇÃO - BANDA DE PÍFANOS DE CARUARU
No Forró desde: 1999
Como conheceu o Forró: Através do Trio Virgulino
Hábitos Forrozeiros: Sempre busquei ir bem a vontade no forró, em dias de calor um short, mini saia, blusinha, top, saia comprida, em dias frios uma calça jeans, blusinhas confortáveis e uma sapatilha, sandalhas confortáveis e tudo sem salto.
“O Forró transformou a minha vida, foi nele que conheci o Amor da minha vida, foi nele que conheci muitas pessoas bacanas e especiais e foi nele que fui muito feliz num período muito bacana de minha vida! O Forró me transformou em ser uma pessoa mais aberta, mais desconectada com padrões, mais livre nas convivências, mais solta, mais feliz e o único sentimento que tenho é de gratidão, por ter vivido tanta coisa boa no período que frequentei o Forró em todos os lugares que fui.”
Comecei a me interessar pelo Forró em meados do ano de 1999, mas nada assiduamente. Quando o forró explodiu nas Faculdades de São Paulo e minhas amigas do Jazz começaram a frequentar, eu não ia.
A Empresa do meu Pai, a Produtora Sol Nascente foi quem trouxe o Trio Virgulino para São
Paulo. Meu Pai produzia o Trio, trazia eles para São Paulo e quando fazia churrascada na minha casa, ligava um som, microfones e o Trio Virgulino tocava o dia todo. Nesse tempo eu não era fã do forró, era muito isenta.
Em 2002, após um término de namoro e muito triste, fui encorajada por duas primas da Bahia a irmos nos divertir em algum lugar, foi quando lembrei do Trio Virgulino e eles estavam tocando no KVA, colocaram nossos nomes na lista deles e fomos curtir, eu não sabia dançar daquele jeito que todos dançavam e fiquei o tempo todo parada e só observando o Trio tocar.
No final de semana próximo foi ao Remelexo, também mais observei, mas lá fui tirada para dançar, sem saber dançar, o mocinho pacientemente me ensinou rapidamente o “be-a-bá” e fui desenrolando, me divertindo. Comecei a tomar gosto pela coisa e mais uma vez no final de semana próximo lá estávamos nós três nos divertindo na balada. Acredito que ali o bichinho do Forró já estava começando a fazer efeito.
Depois de algumas semanas, conheci a Monique, ela dava aula no Remelexo, me ensinou ali mesmo na balada alguns passinhos básicos do Forró e me convidou a fazer algumas aulas. Fiz somente uma aula, mas consegui aprender rapidinho o básico do básico. Fui desenvolvendo a minha dança na balada mesmo e depois de um tempo, em meados de 2004, foi quando iniciei meus estudos em aulas mesmo, participei seriamente para aprimorar minha dança.
Nesse período é quando conheço o meu Amor, o Herbert. Daí começamos a namorar e ele foi o responsável por me lapidar, fazer com que minha dança ficasse muito melhor e mais prazerosa. Nossa sintonia era muito bem vista a quem nos visse dançar, sempre vinha algum elogio.
Depois de 4 anos de união e frequentando as aulas somente por convivência de amizade com a galera de lá, fomos convidados a fazer parte do quadro de professores e fomos construindo com muita dedicação a nossa trajetória. Nesse período fomos crescendo mais e mais em popularidade entre os alunos, fomos construindo amigos, fizemos muitos, mas muitos workshops,
que eram muito bem produzidos por nós, sempre em local fora do circuito do Forró.
Diante de todo esse crescimento, fomos ser bolsistas na Companhia Terra, mas sem apresentar aos alunos que éramos professores de Forró e depois que fomos reconhecidos, fomos convidados a nos apresentar num Baile da Escola de Dança.
Durante esse período participei do Concurso de Forró Copa Forró na Interacto, com o Buiu, no primeiro campeonato não ganhamos, ficando em segundo lugar, no ano seguinte ganhamos a Edição São Paulo e o Campeonato Estadual, indo concorrer em Brasília no Campeonato Nacional.
Diante das aulas ministradas no Remelexo, particulares, workshops, na USP, Eu e Hebert fomos muito felizes e realizamos muitas coisas boas e construímos um legado bem grande diante de nossa forma de conduzir nosso estilo de aula.
Em 2014, mais precisamente em agosto, paramos de dar aulas no Remelexo, conduzindo somente as aulas particulares e depois de três anos, em 2017 demos uma pausa nas aulas e no frequentar o Forró, ficando somente com a parte produtora da Banda de Pífanos de Caruaru.
Em julho de 2015 participei de uma reportagem no Domingo Espetacular da TV Record, onde pude mostrar um pouco de minha rotina de aulas de Forró e o quanto utilizamos a voz como ferramenta de trabalho, e depois junto com o Tato do Falamansa em sua residência.
Mas agora em 2022 estou me movimentando para voltar com as aulas particulares, pois a dança é algo que me cativa e me move demais e voltar a mexer com o Forró me deixa muito feliz e emocionada.
Nossa metodologia de ensino sempre foi fazer uma aula alegre, descontraída, sem esquecer da qualidade de detalhes, ensinar com firmeza e ser muito sincero na condução de cada aula realizada.
As minhas principais influências no Forró foi meu Namorado, Herbert, com ele aprendi muito a ser a forrozeira que foi criada, ele me lapidou em todos os sentidos, pois aprendi o Forró na marra, na balada, fiz somente uma aula no Remelexo e assim iniciei minha vida forrozeira. No momento em que comecei a ter mais acesso à aula do Remelexo pude me aprofundar em obter experiência com Evandro Paz, Buiu - onde tivemos uma parceria em Campeonatos de Forró, com Talita Guerra e China.
Minha infância e adolescência foi muito ativa, desde os 7 anos comecei a fazer Ballet. Com 11 anos iniciei o Jazz e por 21 anos dancei essas duas modalidades de dança Clássica e Contemporânea. Fiz dança do ventre e nado sincronizado por pouco tempo, também fiz aulas de Tecido acrobático, dancei axé music profissionalmente, lambaeróbica, pratiquei musculação, sempre tive a vida muito ativa.
HISTÓRIA MARCANTE DO FORRÓ
Um momento marcante que vivi no forró foi quando conheci o amor da minha vida, no ano de 2004. Na verdade eu já o via dançar maravilhosamente bem no meio da balada, mas sempre dançando com as mesmas meninas. Foi quando fiquei sabendo que eram amigas dele de aula e ele só dançava com quem conhecia e dançava bem. Fiquei por perto sedenta a dançar, mas sem sucesso
em ser chamada a uma dança.
Algum tempo se passou e num determinado momento estava circulando pela balada, quando alguém me chuta a canela, ao baixar por conta do impacto e dor, quando levanto a cabeça vejo que é ele. E através de desculpas e uma breve conversa, começamos a ter um acesso maior em nos cumprimentarmos. Nos apresentamos, mas nada de dançarmos.
Quando estava dançando com um Professor da aula, ouvi por trás que ele seria o próximo a dançar comigo, quando volto o olhar à pessoa, vejo que era ele a querer dançar comigo. Daí o coração logo bateu forte e realmente tivemos a primeira dança. Fui elogiada e convidada novamente a outras danças durante a noite. Com isso, nossa convivência ficou mais assídua,
nossas danças mais corriqueiras e convites a outras baladas.
Fomos ao Canto da Ema, numa noite do Trio Sabiá e dança vai, dança vem, noite gostosa e cheia de alegria, o Trio tocando “Se tu quiser”, demos o primeiro beijo e ali tudo se transformou. Depois desse dia saímos mais e mais pelos forrós da vida e depois de 2 meses de muito envolvimento fui pedida em namoro e estamos juntos até hoje. Esse foi um momento marcante demais para mim no Forró.
HISTÓRIA DA BANDA
A Banda de Pífanos de Caruaru é uma banda que dispensa comentários, mas diante de contar sua história, vem com uma bagagem imensa, pois ela iniciou em 1924 e é atuante até os dias de hoje. Sabemos que a história da Banda de Pífanos de Caruaru é de grande importância para Cultura Nordestina e referência inspiradora para grandes artistas da Música Popular Brasileira. Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções Baião (1946), Asa Branca (1947), Siridó (1948), Juazeiro (1948), Qui Nem Jiló (1949) e Baião de Dois (1950).
Durante anos, foram construindo uma carreira sólida e foram ganhando espaço no cenário da música popular brasileira e em outros países com seu ritmo e suas músicas autênticas, tornando-se então intitulado “Os Beatles de Caruaru”, após influência musical de Gilberto Gil, Geraldo Azevedo e o compositor Carlos Fernando, com os quais vieram a tocar juntos em determinados momentos.
A Banda de Pífanos de Caruaru teve parcerias nos palcos com diversos artistas, entre eles Paulinho da Viola, Quinteto Violado, Banda de Pau e Corda, Quinteto Armorial, Rita Ribeiro, Anastácia, Enezita Barroso, Caju e Castanha, Hermeto Pascoal, Chico Cesar, Carlos Malta, Ovelha e Chambinho do Acordeon que fez escola com a Banda, entre outros mais que juntos dividiram o palco diante de centenas e centenas de shows no decorrer de 97 anos de história.
Em 23 de Junho de 2022, o único componente vivo, desde o início da Banda de Pífanos de Caruaru, Sebastião Biano, completou 103 anos de vida e temos muito a comemorar com esse salve à vida, pois é muito gratificante para todos do mundo musical ter uma Lenda viva e ativa na música, tocando e encantando seu público e crítica com toda sua saúde e veracidade na Música Popular Brasileira e ativamente na elaboração deste LP que é um marco na vida da Banda de Pífanos de Caruaru.
Durante a trajetória mais recente, Prêmios consagrados na Música foram conquistados pela Banda de Pífanos de Caruaru. Em 2004, ganha o Prêmio Tim, na categoria melhor Grupo Regional e o maior Prêmio Mundial da Música, o Grammy Latino (5a. Edição), na Categoria Melhor Grupo Regional Raiz, em 2006 recebem a Ordem do Mérito Cultural do Governo Federal, das mãos do então Presidente da República, Lula e o Prêmio Pixinguinha.
Em 2021 veio com muito trabalho em desenvolvimento e através de grande parceria com a Gravadora Vinil Brasil, pudemos produzir o LP Samba Matuto 1969, onde um grande resgate de canções inéditas e em 2022 lançamos o produto, com segmento de muitos trabalhos que virão.
Cidade Natal:São Paulo/SP
Cidade onde vive: SÃO PAULO/SP
Ligação familiar sua com o nordeste: PAI- FEIRA DE SANTANA-BA e AVÓ- SALVADOR-BA
Profissão: Professora de DAnça, produtora
Marca: SOL NASCENTE PRODUÇÃO - BANDA DE PÍFANOS DE CARUARU
No Forró desde: 1999
Como conheceu o Forró: Através do Trio Virgulino
Hábitos Forrozeiros: Sempre busquei ir bem a vontade no forró, em dias de calor um short, mini saia, blusinha, top, saia comprida, em dias frios uma calça jeans, blusinhas confortáveis e uma sapatilha, sandalhas confortáveis e tudo sem salto.
“O Forró transformou a minha vida, foi nele que conheci o Amor da minha vida, foi nele que conheci muitas pessoas bacanas e especiais e foi nele que fui muito feliz num período muito bacana de minha vida! O Forró me transformou em ser uma pessoa mais aberta, mais desconectada com padrões, mais livre nas convivências, mais solta, mais feliz e o único sentimento que tenho é de gratidão, por ter vivido tanta coisa boa no período que frequentei o Forró em todos os lugares que fui.”
Comecei a me interessar pelo Forró em meados do ano de 1999, mas nada assiduamente. Quando o forró explodiu nas Faculdades de São Paulo e minhas amigas do Jazz começaram a frequentar, eu não ia.
A Empresa do meu Pai, a Produtora Sol Nascente foi quem trouxe o Trio Virgulino para São
Paulo. Meu Pai produzia o Trio, trazia eles para São Paulo e quando fazia churrascada na minha casa, ligava um som, microfones e o Trio Virgulino tocava o dia todo. Nesse tempo eu não era fã do forró, era muito isenta.
Em 2002, após um término de namoro e muito triste, fui encorajada por duas primas da Bahia a irmos nos divertir em algum lugar, foi quando lembrei do Trio Virgulino e eles estavam tocando no KVA, colocaram nossos nomes na lista deles e fomos curtir, eu não sabia dançar daquele jeito que todos dançavam e fiquei o tempo todo parada e só observando o Trio tocar.
No final de semana próximo foi ao Remelexo, também mais observei, mas lá fui tirada para dançar, sem saber dançar, o mocinho pacientemente me ensinou rapidamente o “be-a-bá” e fui desenrolando, me divertindo. Comecei a tomar gosto pela coisa e mais uma vez no final de semana próximo lá estávamos nós três nos divertindo na balada. Acredito que ali o bichinho do Forró já estava começando a fazer efeito.
Depois de algumas semanas, conheci a Monique, ela dava aula no Remelexo, me ensinou ali mesmo na balada alguns passinhos básicos do Forró e me convidou a fazer algumas aulas. Fiz somente uma aula, mas consegui aprender rapidinho o básico do básico. Fui desenvolvendo a minha dança na balada mesmo e depois de um tempo, em meados de 2004, foi quando iniciei meus estudos em aulas mesmo, participei seriamente para aprimorar minha dança.
Nesse período é quando conheço o meu Amor, o Herbert. Daí começamos a namorar e ele foi o responsável por me lapidar, fazer com que minha dança ficasse muito melhor e mais prazerosa. Nossa sintonia era muito bem vista a quem nos visse dançar, sempre vinha algum elogio.
Depois de 4 anos de união e frequentando as aulas somente por convivência de amizade com a galera de lá, fomos convidados a fazer parte do quadro de professores e fomos construindo com muita dedicação a nossa trajetória. Nesse período fomos crescendo mais e mais em popularidade entre os alunos, fomos construindo amigos, fizemos muitos, mas muitos workshops,
que eram muito bem produzidos por nós, sempre em local fora do circuito do Forró.
Diante de todo esse crescimento, fomos ser bolsistas na Companhia Terra, mas sem apresentar aos alunos que éramos professores de Forró e depois que fomos reconhecidos, fomos convidados a nos apresentar num Baile da Escola de Dança.
Durante esse período participei do Concurso de Forró Copa Forró na Interacto, com o Buiu, no primeiro campeonato não ganhamos, ficando em segundo lugar, no ano seguinte ganhamos a Edição São Paulo e o Campeonato Estadual, indo concorrer em Brasília no Campeonato Nacional.
Diante das aulas ministradas no Remelexo, particulares, workshops, na USP, Eu e Hebert fomos muito felizes e realizamos muitas coisas boas e construímos um legado bem grande diante de nossa forma de conduzir nosso estilo de aula.
Em 2014, mais precisamente em agosto, paramos de dar aulas no Remelexo, conduzindo somente as aulas particulares e depois de três anos, em 2017 demos uma pausa nas aulas e no frequentar o Forró, ficando somente com a parte produtora da Banda de Pífanos de Caruaru.
Em julho de 2015 participei de uma reportagem no Domingo Espetacular da TV Record, onde pude mostrar um pouco de minha rotina de aulas de Forró e o quanto utilizamos a voz como ferramenta de trabalho, e depois junto com o Tato do Falamansa em sua residência.
Mas agora em 2022 estou me movimentando para voltar com as aulas particulares, pois a dança é algo que me cativa e me move demais e voltar a mexer com o Forró me deixa muito feliz e emocionada.
Nossa metodologia de ensino sempre foi fazer uma aula alegre, descontraída, sem esquecer da qualidade de detalhes, ensinar com firmeza e ser muito sincero na condução de cada aula realizada.
As minhas principais influências no Forró foi meu Namorado, Herbert, com ele aprendi muito a ser a forrozeira que foi criada, ele me lapidou em todos os sentidos, pois aprendi o Forró na marra, na balada, fiz somente uma aula no Remelexo e assim iniciei minha vida forrozeira. No momento em que comecei a ter mais acesso à aula do Remelexo pude me aprofundar em obter experiência com Evandro Paz, Buiu - onde tivemos uma parceria em Campeonatos de Forró, com Talita Guerra e China.
Minha infância e adolescência foi muito ativa, desde os 7 anos comecei a fazer Ballet. Com 11 anos iniciei o Jazz e por 21 anos dancei essas duas modalidades de dança Clássica e Contemporânea. Fiz dança do ventre e nado sincronizado por pouco tempo, também fiz aulas de Tecido acrobático, dancei axé music profissionalmente, lambaeróbica, pratiquei musculação, sempre tive a vida muito ativa.
HISTÓRIA MARCANTE DO FORRÓ
Um momento marcante que vivi no forró foi quando conheci o amor da minha vida, no ano de 2004. Na verdade eu já o via dançar maravilhosamente bem no meio da balada, mas sempre dançando com as mesmas meninas. Foi quando fiquei sabendo que eram amigas dele de aula e ele só dançava com quem conhecia e dançava bem. Fiquei por perto sedenta a dançar, mas sem sucesso
em ser chamada a uma dança.
Algum tempo se passou e num determinado momento estava circulando pela balada, quando alguém me chuta a canela, ao baixar por conta do impacto e dor, quando levanto a cabeça vejo que é ele. E através de desculpas e uma breve conversa, começamos a ter um acesso maior em nos cumprimentarmos. Nos apresentamos, mas nada de dançarmos.
Quando estava dançando com um Professor da aula, ouvi por trás que ele seria o próximo a dançar comigo, quando volto o olhar à pessoa, vejo que era ele a querer dançar comigo. Daí o coração logo bateu forte e realmente tivemos a primeira dança. Fui elogiada e convidada novamente a outras danças durante a noite. Com isso, nossa convivência ficou mais assídua,
nossas danças mais corriqueiras e convites a outras baladas.
Fomos ao Canto da Ema, numa noite do Trio Sabiá e dança vai, dança vem, noite gostosa e cheia de alegria, o Trio tocando “Se tu quiser”, demos o primeiro beijo e ali tudo se transformou. Depois desse dia saímos mais e mais pelos forrós da vida e depois de 2 meses de muito envolvimento fui pedida em namoro e estamos juntos até hoje. Esse foi um momento marcante demais para mim no Forró.
HISTÓRIA DA BANDA
A Banda de Pífanos de Caruaru é uma banda que dispensa comentários, mas diante de contar sua história, vem com uma bagagem imensa, pois ela iniciou em 1924 e é atuante até os dias de hoje. Sabemos que a história da Banda de Pífanos de Caruaru é de grande importância para Cultura Nordestina e referência inspiradora para grandes artistas da Música Popular Brasileira. Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções Baião (1946), Asa Branca (1947), Siridó (1948), Juazeiro (1948), Qui Nem Jiló (1949) e Baião de Dois (1950).
Durante anos, foram construindo uma carreira sólida e foram ganhando espaço no cenário da música popular brasileira e em outros países com seu ritmo e suas músicas autênticas, tornando-se então intitulado “Os Beatles de Caruaru”, após influência musical de Gilberto Gil, Geraldo Azevedo e o compositor Carlos Fernando, com os quais vieram a tocar juntos em determinados momentos.
A Banda de Pífanos de Caruaru teve parcerias nos palcos com diversos artistas, entre eles Paulinho da Viola, Quinteto Violado, Banda de Pau e Corda, Quinteto Armorial, Rita Ribeiro, Anastácia, Enezita Barroso, Caju e Castanha, Hermeto Pascoal, Chico Cesar, Carlos Malta, Ovelha e Chambinho do Acordeon que fez escola com a Banda, entre outros mais que juntos dividiram o palco diante de centenas e centenas de shows no decorrer de 97 anos de história.
Em 23 de Junho de 2022, o único componente vivo, desde o início da Banda de Pífanos de Caruaru, Sebastião Biano, completou 103 anos de vida e temos muito a comemorar com esse salve à vida, pois é muito gratificante para todos do mundo musical ter uma Lenda viva e ativa na música, tocando e encantando seu público e crítica com toda sua saúde e veracidade na Música Popular Brasileira e ativamente na elaboração deste LP que é um marco na vida da Banda de Pífanos de Caruaru.
Durante a trajetória mais recente, Prêmios consagrados na Música foram conquistados pela Banda de Pífanos de Caruaru. Em 2004, ganha o Prêmio Tim, na categoria melhor Grupo Regional e o maior Prêmio Mundial da Música, o Grammy Latino (5a. Edição), na Categoria Melhor Grupo Regional Raiz, em 2006 recebem a Ordem do Mérito Cultural do Governo Federal, das mãos do então Presidente da República, Lula e o Prêmio Pixinguinha.
Em 2021 veio com muito trabalho em desenvolvimento e através de grande parceria com a Gravadora Vinil Brasil, pudemos produzir o LP Samba Matuto 1969, onde um grande resgate de canções inéditas e em 2022 lançamos o produto, com segmento de muitos trabalhos que virão.
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