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culinária

Mayra Kreisy . LA BELLE BEIJU TAPIOCARIA
Eu nasci aqui em São Paulo, a minha infância, na verdade, é... meu pai incentivava muito a gente... a música, né? Desde pequena, tipo, ele ouvia muito MPB. Ele é apaixonado, gosta de tocar no violão essas músicas. Então, ele incentivava a gente tocando... Música chilena ele não escutava? Sim, eu ia muito em férias. A gente tem o 18 Chico, né? Que é um evento que tem aqui em setembro. Que, se eu não me engano, é dia 18. É que depende, né? Eles fazem... Nas datas, tipo, feriado, né? Aliás, final de semana. Então, em setembro, eles têm o 18 Chico, que é uma festa grande. Na verdade, todo mês tem alguma festa chilena, né? Aqui em São Paulo, que reúnem todos os chilenos, ( meu pai é chileno), eles tocam lá, eu cresci indo em festas chilenas, mas em casa, meu pai colocava só quando tinha churrasco em família.
Então, o que mais ele ouvia aqui, acabou sendo o MPB, né? Que interessante. Meu pai, ele sempre tiveram lojas, teve uma vidraçaria. Então, a gente sempre morou e trabalhou em casa. Eu vivia na rua. As minhas brincadeiras eram esconde-esconde com os amigos. Então, eu juntava uma galera. Naquela época, era mais fácil acontecer isso, né? De reunir uma turma grande e sair pra brincar. De esconde-esconde. Essas brincadeiras que hoje em dia a gente não vê as crianças brincando, né? É mais difícil. Então, eu sempre fui muito moleca, assim, de jogar videogame. Eu nunca gostei de boneca, por exemplo. Eu nunca fui uma menina que gostava de coisas de menina, assim. Naquela época, eu era totalmente fora da curva. Quando eu fui crescendo, eu gostava muito de fingir que tava cantando, brincando, né? Eu aprendia muito rápido as músicas, né? Gostava de brincar, de cantar, assim, de dançar, mas eu lembro que era muito mais particular, sabe? Era uma coisa nas minha, não pros outros. Porque eu era muito tímida. Eu lembro que eu ouvia muito Balão Mágico, por exemplo, as músicas, eu sabia de cor. Tinha algumas músicas da Eliana. E depois, tinha Chiquititas. Eu lembro que, a gente se juntava, as minhas amigas, e fazia as coreografias de Chiquititas, a gente sabia todas. E eu lembro que eu tinha uns doze anos.
Então, o Forró, eu conheci, na verdade, na minha... adolescência. O primeiro contato que eu tive com o forró, na verdade, eu acho que eu tinha, sei lá, uns treze anos. Eu era novinha, porque eu ia pra casa da minha prima, que já tinha uns dezesseis anos, a minha prima. Ela é três anos mais velha que eu. Então... Ela já... Eu lembro que, na época... quando eu ia pra casa da minha prima, ela colocava, na época, o Falamansa. Ela dançava e sempre me pegava pra dançar. Assim, quando eu ia pra casa dela, era só nós duas de criança e o resto era tudo adulto. Às vezes aparecia uma outra criança. Então, eu ficava só nós duas. Ela colocava o Falamansa e a gente ficava dançando. Esse foi o primeiro contato que eu tive. Naquela época, não tinha YouTube. Não tinha YouTube. Você tinha que ir atrás de fita cassete.
Peraí. Eu lembro o ano. Foi em 2014.
Eu dançava outras coisas, mas em 2014 eu fui atrás do Forró. O meu interesse pela dança em si. Já vem... Bem antes de eu começar a dançar. Eu assistia muito clipe da Shakira e queria fazer dança do ventre. Eu lembro que eu via ela dançando e ficava apaixonada assistindo. Então, uma das minhas metas era fazer um dia aula de dança. Aí eu fui atrás. Eu achei uma escola. Dança do ventre e na época eu tava namorando. Eu gostei. E aí eu lembro que foi bem na época do... Do São João. Festa de São João. E aí a gente foi pra uma festa. E... A gente tava nessa festa. E eu lembro que meu ex-namorado se interessou. Ele achou legal a... sabe? Essa parte da condução. Essa parte de você conduzir. Eu perguntei: Vamos fazer uma aula juntos? E ele não queria. De jeito nenhum. Eu sou, na verdade. Um pouco roqueira. Gosto muito de rock. Então... Eu dançava rock, na verdade. Você dança rockmais sozinho. Não precisa dançar com ninguém. E o meu namorado era do rock. Eu falei, quer saber? Eu vou... Eu vou propor uma coisa para ele. Por que a gente não faz uma aula experimental? De dança de salão? Que tem Forró, né? Aí ele topou e a gente foi. Nesses seis meses, foi que eu aprendi um pouco de Forró. Mas aquele Forró de Dança de Salão. Eu me apaixonei também muito pela gafieira e pela Salsa. A escola era aqui na Rua Cardoso de Almeida. Era focada na dança do ventre. e a proprietária resolveu colocar um pouco de coisa diferente lá. O professor chamava Edson Cruz, se eu não me engano. A gente não saía para dançar. A única coisa que a gente fazia era isso. Ia para a aula de dança e ia embora.
E quando chegou no final do ano ele deixou a gente.
O Edson, ele gostava mais da aula de gafieira. Eu era apaixonada porque eu acho muito legal a jogada de perna. Então eu acho que ele também via que eu gostava, que a gente gostava. Então eu acho que ele também dava mais. Só que o outro professor, que entrou, ele gostava mais de salsa. Este segundo professor era aquele que animava, fazia a gente ir para os lugares, agitava, sabe? Ele era divertido. Ele abriu alguns caminhos na minha vida, em relação a sair mais, e eu conheci um grande amigo meu também, através dele, que hoje é um amigo que eu gosto muito, que também é da dança.
Em 2011, se eu não me engano, 2011, 11, 12, 13, eu comecei a dançar, eu dançava só Salsa. Eu ia só em lugares, casas de Salsa, Zouk, mas Zouk era o básico.
E aí depois, eu já tinha terminado meu relacionamento, e aí eu resolvi ir para o Forró. No final do ano, de 2013. E aí em janeiro, foi a parte da fossa, sofrendo, chorando, enfim. E aí eu falei, não, eu não posso mais, só que eu não queria parar de dançar. Eu não queria parar de dançar, só que eu também não queria encontrar meu ex.
E eu ia para a Salsa, por exemplo, mas a impressão que eu tenho na Salsa é que você faz amizade, mas não são amizades, assim, eu também não quero julgar errado, mas no meu caso foi assim, parece que não eram muito verdadeiras, sabe? E as pessoas viviam muito de aparências lá, nesse ambiente.
A dança em si, eu sempre gostei, nada contra, mas o ambiente da salsa, eu sentia um pouco, pesado, sabe? Muita gente de nariz empinado, muita gente, sei lá, mesquinha, gente falando mal de você, então era muito difícil você confiar em alguém. E eu fiquei três anos na salsa, indo para lugares, tipo, Azucar, a gente ia no Patiain, enfim, tinha vários lugares, legais, mas as pessoas às vezes não eram muito legais.
E eu falei, mano, eu vou atrás do Forró, porque... porque eu gosto, e eu sempre tive essa coisa da minha infância, né, com a minha prima do forró, então na minha cabeça, eu ia para o forró e ia escutar falar a música, era, na época, era o que eu gostava, porque era o único que eu conhecia. Eu tenho uma amiga, da Salsa também, e aí ela falava muito do Forró também, ela é forrozeira, então ela falava, vamos no Forró, que Forró é maravilhoso, isso aqui, isso aqui, então, às vezes, a gente ia para o Canto da Ema, né? Que era a única referência que eu também tinha de Forró, porque eu não conhecia o Remelexo.
Uma vez, dançando forró no canto da Ema, eu dancei com um menino, não lembro o rosto, não lembro o nome, não lembro nada, a única coisa que eu lembro é que ele fazia uns passos muito legais, e ele fazia com jogada de perna, e aí isso me chamou muita atenção, porque me lembrou Gafieira, que eu gostava. E aí eu falei para ele, onde você aprendeu esses passos? E aí ele falou para mim, aprendi no Remelexo. Aí eu fiquei com esse nome, e nisso eu ainda estava namorando, acho que passou um ano depois disso, para você ter ideia. E aí, depois, eu ficava com esse negócio na cabeça, quero aprender esse tipo de Forró, que dança com as pernas, eu ficava com isso na minha cabeça.
E aí, quando eu resolvi, fui na internet e pesquisei aulas de forró: a primeira coisa que me apareceu foi o Remelexo, na internet. E aí eu lembrei desse menino falando, eu não lembrava direito qual era o nome do lugar, só que quando eu li Remelexo, aí me veio a lembrança. Liguei para o Evandro (Paz). Acho que o primeiro contato que eu tive de pessoa foi o Evandro. Ele falou assim: ah, é só ir lá, tá o dia, enfim. Aí eu falei, ah, tá bom. E fui.
Ah, e detalhe, nessa época, eu tava na dúvida se eu ia dançar, se eu ia fazer a música no rock, se eu ia fazer no decloque, que era perto da minha casa, se eu ia fazer soltinho, que é o... Tem outro nome também. Rockabilly. Isso, Rockabilly. E eu já tinha ido no Rockabilly pra dançar com os amigos, umas duas vezes, mas não pra fazer aula. E aí, eu falei assim na minha cabeça: Eu vou lá primeiro no Remelexo, vou fazer aula experimental.
Aí não faço nada, não marco nada, nem. E aí eu vou lá no Rockabilly, faço aula experimental, e aí eu vejo qual dos dois eu gosto. Aí eu fui pro Remelexo. Chegando no Remelexo, eu fiz aula. Aí eu cheguei lá, encontrei o Daniel, o Daniel Japinho. Aí ele falou assim Oi, tudo bom? Perguntou se eu já fazia aula e tal. Eu falei, olha, eu danço Salsa, mas Forró bem básico, básico, bem pouco. Ele falou, olha, eu vou dançar uma música com você e aí eu vou ver mais ou menos onde dá pra te colocar. Porque eu lembro que na época tinha como que era? Aula do 1, do 2, do 3, do 4, né? Tinha até 4 nessa época. E aí ele falou assim, olha, aí a gente dançou aí ele falou, acho que dá pra colocar você no 2. Mas aí você depois vai fazer uma aula e os professores vão ver se realmente você vai ficar no 2 ou não.
Aí eu fui fazer a primeira aula. Que era a aula teste, né? Teste não, a aula experimental. Aí eu fiz e e aí quando eu saí a menina veio falar comigo e falou assim, e aí, gostou? Eu falei, gostei. Vai fechar a faculdade? Ela assistiu. Vou. Tipo assim. Meu plano não era isso. Meu plano era assistir a outra aula experimental e depois eu ia decidir, né? Mas eu gostei tanto, nossa, eu achei tão legal. E aí eu falei, não, vou fechar.
Aí eu lembro que eu fechei o pacote. Comecei a ir pras aulas aí eu vivi de Remelexo. E aí eu comecei, tipo, a sentir a diferença, assim, de um lugar para o outro, que o pessoal do Remelexo era mais perna. Eles dançavam muito com as pernas, que era o que eu gostava, né? Eu lembro que, assim, depois com o tempo foi misturando mais o que eu senti, né? Mas no começo eu lembro que era bastante perna.
Quem dava as aulas no remelexo na época era o André, a Suzy, a Renata, eu só lembro deles três. E o Evandro, né? Só que o Evandro eu não lembro se ele dava a aula ou se ele só coordenava. Eu acho que ele dava aula também, né? É. A Adelaine eu acho que dava também. É, dava, dava também. O Marquinhos, ele começou a dar aula, se eu não me engano, depois que eu já tinha entrado. Eu frequentava as baladas também do remelexo, assim como a gente ia no Canto da Ema. É, aí depois eu nunca mais fui no Canto da Ema, praticamente.
E aí você ficou quanto tempo fazendo aula? Olha, eu fiquei um bom tempo. Eu acho que eu renovei, eu não lembro exatamente o tempo, mas eu devo ter ficado uns dois anos, por aí. Porque eu cheguei até o 3, porque na minha época, depois saiu, não teve mais 4. Porque o 4 eu acho que ele não era também todos os dias, tinha um dia na semana, parece. Era só terça. E aí eu acho que depois eu fui, ah, não tem 4. Mas assim, na época mesmo, eu não continuei as aulas, mas por uma questão financeira. Aí eu fiquei indo mais na parte da balada, né?
Depois eu cheguei a ir em alguns encontros de Mulheres que Conduzem e tal. Então, esse processo, na verdade, eu comecei até por causa de uma amiga, né? Eu conheci a Carol em uma viagem que eu fiz pra Itaúnas, em 2014.
Então, o que mais ele ouvia aqui, acabou sendo o MPB, né? Que interessante. Meu pai, ele sempre tiveram lojas, teve uma vidraçaria. Então, a gente sempre morou e trabalhou em casa. Eu vivia na rua. As minhas brincadeiras eram esconde-esconde com os amigos. Então, eu juntava uma galera. Naquela época, era mais fácil acontecer isso, né? De reunir uma turma grande e sair pra brincar. De esconde-esconde. Essas brincadeiras que hoje em dia a gente não vê as crianças brincando, né? É mais difícil. Então, eu sempre fui muito moleca, assim, de jogar videogame. Eu nunca gostei de boneca, por exemplo. Eu nunca fui uma menina que gostava de coisas de menina, assim. Naquela época, eu era totalmente fora da curva. Quando eu fui crescendo, eu gostava muito de fingir que tava cantando, brincando, né? Eu aprendia muito rápido as músicas, né? Gostava de brincar, de cantar, assim, de dançar, mas eu lembro que era muito mais particular, sabe? Era uma coisa nas minha, não pros outros. Porque eu era muito tímida. Eu lembro que eu ouvia muito Balão Mágico, por exemplo, as músicas, eu sabia de cor. Tinha algumas músicas da Eliana. E depois, tinha Chiquititas. Eu lembro que, a gente se juntava, as minhas amigas, e fazia as coreografias de Chiquititas, a gente sabia todas. E eu lembro que eu tinha uns doze anos.
Então, o Forró, eu conheci, na verdade, na minha... adolescência. O primeiro contato que eu tive com o forró, na verdade, eu acho que eu tinha, sei lá, uns treze anos. Eu era novinha, porque eu ia pra casa da minha prima, que já tinha uns dezesseis anos, a minha prima. Ela é três anos mais velha que eu. Então... Ela já... Eu lembro que, na época... quando eu ia pra casa da minha prima, ela colocava, na época, o Falamansa. Ela dançava e sempre me pegava pra dançar. Assim, quando eu ia pra casa dela, era só nós duas de criança e o resto era tudo adulto. Às vezes aparecia uma outra criança. Então, eu ficava só nós duas. Ela colocava o Falamansa e a gente ficava dançando. Esse foi o primeiro contato que eu tive. Naquela época, não tinha YouTube. Não tinha YouTube. Você tinha que ir atrás de fita cassete.
Peraí. Eu lembro o ano. Foi em 2014.
Eu dançava outras coisas, mas em 2014 eu fui atrás do Forró. O meu interesse pela dança em si. Já vem... Bem antes de eu começar a dançar. Eu assistia muito clipe da Shakira e queria fazer dança do ventre. Eu lembro que eu via ela dançando e ficava apaixonada assistindo. Então, uma das minhas metas era fazer um dia aula de dança. Aí eu fui atrás. Eu achei uma escola. Dança do ventre e na época eu tava namorando. Eu gostei. E aí eu lembro que foi bem na época do... Do São João. Festa de São João. E aí a gente foi pra uma festa. E... A gente tava nessa festa. E eu lembro que meu ex-namorado se interessou. Ele achou legal a... sabe? Essa parte da condução. Essa parte de você conduzir. Eu perguntei: Vamos fazer uma aula juntos? E ele não queria. De jeito nenhum. Eu sou, na verdade. Um pouco roqueira. Gosto muito de rock. Então... Eu dançava rock, na verdade. Você dança rockmais sozinho. Não precisa dançar com ninguém. E o meu namorado era do rock. Eu falei, quer saber? Eu vou... Eu vou propor uma coisa para ele. Por que a gente não faz uma aula experimental? De dança de salão? Que tem Forró, né? Aí ele topou e a gente foi. Nesses seis meses, foi que eu aprendi um pouco de Forró. Mas aquele Forró de Dança de Salão. Eu me apaixonei também muito pela gafieira e pela Salsa. A escola era aqui na Rua Cardoso de Almeida. Era focada na dança do ventre. e a proprietária resolveu colocar um pouco de coisa diferente lá. O professor chamava Edson Cruz, se eu não me engano. A gente não saía para dançar. A única coisa que a gente fazia era isso. Ia para a aula de dança e ia embora.
E quando chegou no final do ano ele deixou a gente.
O Edson, ele gostava mais da aula de gafieira. Eu era apaixonada porque eu acho muito legal a jogada de perna. Então eu acho que ele também via que eu gostava, que a gente gostava. Então eu acho que ele também dava mais. Só que o outro professor, que entrou, ele gostava mais de salsa. Este segundo professor era aquele que animava, fazia a gente ir para os lugares, agitava, sabe? Ele era divertido. Ele abriu alguns caminhos na minha vida, em relação a sair mais, e eu conheci um grande amigo meu também, através dele, que hoje é um amigo que eu gosto muito, que também é da dança.
Em 2011, se eu não me engano, 2011, 11, 12, 13, eu comecei a dançar, eu dançava só Salsa. Eu ia só em lugares, casas de Salsa, Zouk, mas Zouk era o básico.
E aí depois, eu já tinha terminado meu relacionamento, e aí eu resolvi ir para o Forró. No final do ano, de 2013. E aí em janeiro, foi a parte da fossa, sofrendo, chorando, enfim. E aí eu falei, não, eu não posso mais, só que eu não queria parar de dançar. Eu não queria parar de dançar, só que eu também não queria encontrar meu ex.
E eu ia para a Salsa, por exemplo, mas a impressão que eu tenho na Salsa é que você faz amizade, mas não são amizades, assim, eu também não quero julgar errado, mas no meu caso foi assim, parece que não eram muito verdadeiras, sabe? E as pessoas viviam muito de aparências lá, nesse ambiente.
A dança em si, eu sempre gostei, nada contra, mas o ambiente da salsa, eu sentia um pouco, pesado, sabe? Muita gente de nariz empinado, muita gente, sei lá, mesquinha, gente falando mal de você, então era muito difícil você confiar em alguém. E eu fiquei três anos na salsa, indo para lugares, tipo, Azucar, a gente ia no Patiain, enfim, tinha vários lugares, legais, mas as pessoas às vezes não eram muito legais.
E eu falei, mano, eu vou atrás do Forró, porque... porque eu gosto, e eu sempre tive essa coisa da minha infância, né, com a minha prima do forró, então na minha cabeça, eu ia para o forró e ia escutar falar a música, era, na época, era o que eu gostava, porque era o único que eu conhecia. Eu tenho uma amiga, da Salsa também, e aí ela falava muito do Forró também, ela é forrozeira, então ela falava, vamos no Forró, que Forró é maravilhoso, isso aqui, isso aqui, então, às vezes, a gente ia para o Canto da Ema, né? Que era a única referência que eu também tinha de Forró, porque eu não conhecia o Remelexo.
Uma vez, dançando forró no canto da Ema, eu dancei com um menino, não lembro o rosto, não lembro o nome, não lembro nada, a única coisa que eu lembro é que ele fazia uns passos muito legais, e ele fazia com jogada de perna, e aí isso me chamou muita atenção, porque me lembrou Gafieira, que eu gostava. E aí eu falei para ele, onde você aprendeu esses passos? E aí ele falou para mim, aprendi no Remelexo. Aí eu fiquei com esse nome, e nisso eu ainda estava namorando, acho que passou um ano depois disso, para você ter ideia. E aí, depois, eu ficava com esse negócio na cabeça, quero aprender esse tipo de Forró, que dança com as pernas, eu ficava com isso na minha cabeça.
E aí, quando eu resolvi, fui na internet e pesquisei aulas de forró: a primeira coisa que me apareceu foi o Remelexo, na internet. E aí eu lembrei desse menino falando, eu não lembrava direito qual era o nome do lugar, só que quando eu li Remelexo, aí me veio a lembrança. Liguei para o Evandro (Paz). Acho que o primeiro contato que eu tive de pessoa foi o Evandro. Ele falou assim: ah, é só ir lá, tá o dia, enfim. Aí eu falei, ah, tá bom. E fui.
Ah, e detalhe, nessa época, eu tava na dúvida se eu ia dançar, se eu ia fazer a música no rock, se eu ia fazer no decloque, que era perto da minha casa, se eu ia fazer soltinho, que é o... Tem outro nome também. Rockabilly. Isso, Rockabilly. E eu já tinha ido no Rockabilly pra dançar com os amigos, umas duas vezes, mas não pra fazer aula. E aí, eu falei assim na minha cabeça: Eu vou lá primeiro no Remelexo, vou fazer aula experimental.
Aí não faço nada, não marco nada, nem. E aí eu vou lá no Rockabilly, faço aula experimental, e aí eu vejo qual dos dois eu gosto. Aí eu fui pro Remelexo. Chegando no Remelexo, eu fiz aula. Aí eu cheguei lá, encontrei o Daniel, o Daniel Japinho. Aí ele falou assim Oi, tudo bom? Perguntou se eu já fazia aula e tal. Eu falei, olha, eu danço Salsa, mas Forró bem básico, básico, bem pouco. Ele falou, olha, eu vou dançar uma música com você e aí eu vou ver mais ou menos onde dá pra te colocar. Porque eu lembro que na época tinha como que era? Aula do 1, do 2, do 3, do 4, né? Tinha até 4 nessa época. E aí ele falou assim, olha, aí a gente dançou aí ele falou, acho que dá pra colocar você no 2. Mas aí você depois vai fazer uma aula e os professores vão ver se realmente você vai ficar no 2 ou não.
Aí eu fui fazer a primeira aula. Que era a aula teste, né? Teste não, a aula experimental. Aí eu fiz e e aí quando eu saí a menina veio falar comigo e falou assim, e aí, gostou? Eu falei, gostei. Vai fechar a faculdade? Ela assistiu. Vou. Tipo assim. Meu plano não era isso. Meu plano era assistir a outra aula experimental e depois eu ia decidir, né? Mas eu gostei tanto, nossa, eu achei tão legal. E aí eu falei, não, vou fechar.
Aí eu lembro que eu fechei o pacote. Comecei a ir pras aulas aí eu vivi de Remelexo. E aí eu comecei, tipo, a sentir a diferença, assim, de um lugar para o outro, que o pessoal do Remelexo era mais perna. Eles dançavam muito com as pernas, que era o que eu gostava, né? Eu lembro que, assim, depois com o tempo foi misturando mais o que eu senti, né? Mas no começo eu lembro que era bastante perna.
Quem dava as aulas no remelexo na época era o André, a Suzy, a Renata, eu só lembro deles três. E o Evandro, né? Só que o Evandro eu não lembro se ele dava a aula ou se ele só coordenava. Eu acho que ele dava aula também, né? É. A Adelaine eu acho que dava também. É, dava, dava também. O Marquinhos, ele começou a dar aula, se eu não me engano, depois que eu já tinha entrado. Eu frequentava as baladas também do remelexo, assim como a gente ia no Canto da Ema. É, aí depois eu nunca mais fui no Canto da Ema, praticamente.
E aí você ficou quanto tempo fazendo aula? Olha, eu fiquei um bom tempo. Eu acho que eu renovei, eu não lembro exatamente o tempo, mas eu devo ter ficado uns dois anos, por aí. Porque eu cheguei até o 3, porque na minha época, depois saiu, não teve mais 4. Porque o 4 eu acho que ele não era também todos os dias, tinha um dia na semana, parece. Era só terça. E aí eu acho que depois eu fui, ah, não tem 4. Mas assim, na época mesmo, eu não continuei as aulas, mas por uma questão financeira. Aí eu fiquei indo mais na parte da balada, né?
Depois eu cheguei a ir em alguns encontros de Mulheres que Conduzem e tal. Então, esse processo, na verdade, eu comecei até por causa de uma amiga, né? Eu conheci a Carol em uma viagem que eu fiz pra Itaúnas, em 2014.
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